Corrida se torna alternativa para conhecer novas pessoas e os arredores da cidade

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Corrida se torna alternativa para conhecer novas pessoas e os arredores da cidade


Nas redes sociais, a corrida tem ganhado um grande público com vídeos de dicas, quilometragens percorridas e até mesmo a tendência de postar os dados da corrida disponibilizados pelo Strava, rede social dedicada a atletas, rastreando atividades físicas, especialmente corrida.

Júlia Giannella, criadora de conteúdo conhecida como Ju Mamute, que divide sua rotina nas redes, acredita que a corrida ganhou popularidade por ser uma modalidade de fácil acesso. “É muito mais fácil colocar um tênis e correr do que pegar uma bola e encontrar uma quadra. Estar no meio da corrida significa estar no meio de um tipo de sociedade, que são pessoas que prezam pela saúde, pela alimentação“.

A procura por grupos de corrida também tem ganhado um espaço significativo. O esporte que antes era solitário tem formado uma comunidade. Grupos exclusivos para mulheres ou negros tem crescido, reunindo em um único lugar pessoas interesses em comum, além da corrida.

Este é o caso de Daniele Silva, 25, que participa do coletivo CorreKilombo. “Demorei uns três meses para criar coragem de ir sozinha, mas posso dizer com certeza que foi uma das melhores decisões que já tomei. Cada encontro com o grupo é um turbilhão de emoções que só o ‘corre’ proporciona”.

Paulo Vieira, autor da coluna No Corre, da Folha, comenta sobre como a modalidade exige esforço mas possibilita conexões. “Corro bastante sozinho, vejo a corrida como um verdadeiro ônibus de turismo pela autonomia que nos dá para vencer muitas dezenas de quilômetros. Por outro lado, quando estamos com amigos no mesmo pace, é como ir ao bar sem precisar de álcool nem cadeira e mesa. Quer coisa melhor?”.

A mesma coisa aconteceu com Laura Roncon, 32, que iniciou sua trajetória na corrida em 2020 e logo se apaixonou pela modalidade, o que a motivou a encontrar uma consultoria de corrida. “Com certeza é um caminho para conhecer novas pessoas. Como a minha assessoria é mais voltada para mulheres, me sinto dentro de uma comunidade”.

Tanto para fazer amizades como também para conhecer um interesse amoroso, os grupos têm se tornado uma alternativa para solteiros. “É muito legal que o esporte realmente virou um meio muito social, onde existe uma porta muito grande para você conhecer pessoas e até conhecer um parceiro para vida”, completa Ju Mamute.

O Corre 22 aposta exatamente nisto. Em cada encontro, são entregues pulseiras de cores distintas que diferenciam os solteiros dos compromissados, facilitando uma aproximação caso haja um interesse mútuo. “Nos clubes de corrida, os encontros têm acontecido com um propósito de ter uma vida mais saudável, mas os solteiros muitas vezes vão na intenção de encontrar alguém”, comenta Bruno Sanchez, fundador do grupo.

Junto com a possibilidade de novas conexões, muitos grupos têm utilizado os encontros como um meio de conhecer a cidade que correm. “A corrida, especialmente em ambientes abertos, ajuda muito na fruição dos espaços da cidade e acho isso um estímulo enorme, comenta Paulo.

Este é o caso do grupo Running Gang. “Nos encontramos sempre em pontos diferentes e estratégicos da cidade, para os participantes terem outra visão de São Paulo que vai além do que vivemos no dia a dia com a rotina de trabalho”, comenta Guilherme Faria, um dos quatro fundadores do projeto.



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