De setembro de 2024 até a reunião de junho deste ano, o BC aumentou a taxa em 4,50 pontos, o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos
Estadão Conteúdo
Publicado em 10/12/2025 às 20:17
| Atualizado em 10/12/2025 às 20:18
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (10) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0% ao ano, conforme previam 35 das 36 casas do mercado financeiro consultadas pelo Projeções Broadcast. A decisão do colegiado foi unânime.
O resultado também veio em linha com a mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu em 15% nas últimas 24 semanas.
Essa é a quarta reunião consecutiva em que a autarquia mantém o nível da Selic.
De setembro de 2024 até a reunião de junho deste ano, o BC aumentou a taxa em 4,50 pontos, o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos, perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022, que ocorreu após o fim da pandemia.
Comunicado traz cenário de cautela
O Copom avaliou em seu comunicado que o cenário atual segue marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária.
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Em seguida, enfatizou que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.
“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse no comunicado para embasar a manutenção da Selic em 15,0% ao ano.
Riscos de alta e baixa para inflação seguem mais elevados que o usual
O Copom do Banco Central repetiu nesta quarta-feira que considera os riscos para a inflação – tanto altistas, como baixistas – como “mais elevados do que o usual.” No comunicado publicado no início da noite desta quarta-feira, 10, após manter a taxa Selic em 15% ao ano, o colegiado voltou a citar os mesmos três riscos para cima e três riscos para baixo no seu balanço.
Entre os riscos de alta, o Copom mencionou: uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; maior resiliência da inflação de serviços, por causa de um hiato do produto mais positivo; e uma “conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário”, por exemplo, causando uma desvalorização do câmbio.
Nos riscos de baixa, aparecem: eventual desaceleração da atividade doméstica mais acentuada do que o esperado, com impacto na inflação; uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.
Todos os riscos repetem exatamente o que foi mencionado no comunicado da reunião anterior, de 5 de novembro.
Indicadores mostram moderação no crescimento da atividade, conforme esperado
O Copom repetiu ainda que o conjunto de indicadores econômicos disponíveis continua mostrando uma moderação no ritmo de crescimento da economia brasileira, enquanto o mercado de trabalho permanece resiliente.
“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, diz o comunicado da decisão, divulgado no início da noite da quarta-feira.
O comitê destacou que o cenário externo “ainda se mantém incerto”, diante dos reflexos da conjuntura e da política econômica dos Estados Unidos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, diz o texto.
Tarifas dos EUA e efeitos
O Copom segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos ao Brasil e, no âmbito doméstico, como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros, “reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”. A afirmação consta no comunicado da reunião de dezembro do comitê, publicado nesta quarta-feira.
“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”, diz o Copom.
O colegiado afirma que, para assegurar a convergência da inflação à meta nesse ambiente de expectativas desancoradas, “exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”.
Também enfatiza que a manutenção da Selic em 15% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, emenda.

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