O presidente brasileiro e o americano disseram em seus discursos tudo que queriam dizer e mandaram os recados que queriam passar um ao outro
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Na linguagem popular se diz que “gato escaldado tem medo de água fria”. Esta é a expressão que melhor resume a cautela que permeou a euforia inicial da equipe brasileira presente à Assembleia Geral da ONU sobre a surpreendente proposta final do presidente americano realizar um encontro com o presidente brasileiro na próxima semana, um dia depois de impor mais restrições ao Brasil além das inexplicáveis tarifas de 50% que aplicou sobre as exportações brasileiras, inviabilizando quase completamente o comércio entre os dois países.
Estaria Trump realmente com boas intenções ou, a exemplo do que fez com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ou o presidente da África Sul, Cyril Ramaphosa, querendo fazer Lula passar pelo vexame de ser exposto, a nível mundial, levando broncas em plena Casa Branca? Por conta disso, o chanceler Mauro Vieira se apressou a declarar à CNN Internacional que as agendas estavam muito cheias e o melhor seria uma conversa por telefone ou por vídeo. Mesmo assim, assessores do Itamaraty ainda chamaram atenção para a possibilidade de uma conversa por vídeo acabar exibida depois.
Por que tamanha apreensão? Por uma razão muito simples: o presidente brasileiro e o americano disseram em seus discursos tudo que queriam dizer e mandaram os recados que queriam passar um ao outro. Que garantia se tem de que a sós, ou acompanhados por assessores mais próximos, não poderiam falar, de forma clara, o que carregam entalados na garganta?
Na verdade, com exceção do momento em que, como lhe é habitual quando deseja, elogiou Lula que segundo ele “parece um homem muito agradável”. “Ele gostou de mim e eu dele e eu não sou de falar que gostei se não gostei”, Trump culpou o Brasil pelas tarifas altas, afirmando que o país cobra tarifas altíssimas dos americanos, deixou claro que o Brasil para ele só tem futuro quando se entender com os Estados Unidos e, indiretamente, fez uma ameaça citando Índia e China por estarem cobrando petróleo russo e ajudando Putin a manter a guerra com a Ucrânia (em outros momentos, fora da ONU, ele colocou o Brasil nesse rol e ameaçou ainda mais tarifas).
Lula por sua vez não fez qualquer elogio ao americano em seu discurso. Preferiu dizer coisas como “nossa democracia e soberania são inegociáveis”; referindo-se a Bolsonaro falou que “não há pacificação com impunidade”; combateu o poder veto das grandes potências que impediram a ida de um representante palestino para o encontro da ONU ( foi Trump que vetou) e cravou que “agressão ao Poder Judiciário é inaceitável”. Alguém tem dúvida de que em uma conversa entre os dois esses assuntos vão deixar de ser tratados? O Itamaraty pelo visto acredita que sim e não deseja, por enquanto, fazer Lula correr risco.


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