Pesquisa inédita revela que jovens brasileiras ainda enfrentam falta de informação sobre contraceptivos modernos, como os métodos de longa duração
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SÃO PAULO — Escolher se, quando e como engravidar é um dos pontos mais delicados da vida reprodutiva. Entre dúvidas, expectativas e até medos, a contracepção se apresenta como uma ferramenta de autonomia: uma forma de dar às mulheres e pessoas com útero o direito de decidir o próprio tempo.
Mas, apesar dos avanços da medicina e da variedade de métodos disponíveis, muitas brasileiras ainda percorrem esse caminho sem informação adequada — e, não raras vezes, sem acesso garantido aos serviços de saúde.
No Brasil, mais de seis em cada dez mulheres já vivenciaram uma gravidez não planejada, segundo levantamento da Ipsos realizado a pedido da Bayer.
Neste 26 de setembro, marcado pelo Dia Mundial da Contracepção, especialistas chamam atenção para a persistência desse cenário, marcado por falta de informação e desconfiança em relação a métodos contraceptivos modernos.
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Riscos da desinformação
O estudo mostra que 59% das brasileiras usam a internet como principal fonte de informação em saúde, número que sobe para 62% entre jovens de 18 a 29 anos. Sites, fóruns, grupos de WhatsApp e perfis de influenciadores se tornam referências, muitas vezes sem embasamento científico.
“O problema não está no consumo de informações pela internet, mas na falta de embasamento científico que alguns conteúdos podem ter”, explica o ginecologista Edson Ferreira, da divisão de ginecologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Edson Ferreira, médico ginecologista da divisão de ginecologia do Hospital das Clínicas da USP – DIVULGAÇÃO
“Tomar como base experiências isoladas ou relatos que propagam mitos pode levar a escolhas inadequadas de métodos contraceptivos e, consequentemente, perpetuar as gravidezes não planejadas”, alerta.
Métodos disponíveis
Apesar de 91% das mulheres já terem usado algum método contraceptivo na vida, ainda há grande desconhecimento sobre opções de longa duração, conhecidas como LARCs (sigla em inglês para métodos reversíveis de longa ação), como dispositivos intrauterinos (DIUs) e implantes subdérmicos, o Implanon, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Os DIUs, por exemplo, podem ser de cobre (não hormonal), que dura até dez anos, ou hormonais. Segundo Ferreira, as versões hormonais (o Mirena, com duração de oito anos, e o Kyleena, que dura cinco anos) se diferenciam principalmente na quantidade de levonorgestrel liberada.
“O Mirena reduz de 90% a 97% o volume de menstruação, sendo muito eficaz no tratamento de sangramento uterino anormal e da endometriose. Já o Kyleena, por ter menor dosagem hormonal e dimensões menores, costuma proporcionar inserção mais confortável”, explicou.
A ação local dos DIUs hormonais também reduz riscos de efeitos sistêmicos, comuns em métodos como pílulas e injeções.
“Eles atuam prioritariamente no endométrio, sem impactar de forma significativa na libido, diferentemente de alguns anticoncepcionais combinados que contêm estrogênio”, acrescenta Ferreira.
Benefícios do DIU hormonal
- Redução importante do fluxo menstrual;
- Indicação para tratamento de endometriose e adenomiose;
- Maior eficácia contraceptiva em relação à pílula;
- Menor risco de falhas ligadas ao uso incorreto.
A experiência de quem usa
Para muitas jovens, a escolha pelo DIU vem acompanhada de maior tranquilidade. A estudante Luana Barros, 23 anos, usa o Kyleena há três anos.
“Fisicamente tive algumas alterações no ciclo durante o período de adaptação, mas nenhum outro impacto evidente. Psicologicamente me sinto mais segura, sem o medo da gravidez precoce. Isso me dá espaço para focar nos estudos e no trabalho”, contou.
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Contracepção na adolescência: um desafio social
O início da vida sexual no Brasil ocorre, em média, aos 15 anos. “Se eu deixar para conversar com a adolescente apenas aos 18, muitas já terão engravidado. É fundamental falar sobre contracepção antes da primeira relação sexual”, reforça Ferreira.
Um em cada sete bebês nascidos no país é filho de mãe adolescente. “A gestação precoce compromete a continuidade dos estudos e a inserção no mercado de trabalho, perpetuando ciclos de pobreza. Trabalhar com contracepção é também uma forma de transformação social”, acrescenta o médico.
Inserção pelo SUS
Na saúde suplementar em todo o Brasil, a inserção do DIU, seja de cobre ou hormonal, é garantida. Já pelo SUS, nem todas as unidades federativas contam com o método. Entretanto, em Pernambuco, o DIU, hormonal ou não, está disponível para a população com útero.
Na capital pernambucana, o modelo de cobre está disponível na maioria das unidades básicas.
“A mulher procura a unidade, conversa com o médico ou profissional de enfermagem e já pode ser encaminhada para a inserção. Em muitas unidades, o próprio profissional faz o procedimento, que pode ser realizado até na mesma semana”, explica a médica da família Kaline Calheiros, coordenadora da política de saúde da mulher do Distrito Sanitário II do Recife.
Já o DIU hormonal, como o Mirena, é oferecido na rede pública municipal apenas para indicações específicas, como casos de endometriose ou adenomiose. O procedimento é realizado em unidades de referência, mediante avaliação clínica.
Além do DIU, o Implanon — implante subdérmico que dura três anos — também está disponível no Recife, mas direcionado a grupos prioritários, como adolescentes (de 11 a 19 anos), mulheres em situação de rua, em uso de drogas, imunosuprimidas e em pós-aborto, provocado ou espontâneo.
*A repórter viajou a convite da Bayer Brasil


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