Consulta pública propõe incorporar novo tratamento contra doença renal crônica no SUS

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Consulta pública propõe incorporar novo tratamento contra doença renal crônica no SUS


Finerenona mostrou reduzir risco de progressão da doença em pacientes com diabetes; especialistas pedem engajamento da sociedade no debate



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Em meio à crise que afeta a rede de diálise e ao aumento da fila de transplantes renais no País, o governo federal abriu consulta pública para avaliar a incorporação da finerenona, um novo medicamento indicado para pacientes com doença renal crônica (DRC) associada ao diabetes tipo 2, ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta está sendo analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), e o objetivo é colher contribuições de médicos, pesquisadores, pacientes e da sociedade civil até o dia 11 de novembro.

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Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 150 mil brasileiros dependem de diálise atualmente. Muitas clínicas enfrentam dificuldades financeiras devido à defasagem nos repasses públicos, o que ameaça o atendimento e o acompanhamento de pacientes renais.

“Ampliar o acesso a novas terapias é urgente para evitar internações, reduzir o risco de necessidade de diálise e salvar vidas”, afirma o nefrologista Roberto Pecoits Filho, pesquisador da Arbor Research Collaborative for Health, nos Estados Unidos, e líder científico do estudo CONFIDENCE, que avaliou o uso da finerenona.

Avanços com a nova terapia

O estudo CONFIDENCE, apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia, apontou que a combinação da finerenona com a empagliflozina (outro medicamento usado no tratamento da DRC e do diabetes) promoveu redução entre 29% e 32% na relação albumina/creatinina, marcador de lesões renais, quando comparado ao uso isolado de cada uma das drogas.

Para Pecoits Filho, o resultado é animador. “O estudo mostrou que é possível iniciar essas combinações de forma segura e precoce, com sinais claros de benefícios. Isso reforça a importância de tratar de maneira completa e rápida, porque não temos tempo a perder”, destaca.

Atualmente, terapias como a finerenona estão disponíveis apenas na rede privada. A incorporação ao SUS poderia representar, segundo o especialista, um impacto duplo, tanto na melhora da qualidade de vida dos pacientes quanto na redução de custos com internações e diálise, que hoje representam grande parte das despesas da saúde pública.

Participação social

A Conitec defende que a decisão sobre a inclusão de novos medicamentos deve ser tomada com base em evidências científicas e na realidade dos pacientes do sistema público.

“Os médicos trazem a visão científica, os pacientes mostram a realidade do dia a dia e a sociedade ajuda a garantir que a decisão seja justa. Essa participação faz com que a incorporação da medicação seja inclusiva e mais adequada à realidade do Brasil”, afirma Pecoits.

O prazo para envio de contribuições vai até 11 de novembro, por meio do site da Conitec.

Contexto da doença renal crônica

O diabetes é uma das principais causas da DRC no Brasil. Estima-se que 16,8 milhões de brasileiros vivam com a doença, número que pode chegar a 23,2 milhões até 2045, segundo a International Diabetes Federation. De 20% a 40% desses pacientes podem desenvolver doença renal ao longo da vida.

Nos estágios iniciais, a DRC costuma ser silenciosa. Mas, com o avanço, podem surgir sintomas como inchaço, cansaço, pressão alta persistente e alterações na urina. Sem tratamento adequado, há risco de progressão para insuficiência renal, exigindo diálise ou transplante.

Para o pesquisador, o futuro da saúde renal depende de três pilares: diagnóstico precoce, acesso equitativo a terapias modernas e cuidado integrado.

“Já há medicamentos que realmente reduzem o risco de progressão da doença e complicações no coração. O desafio é garantir que eles cheguem a todos os pacientes, e não apenas a quem pode pagar”, conclui Pecoits Filho.





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