Construção civil projeta crescimento acelerado para 2026 impulsionado por juros baixos e investimentos

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Construção civil projeta crescimento acelerado para 2026 impulsionado por juros baixos e investimentos



Para a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o cenário é de expansão da oferta de crédito. “A expectativa é de um incremento”, diz ela

Por

JC


Publicado em 13/02/2026 às 17:25

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Após um período de ritmo moderado em 2025, o setor da construção civil brasileira entra em 2026 com otimismo renovado. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta um crescimento de 2% para este ano, consolidando o terceiro ciclo consecutivo de alta. O desempenho deve ser sustentado pela queda na taxa de juros, orçamentos recordes para habitação e novos aportes em infraestrutura.

Durante a divulgação do balanço econômico do setor, realizada nesta quarta-feira (11), executivos destacaram que, embora o cenário seja positivo, o empresariado ainda lida com gargalos estruturais. Segundo a sondagem realizada em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a carga tributária e a escassez de mão de obra são os principais obstáculos no radar.

“A carga tributária passou a ser a principal preocupação do empresário da construção, sobretudo diante das incertezas sobre os impactos da Reforma Tributária e das mudanças que ainda serão implementadas no setor”, afirmou o presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho. Ele acrescentou que “os juros elevados continuam afetando as operações do setor e a escassez de mão de obra qualificada também segue como um desafio para as empresas”.

Crédito e habitação

A expectativa de um ano superior a 2025 também se baseia na reformulação de políticas de financiamento. O programa “Reforma Casa Brasil”, com previsão de R$ 40 bilhões em investimentos, e as mudanças no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) são vistos como motores para o mercado imobiliário.

Para a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o cenário é de expansão da oferta de crédito. “A expectativa é de um incremento no crédito imobiliário, com impactos positivos para o setor”, destacou a especialista durante a coletiva.

Custos

Apesar do otimismo, o setor ainda tenta recuperar a confiança plena do empresariado, que foi abalada pela desaceleração observada ao longo do ano passado. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, alertou para os efeitos de longo prazo dessa retração.

“Quando essa baixa confiança se prolonga, ela aumenta a preocupação dos empresários e acaba se refletindo na redução da produção, do emprego e da atividade do setor. Diferentemente de uma queda pontual, quando a perda de confiança se torna mais duradoura, ela passa a afetar de forma mais intensa as decisões empresariais”, explicou Azevedo.

Outro ponto de atenção é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que encerrou 2025 com alta de 5,92%, superando a inflação oficial (IPCA). O aumento foi puxado principalmente pela mão de obra, que encareceu quase 9% no período. Mesmo com a pressão nos custos, a construção civil segue como um dos principais pilares da empregabilidade no país, fechando o último ano com 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.



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