Setor emprega 3,07 milhões de trabalhadores formais; Salário médio de admissão é o segundo maior do país, mas alta taxa de juros preocupa empresários
JC
Publicado em 07/11/2025 às 20:13
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A Construção Civil brasileira manteve o ritmo de crescimento do emprego formal nos primeiros nove meses de 2025, criando 218.200 novos postos de trabalho com carteira assinada no acumulado de janeiro a setembro. O resultado elevou o número total de trabalhadores formais do setor a 3,075 milhões, um dos maiores patamares de sua série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Somente em setembro, o setor registrou um saldo positivo de 23.855 vagas (resultado de 223.799 admissões e 199.944 desligamentos). Este foi o melhor desempenho mensal desde abril e superou as 17.065 vagas criadas no mesmo mês de 2024.
Segmentos e crescimento histórico
Na análise por segmentos, a Construção de Edifícios liderou o volume de novas vagas no ano, com 85,3 mil postos. Em setembro, os destaques foram
Construção de Edifícios: 10.540 novas vagas
Serviços Especializados: 7.079 novas vagas
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Obras de Infraestrutura: 6.236 novas vagas
O crescimento do emprego reflete a expansão do setor. Na comparação anual (setembro de 2024 a setembro de 2025), o número total de empregados na Construção cresceu 3,21%. Desde o início de 2020, o setor já gerou 1,1 milhão de empregos formais, uma alta acumulada de 49,4%, acompanhando o crescimento de 23% no PIB da Construção no período (entre 2020 e o 2º trimestre de 2025, de acordo com o IBGE).
Destaques regionais
Apesar do bom momento, o acumulado de janeiro a setembro de 2025 foi 5,85% inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (231,7 mil vagas). No entanto, todos os segmentos seguem em território positivo.
Entre os estados, São Paulo (50.883), Minas Gerais (20.979) e Bahia (14.609) foram os maiores geradores de empregos no ano. Apenas Roraima e o Distrito Federal apresentaram saldo negativo. Nas capitais, destacaram-se São Paulo (Serviços Especializados), Belo Horizonte (Obras de Infraestrutura) e Fortaleza (Construção de Edifícios).
O setor se destaca ainda pela remuneração: o salário médio de admissão em setembro foi de R$ 2.475,07, o segundo maior entre os setores analisados pelo MTE, e superior à média geral de atividades do país (R$ 2.286,34). Jovens entre 18 e 29 anos representaram mais da metade das contratações (50,21%).
Juros preocupam
A economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, ressalta que o desempenho confirma uma trajetória de crescimento consistente, mas lança um alerta sobre os riscos futuros.
“Há cinco anos o mercado de trabalho da Construção vem apresentando resultados positivos, refletindo o crescimento do setor. Entretanto, o alto patamar da taxa de juros tem gerado intensa preocupação. Há um ano, ela é considerada pelos empresários o principal problema da atividade,” destaca Ieda.
A economista alerta que a manutenção do alto custo do crédito por um período prolongado pode desestimular novos projetos e afetar o ritmo das obras e os investimentos produtivos. Por isso, a CBIC revisou sua projeção de crescimento do PIB da Construção para 2025 de 2,3% para 1,3%.
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