Calor, aglomerações, maquiagem e contato com glitter aumentam o risco da doença entre foliões durante o período carnavalesco
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Durante o carnaval, o número de casos de conjuntivite costuma aumentar em Pernambuco.
A combinação de grandes aglomerações, altas temperaturas, queda da imunidade, uso inadequado de maquiagem e contato direto com glitter, sprays de espuma e outros adereços facilita a transmissão da doença, que pode ser viral ou bacteriana e se espalha com facilidade nesse período.
A conjuntivite é uma inflamação da membrana que reveste os olhos e pode causar desconforto significativo, além de afastar o folião das atividades festivas caso não seja tratada corretamente.
Por isso, especialistas alertam para a importância de medidas simples de prevenção e para a busca por atendimento médico diante dos primeiros sinais.
Sintomas exigem atenção imediata
De acordo com o oftalmologista do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Luciano Lira, os sintomas mais comuns da conjuntivite incluem:
- vermelhidão nos olhos;
- ardência;
- coceira;
- secreção;
- sensação de areia.
“Ao perceber qualquer sinal de irritação, é fundamental procurar um oftalmologista para evitar complicações e a transmissão para outras pessoas”, orienta.
Segundo o especialista, o uso de colírios sem prescrição médica pode mascarar os sintomas e agravar o quadro, especialmente nos casos infecciosos.
Prevenção passa por hábitos simples
Para reduzir os riscos de conjuntivite durante o carnaval, o Imip recomenda cuidados básicos de higiene e proteção ocular. Entre eles estão lavar as mãos com frequência, evitar coçar os olhos, não compartilhar maquiagem, colírios, toalhas ou lentes de contato e retirar completamente a maquiagem antes de dormir.
O uso de óculos de sol também é indicado para proteger os olhos da exposição excessiva ao sol e da entrada de partículas que podem causar irritação.
Glitter, sprays e adereços exigem cuidado
O período carnavalesco também é marcado pelo uso intenso de glitter, cílios postiços e sprays de espuma. Segundo o Imip, esses produtos podem provocar alergias, irritações e até infecções oculares, principalmente quando aplicados de forma inadequada ou muito próximos à região dos olhos.
A orientação é evitar o contato direto desses materiais com a mucosa ocular e redobrar a atenção na remoção dos resíduos após a folia.

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