Durante fiscalizações, foram identificados pontos clandestinos de abastecimento de carros-pipa e ligações irregulares para chácaras, sítios e fazendas
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Em um cenário de crise do abastecimento e altos índices de perdas hídricas – quase 50% -, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizou mais de 40 operações de combate ao furto de água em todo o estado em 2025.
Foram removidas mais de 1.500 ligações clandestinas em mais de 20 municípios e recuperados cerca de 780 milhões de litros de água por mês. Com este volume, seria possível encher, todos os dias, 26 mil caixas d’água de mil litros.
Durante as fiscalizações, foram identificados pontos clandestinos de abastecimento de carros-pipa, além de ligações irregulares para chácaras, sítios e fazendas.
Na adutora de inversão de Jucazinho, barragem que atingiu nível crítico e entrou em pré-colapso nos últimos meses, deixando milhares de famílias sem acesso à água, a primeira fase da operação resultou na triplicação da produção da água para Riacho das Almas, no Agreste.
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Já no Sistema Adutor do Pajeú, em Serra Talhada, Sertão do estado, a retirada de tubulações irregulares e o corte de ligações clandestinas garantiram o fornecimento para 12 mil pessoas.
“Essas operações são fundamentais para recuperar a capacidade dos sistemas, assegurar justiça no acesso à água e permitir que os investimentos da Compesa se traduzam em melhoria real na vida das pessoas. Por isso, planejamos, para este ano, reforços em equipe e inteligência”, afirmou o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega.
Além das ações em adutoras no interior do estado, o combate ao furto de água também vem sendo intensificado na Região Metropolitana do Recife, com fiscalizações em pontos comerciais, como lava-jatos.
As fiscalizações da Compesa são realizadas de forma integrada com a Secretaria de Defesa Social (SDS), com apoio das Polícias Militar e Civil.
Crise hídrica e estiagem
O avanço da seca em Pernambuco tem agravado a crise hídrica nas últimas semanas. Atualmente, mais de 100 municípios do Agreste e do Sertão do estado foram declarados em situação de emergência por causa da escassez das chuvas.
O decreto tem vigência de 180 dias e permite a adoção de medidas emergenciais. Segundo o gerente de Gestão de Riscos e Desastres da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Márcio Amorim, a resolução tem o objetivo de adotar “medidas importantes na área de abastecimento de água, saúde, assistência social, agricultura e pecuária, visando minimizar os efeitos dessa estiagem em municípios diretamente afetados”.
A estiagem tem impactos diretos no acesso à água. Um levantamento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) aponta que o volume de chuvas registrado no último ano foi de 37% na Região Metropolitana do Recife, 27% no Agreste e 25% no Sertão.
Com esses índices, os reservatórios não alcançam níveis suficientes para garantir o abastecimento regular das famílias pernambucanas, levando a rodízios que, muitas vezes, deixam a população sem água por semanas.



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