Como fica o Rio após megaoperação: escritório federal, consórcio de governadores e investigação do MP

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Como fica o Rio após megaoperação: escritório federal, consórcio de governadores e investigação do MP


Governo Federal e Estadual criam escritório de cooperação no Rio, enquanto MP-RJ abre investigação para apurar as 121 mortes da operação.

Por

JC


Publicado em 30/10/2025 às 23:36



Clique aqui e escute a matéria

Após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou pelo menos 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, as autoridades políticas e judiciais anunciaram uma série de medidas em resposta à crise de segurança.

As reações vão desde a criação de um escritório integrado entre os governos estadual e federal até um consórcio paralelo de governadores e a abertura de uma investigação pelo Ministério Público para apurar as circunstâncias das mortes.

Enquanto isso, o Instituto Médico-Legal (IML) trabalha na identificação dos corpos, e a polícia continua a busca pelo principal alvo da operação, que conseguiu escapar.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Criação de escritório para combate ao crime

Na quarta-feira (29), o governador Cláudio Castro (PL) e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório especializado para unificar as estruturas policiais e administrativas no enfrentamento ao crime organizado no Rio.

A medida deve incorporar a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) ao Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), visando “derrubar barreiras” burocráticas entre as diferentes forças policiais.

Envio de peritos da PF e da Força Nacional

Como primeiro desdobramento prático da criação do escritório, Lewandowski anunciou, nesta quinta-feira (30), o envio imediato de 20 peritos criminais da Polícia Federal (PF) e de 10 a 20 peritos da Força Nacional para apoiar o Rio de Janeiro.

Esses profissionais atuarão em áreas críticas para a investigação, como balística, genética forense (para identificação de DNA), medicina legal, necropsia e identificação dos corpos.

Consórcio da Paz e críticas à PEC federal

Em um movimento paralelo, o governador Cláudio Castro reuniu-se nesta quinta-feira com outros seis governadores, incluindo Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), para anunciar a criação de um “Consórcio da Paz”.

O objetivo do grupo é integrar as forças operacionais e de inteligência dos estados e permitir a compra de equipamentos em conjunto. O encontro, no entanto, também serviu de palco para duras críticas à PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo federal.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou a proposta de Lula como uma tentativa de “intervenção direta nas polícias dos estados”, que visa “tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública”.

Ministério Público anuncia investigação

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai abrir uma investigação para apurar a conduta policial durante a operação, que envolveu 2,5 mil agentes. O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, declarou que o MP “lamenta profundamente o número de mortes” e que tem o “dever de apurar todos os fatos com rigor”.

A Defensoria Pública do Rio contesta os números oficiais e afirma que o número de óbitos chega a 132.

Identificação e escaneamento dos corpos

O IML do Rio montou uma força-tarefa e, até a tarde de quinta, mais da metade dos 117 civis mortos (além dos quatro policiais) haviam sido identificados e liberados. Os corpos estão passando por um processo de escaneamento digital de alta precisão, uma tecnologia que ajuda a reconstruir as lesões e a “compreender a dinâmica dos confrontos” para a produção de provas.

Transferência de presos e busca por ‘Doca’

A operação resultou na prisão de 113 pessoas. Entre eles, está Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão do Quitungo”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho. No entanto, o alvo principal da ação, Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, considerado o chefe da facção, conseguiu fugir. A polícia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações sobre ele. O governo federal já autorizou a transferência de 10 dos presos para presídios federais de segurança máxima.

(Com informações do Estadão Conteúdo)





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *