Governo Federal e Estadual criam escritório de cooperação no Rio, enquanto MP-RJ abre investigação para apurar as 121 mortes da operação.
JC
Publicado em 30/10/2025 às 23:36
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Após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou pelo menos 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, as autoridades políticas e judiciais anunciaram uma série de medidas em resposta à crise de segurança.
As reações vão desde a criação de um escritório integrado entre os governos estadual e federal até um consórcio paralelo de governadores e a abertura de uma investigação pelo Ministério Público para apurar as circunstâncias das mortes.
Enquanto isso, o Instituto Médico-Legal (IML) trabalha na identificação dos corpos, e a polícia continua a busca pelo principal alvo da operação, que conseguiu escapar.
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Criação de escritório para combate ao crime
Na quarta-feira (29), o governador Cláudio Castro (PL) e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório especializado para unificar as estruturas policiais e administrativas no enfrentamento ao crime organizado no Rio.
A medida deve incorporar a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) ao Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), visando “derrubar barreiras” burocráticas entre as diferentes forças policiais.
Envio de peritos da PF e da Força Nacional
Como primeiro desdobramento prático da criação do escritório, Lewandowski anunciou, nesta quinta-feira (30), o envio imediato de 20 peritos criminais da Polícia Federal (PF) e de 10 a 20 peritos da Força Nacional para apoiar o Rio de Janeiro.
Esses profissionais atuarão em áreas críticas para a investigação, como balística, genética forense (para identificação de DNA), medicina legal, necropsia e identificação dos corpos.
Consórcio da Paz e críticas à PEC federal
Em um movimento paralelo, o governador Cláudio Castro reuniu-se nesta quinta-feira com outros seis governadores, incluindo Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), para anunciar a criação de um “Consórcio da Paz”.
O objetivo do grupo é integrar as forças operacionais e de inteligência dos estados e permitir a compra de equipamentos em conjunto. O encontro, no entanto, também serviu de palco para duras críticas à PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo federal.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou a proposta de Lula como uma tentativa de “intervenção direta nas polícias dos estados”, que visa “tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública”.
Ministério Público anuncia investigação
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai abrir uma investigação para apurar a conduta policial durante a operação, que envolveu 2,5 mil agentes. O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, declarou que o MP “lamenta profundamente o número de mortes” e que tem o “dever de apurar todos os fatos com rigor”.
A Defensoria Pública do Rio contesta os números oficiais e afirma que o número de óbitos chega a 132.
Identificação e escaneamento dos corpos
O IML do Rio montou uma força-tarefa e, até a tarde de quinta, mais da metade dos 117 civis mortos (além dos quatro policiais) haviam sido identificados e liberados. Os corpos estão passando por um processo de escaneamento digital de alta precisão, uma tecnologia que ajuda a reconstruir as lesões e a “compreender a dinâmica dos confrontos” para a produção de provas.
Transferência de presos e busca por ‘Doca’
A operação resultou na prisão de 113 pessoas. Entre eles, está Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão do Quitungo”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho. No entanto, o alvo principal da ação, Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, considerado o chefe da facção, conseguiu fugir. A polícia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações sobre ele. O governo federal já autorizou a transferência de 10 dos presos para presídios federais de segurança máxima.
(Com informações do Estadão Conteúdo)


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