Como a série ‘Heated Rivalry’ virou febre ao retratar sexo gay explícito no streaming

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Como a série ‘Heated Rivalry’ virou febre ao retratar sexo gay explícito no streaming


A série canadense “Heated Rivalry” estreou no fim de novembro e, desde então, tem repercutido nas redes sociais americanas, sobretudo entre o público feminino. Com orçamento modesto, a produção apresentou uma primeira temporada com seis episódios —cujo último será liberado na noite de Natal, nesta quinta-feira (25)— sobre um romance proibido entre dois jogadores de hóquei em ascensão, marcado por cenas de sexo explícitas entre os protagonistas.

Baseada na popular série de livros de Rachel Reid, a história segue os atletas Shane Hollander —papel de Hudson Williams— e Ilya Rozanov —Connor Storrie. Rivais históricos no gelo, os jovens mantêm um relacionamento secreto fora dele e tentam preservar a relação longe dos holofotes, em meio a um ambiente esportivo conhecido pelo conservadorismo.

Ainda não há previsão da chegada da série em streamings brasileiros, mas a produção foi comprada nos Estados Unidos pela HBO Max. Já o livro de Reid chega ao Brasil em fevereiro do ano que vem, com o título de “Rivalidade Ardente”, pela Alt, selo jovem da Editora Globo.

Essa não é a primeira vez que Hollywood aposta em romances gays e atinge ao atender o desejo do público feminino por retratos de homens não tóxicos, envolvidos em relações sexuais de forma consensual e afetiva.

Destaque recente nessa linha foi a série adolescente “Heartstopper”, de Alice Oseman, adaptada dos quadrinhos pela Netflix. Em seguida, o público recebeu “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, pelo Prime Video, um longa um pouco mais adulto, com cenas mais sexuais, partindo do livro de Casey McQuiston.

“Heated Rivalry”, entretanto, tem sido visto como uma aposta mais ousada. Embora não seja pornográfica, a produção vai além da mera sugestão e apresenta cenas de nudez total, sexo oral e com penetração, além de masturbação mútua.

“Você nunca imaginaria, mas o público-alvo perfeito para isso são as mulheres. São as mães que apreciam vinho. Elas adoram essas coisas. E o mais interessante é que as pessoas que não sabem disso são os homens gays. As mulheres estavam esperando por isso. Os homens gays não viram a novidade chegar”, disse Jacob Tierney, roteirista e diretor da série, à revista The Hollywood Reporter.

O interesse das mulheres pela série pode ser explicado pela busca por representações de homens emocionalmente vulneráveis e pela possibilidade de fuga de experiências passadas marcadas por relacionamentos tóxicos, segundo Reid, autora do livro.

“Muitas das minhas leitoras preferem que não haja uma mulher no livro por causa de seus próprios passados, geralmente sombrios, com relações sexuais com homens. Elas preferem se perder em uma fantasia onde não há ninguém com quem possam se identificar diretamente. Elas não querem se inserir nessas cenas de sexo. Simplesmente parece mais seguro”, afirmou Reid ao The Hollywood Reporter.



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