Comédias lideram maiores bilheterias do Brasil, e Paulo Gustavo segue no topo

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Comédias lideram maiores bilheterias do Brasil, e Paulo Gustavo segue no topo


Ao olhar a lista de maiores bilheterias do cinema nacional, não demora muito para notar a onipresença das comédias, as obras mais bem-sucedidos da nossa cinematografia. A cada três filmes no ranking dos cem títulos brasileiros de maior público, dois são desse gênero.

A análise da Folha considerou uma listagem da Ancine de filmes lançados entre 1995 —período da retomada do cinema nacional, após um longo período sem fomento ao setor— e 2023. Os dados de renda e público de cada obra abarcam informações relativas ao ano do lançamento e também reexibições.

Os gêneros dos filmes foram coletados no IMDB, portal que serve de base de dados para produções audiovisuais em todo o mundo. Vale ressaltar que uma obra pode pertencer a mais de um gênero.

A popularidade histórica da comédia teve como consequência uma maior ocupação desse tipo de longa-metragem nas salas de cinema do país. Entre as 45 mil salas que exibiram os cem filmes brasileiros de maior público, 30 mil receberam obras que tinham a comédia como um de seus gêneros.

Os 67 longas do gênero que aparecem no ranking venderam, ao todo, o equivalente a R$ 3,2 bilhões em ingressos, em valores corrigidos pela inflação. A cifra representa 64% dos R$ 5,1 bilhões acumulados por todos os cem filmes mais bem-sucedidos.

Quando se fala em comédia no Brasil, é importante lembrar o sucesso da franquia “Minha Mãe É uma Peça”, protagonizada pelo humorista Paulo Gustavo. Seus três filmes foram exibidos em 3.347 salas, totalizando um público de 24,8 milhões de pessoas e uma renda de R$ 500 milhões.

O último longa da série, em tom de despedida, também é a comédia com maior público acumulado e a mais rentável. O filme arrecadou R$ 226 milhões e reuniu 10,9 milhões de espectadores. O segundo título com maior quantidade de espectadores é da mesma franquia, “Minha Mãe é uma Peça 2”, com 9 milhões de ingressos e arrecadação de R$ 183 milhões.

A lista de comédias brasileiras mais rentáveis também conta com outras franquias, caso de “Até que a Sorte nos Separe”, com R$ 218 milhões, “De Pernas pro Ar”, com R$ 200 milhões, “Se Eu Fosse Você”, com R$ 188 milhões, e “Minha Vida em Marte”, com R$ 111 milhões.

Entre os outros gêneros que aparecem na lista das cem maiores bilheterias brasileiras estão drama, romance, fantasia e os filmes familiares —também chamados de infantojuvenis.

O drama é o gênero de 35 desses filmes, caso da produção neopentecostal “Nada a Perder”, cinebiografia do bispo Edir Macedo. Segundo dados da Ancine, este é o filme brasileiro que mais levou pessoas às salas de cinema, acumulando 12 milhões de ingressos vendidos e R$ 166 milhões em arrecadação.

Outro filme de teor religioso e que também teve destaque nas bilheterias é “Os Dez Mandamentos”. A produção da Igreja Universal do Reino de Deus é o segundo filme com maior público acumulado, de 11,3 milhões, e R$ 171 milhões em arrecadação.

Os dados dos filmes financiados pela Igreja Universal, porém, devem ser analisados com cautela. Na época do lançamento desses títulos, a Folha apurou que havia uma discrepância entre a taxa de ocupação das salas que exibiam os longas e o número de entradas vendidas. Muitos dos ingressos foram comprados pela própria igreja para distribuição entre os fiéis, mas nem todos compareciam às sessões.

Fora da comédia e da religião, “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” é o terceiro com maior público no Brasil, com 11,1 milhões de ingressos vendidos e R$ 227 milhões da arrecadação em valores corrigidos. No ranking das maiores arrecadações, aliás, ele fica em primeiro lugar.



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