Pesquisas eleitorais servem como termômetro do cenário político e no campo teórico do comportamento político podem ser utilizadas para diversos fins
Publicado em 21/09/2024 às 23:01
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*Por Dalson Figueiredo, Ernani Carvalho e Antônio Fernandes
As pesquisas eleitorais servem como um termômetro do cenário político e no campo teórico do comportamento político podem ser utilizadas para diversos fins. Elas têm o potencial de influenciar o comportamento dos eleitores, que, ao verem um candidato liderando as pesquisas, podem ser levados a votar nele, um fenômeno conhecido como “efeito manada”.
Esse efeito já foi amplamente documentado, especialmente em estudos na área de Psicologia. Afinal, ninguém gosta de “perder” o voto. Por outro lado, a divulgação de um candidato com baixa intenção de voto pode desestimular o apoio a ele, um fenômeno chamado “efeito azarão”.
Além disso, candidatos e partidos políticos utilizam as pesquisas para definir estratégias de campanha, formar coligações, medir o apoio popular a políticas e ajustar ações conforme as preferências do eleitorado.
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No Brasil, a resolução nº 23.727 de 27 de fevereiro de 2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamenta o assunto e determina que as pesquisas devem ser submetidas ao Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais até cinco dias antes da divulgação dos resultados.
Para fins de controle e transparência, as empresas devem reportar o período de realização da pesquisa; o tamanho da amostra; a margem de erro; o nível de confiança; o público-alvo; a fonte pública dos dados utilizados para desenhar a amostra; a metodologia; o contratante da pesquisa e a origem dos recursos.
Levantamos informações detalhadas de 5.734 pesquisas realizadas no Brasil entre 1º de dezembro de 2023 e 3 de setembro de 2024 com o objetivo de estimar quanto custa uma pesquisa eleitoral. Em média, o desembolso é de R$10.113.

Custo de pesquisa por unidade da federação – TSE
Mas esse valor pode variar bastante dependendo de onde a pesquisa é realizada. Por exemplo, em Roraima, o custo médio é de R$26.002, enquanto no Rio de Janeiro é R$23.571 e, no Ceará, a média foi de R$23.504. No outro oposto, foram registradas 581 pesquisas no Piauí e a média é de R$6.361. Em Tocantins, o custo médio é de R$6.250, considerando uma amostra de 264 levantamentos. Goiás exibe a menor média de custo de pesquisa: R$5.936, considerando 577 pesquisas registradas.
Outro elemento que afeta o valor do serviço é o tamanho da amostra. Em média, cada pesquisa eleitoral entrevistou cerca de 524 pessoas.

Relação entre tamanho da pesquisa e custo – Divulgação
O maior contingente de entrevistados ocorreu em Santos, São Paulo, com uma amostra de 5.000 e um custo de R$8.000. No outro extremo, em Dois Irmãos do Tocantins, uma pesquisa foi realizada com 70 questionários a um custo de R$4.000. Fizemos um cálculo de padaria e encontramos que, em média, a cada novo entrevistado, o custo aumenta cerca de R$ 17,50.
Em termos percentuais, isso significa que a cada 1% a mais de entrevistados, o valor final da pesquisa cresce aproximadamente 0,93%, o que os Economistas chamam, de forma muito elegante, de elasticidade.
Identificamos também registros claramente inconsistentes, como pesquisas que custaram R$ 1,00 (CAIUÁ, SP, SP023952024) e levantamentos que demandaram R$2.000.000 (GUARANI D’OESTE, SP, SP015912024).

Custo médio de pesquisa por instituto – Divulgação
Esses resultados indicam que o sistema do TSE pode ser aprimorado no sentido de aumentar a confiabilidade das informações, afinal o que explica tamanhas discrepâncias? Como já vimos no início deste artigo, dada a sua capacidade de influenciar eleitores, ajustar estratégias e medir apoio, tudo que se espera é que elas sejam confiáveis.
Por fim, existe uma grande variação no custo médio quando abrimos esse dado por instituto de pesquisa. Abaixo listamos as 10 empresas que exibem, em média, os maiores custos.
Quaest, DataFolha e Inteligência Consultoria exibem as maiores médias com valores de R$ 90.787, R$ 84.616 e R$ 58.262, respectivamente. Convidamos os leitores a explorar mais esse tema a partir do conteúdo divulgado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e do próprio repositório eletrônico do TSE em
Este artigo é o segundo de uma série de três textos sobre pesquisas eleitorais.
Dalson Figueiredo, Ernani Carvalho e Antônio Fernandes, integrantes da PPGCP/UFPE

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