Com posse de Delcy, irmãos Rodríguez comandarão o Executivo e o Legislativo na Venezuela

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Com posse de Delcy, irmãos Rodríguez comandarão o Executivo e o Legislativo na Venezuela


Embora tenha declarado que pretende trabalhar com a administração Trump, Delcy criticou em seu discurso os ataques promovidos pelos Estados Unidos

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Estadão Conteúdo


Publicado em 05/01/2026 às 21:47
| Atualizado em 05/01/2026 às 21:47



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Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira (5) no edifício do Parlamento do país. A líder foi empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A parceria dos dois, que agora encabeçam o poder Executivo e Legislativo venezuelano, deve ditar a transição de poder no país.

Embora tenha declarado que pretende trabalhar com a administração Trump, Delcy criticou em seu discurso os ataques promovidos pelos Estados Unidos no último sábado, 3, em uma ação militar que terminou com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

“Venho com tristeza pelo sofrimento infligido ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria”, disse ela, com a mão direita erguida. Delcy tratou a prisão do casal como um “sequestro” e chamou ainda Maduro e Flores de heróis.

Rodríguez atuou como vice-presidente de Maduro desde 2018, supervisionando grande parte da economia venezuelana – um país dependente do petróleo – e seu temido serviço de inteligência, além de estar na linha de sucessão presidencial.

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Ela integra um grupo de altos funcionários da administração de Maduro que agora parece controlar a Venezuela, mesmo enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros integrantes do governo afirmam que pressionarão as autoridades para que se alinhem à visão norte-americana para o país rico em petróleo.

Rodríguez, advogada e política de 56 anos, tem uma longa trajetória representando a revolução iniciada pelo falecido Hugo Chávez no cenário internacional. Não está claro se a líder buscará aproximação com a administração Trump ou manterá a postura adversária adotada por seu antecessor.

Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, afirmou que seu principal objetivo seria trazer Maduro de volta ao poder, a quem chamou de “irmão” e presidente, e elogiou os “heróis” mortos no ataque americano de sábado. Ele pediu união e diálogo com a oposição, acrescentando: “Unidos, venceremos”.

Irmãos Rodriguez no poder

O governo venezuelano buscou, nesta segunda-feira, mostrar à população e ao mundo que o país está sendo administrado de forma independente e não controlada pelos Estados Unidos.

Parlamentares alinhados ao partido governista, incluindo o filho de Maduro, reuniram-se na capital, Caracas, para dar continuidade à cerimônia programada de posse da Assembleia Nacional para um mandato que vai até 2031. Eles reelegeram o presidente da Casa – irmão de Delcy Rodríguez – e fizeram discursos focados na condenação da captura de Maduro por forças dos Estados Unidos no sábado.

Histórico familiar

Os irmãos Rodríguez possuem credenciais de esquerda forjadas pela tragédia. O pai deles foi um líder socialista preso por envolvimento no sequestro do empresário norte-americano William Niehous, em 1976, e morreu posteriormente sob custódia policial.

Diferentemente de muitos integrantes do círculo íntimo de Maduro os irmãos Rodríguez evitaram acusações criminais nos Estados Unidos, embora a presidente interina tenha sido alvo de sanções norte-americanas durante o primeiro mandato de Trump, em razão de seu papel no enfraquecimento da democracia venezuelana.

Rodríguez ocupou diversos cargos de menor escalão durante o governo Chávez, mas ganhou projeção ao trabalhar ao lado de Maduro, a ponto de ser vista como sua sucessora. Atuou como ministra nas pastas da Economia, Relações Exteriores e Petróleo, entre outros cargos, ajudando a tentar estabilizar a economia cronicamente em crise da Venezuela após anos de hiperinflação e turbulência.

Ela desenvolveu laços fortes com republicanos da indústria petrolífera e de Wall Street que se opunham à ideia de uma mudança de regime liderada pelos Estados Unidos. A presidente interina também presidiu uma assembleia promovida por Maduro em resposta aos protestos de rua de 2017, com o objetivo de neutralizar o Parlamento de maioria oposicionista.

Rodríguez mantém uma relação próxima com as Forças Armadas, que há muito atuam como árbitro das disputas políticas na Venezuela, segundo Ronal Rodríguez, porta-voz do Observatório da Venezuela da Universidade do Rosário, em Bogotá, na Colômbia. “Ela tem uma relação muito particular com o poder”, afirmou.

Já o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, prometeu seu apoio incondicional a Delcy Rodríguez. “Conte comigo, conte com a minha família e conte com a nossa firmeza em dar os passos certos nesta responsabilidade que lhe foi confiada hoje.” Com a voz embargada, dirigiu-se ao pai: “A pátria está em boas mãos, pai, e em breve nos abraçaremos aqui na Venezuela.”

 

“Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela. Amanhã, pode ser qualquer nação que se recuse a se submeter”, disse Nicolás Maduro Guerra (o filho de Maduro), no Palácio Legislativo, em sua primeira aparição pública desde sábado. “Este não é um problema regional. É uma ameaça direta à estabilidade política global.”

Maduro Guerra, também conhecido como “Nicolasito”, exigiu que seu pai e sua madrasta, Cilia Flores, sejam devolvidos ao país sul-americano e pediu apoio internacional. Filho único do líder deposto, ele também denunciou ter sido citado como co-conspirador na acusação federal que imputa crimes a seu pai e a Flores.

 

 





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