Níveis alterados levam ao acúmulo lento e progressivo de gordura nas artérias, o que causa a doença aterosclerótica, principal fator de infarto e AVC
Publicado em 14/03/2025 às 9:30
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Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein
Os testes de colesterol são bem estabelecidos como parte importante da triagem de saúde cardiovascular em adultos. Para crianças e adolescentes, no entanto, é outra história: poucos têm os níveis de colesterol examinados rotineiramente, seja por falta de informação dos pais, seja porque os próprios médicos não têm o hábito de pedir esse exame.
Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado em 2023 no periódico Archives of Endocrinology and Metabolism, revela que:
- 24,4% das crianças e dos adolescentes no Brasil têm alterações nos níveis totais de colesterol;
- 19,2% apresentam altas taxas de colesterol LDL, considerado ruim pelos riscos à saúde.
A alta dosagem dessa lipoproteína no sangue leva ao acúmulo lento e progressivo de gordura nas artérias, causando a doença aterosclerótica, principal causa de infarto e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que podem levar à morte ou deixar sequelas.
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A partir de que idade, então, deve-se começar a monitorar o colesterol das crianças?
Segundo a cardiologista pediátrica e ecocardiografista fetal Mirna de Sousa, do Hospital Israelita Albert Einstein em Goiânia, o colesterol deve ser dosado em crianças de 2 a 8 anos de idade, cujos pais ou avós tenham algum histórico de risco, como infarto, AVC, doença arterial periférica, hipercolesterolemia (colesterol total acima de 240mg/dl, de difícil controle) ou outros fatores de risco cardiovascular (hipertensão, diabetes, tabagismo passivo e obesidade, por exemplo).
Na faixa etária dos 9 aos 12 anos, o exame deve ser feito em todas as crianças, independentemente do histórico familiar. Já entre 12 e 16 anos, a triagem do colesterol volta a ser de acordo com os casos na família ou surgimento de novo fator de risco.
Dos 17 aos 21 anos, recomenda-se que todos façam ao menos uma triagem do colesterol e, se os níveis vierem alterados, o exame deve ser repetido a cada seis meses até voltar ao normal.
Para menores de 2 anos, não há a indicação de triagem. “Na infância, a elevação do colesterol é absolutamente assintomática, mas a lesão das artérias começa muito precocemente. Por isso a importância do diagnóstico ainda no começo, para que os pais possam iniciar as medidas de mudança de estilo de vida, já que é na infância que se estabelecem os hábitos para a vida toda. Não há momento melhor para esse tipo de intervenção”, orienta Sousa.
Um problema global
Um estudo publicado em julho de 2024 no Jama Network Open descobriu que, nos Estados Unidos, apenas 11% dos jovens de 9 a 21 anos são rastreados com exames de rotina, apesar de as diretrizes recomendarem verificar os níveis de colesterol uma vez entre 9 e 11 anos e novamente uma vez entre 17 e 21 anos.
Triagens mais precoces, a partir dos 2 anos, são indicadas para pessoas com histórico familiar de doença cardíaca ou colesterol muito alto. A pesquisa aponta que, dentre os examinados, 30% tiveram um ou mais resultados de teste anormais dos níveis lipídicos, com a maior prevalência entre aqueles com obesidade.
As medições de lipídios foram definidas como anormais se um ou mais desses resultados fossem identificados: colesterol total (200 mg/dL); colesterol de lipoproteína de baixa densidade (130 mg/dL); colesterol de lipoproteína de densidade muito baixa (31 mg/dL); colesterol de lipoproteína de densidade não alta (145 mg/dL) e triglicerídeos ( 100 mg/dL para crianças de 9 anos ou 130 mg/dL para pacientes de 10 a 21 anos).
“Esses números são muito preocupantes. Os resultados desse estudo reforçam a necessidade de criarmos medidas mais efetivas de triagem e intervenção, medidas de políticas públicas e de alcance populacional”, avalia a cardiologista pediátrica.
Na visão de Sousa, vivemos atualmente uma “pandemia de doenças do aparelho cardiovascular”, cujo início pode se dar na infância. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares matam quase 18 milhões de pessoas por ano no mundo. “É fundamental investirmos em prevenção, pois nenhuma medida terapêutica isolada até hoje teve impacto em reduzir mortalidade”, avisa a especialista do Einstein.
Tem tratamento?
A partir do diagnóstico de alterações do colesterol, a primeira recomendação é não medicar. O ideal é apostar em mudanças no estilo de vida, especialmente na prática de atividades físicas regulares e adaptações na dieta. Além disso, dependendo do caso, pode ser que outras doenças estejam levando à dislipidemia, como diabetes ou problemas renais e, nesses casos, é preciso usar medicamentos específicos.
“Importante ressaltar que, diferentemente do que acontece com adultos, o uso de medicações depende da faixa etária. Crianças mais velhas podem ser tratadas como adultos, mas o médico deve ser sempre consultado para particularizar o tratamento”, alerta Mirna de Sousa.
Na avaliação da médica, é preciso priorizar informação de qualidade, com campanhas de conscientização e o envolvimento de escolas e da própria sociedade. “Não adianta apenas divulgar que um estilo de vida saudável previne esse tipo de doença. É preciso estimular e viabilizar esse estilo de vida”, sugere.
No ambiente escolar, é importante que haja atividades físicas e educação alimentar. Já em espaços públicos, parques e praças podem ser meios de facilitar o acesso à prática de exercícios. E a médica também defende medidas econômicas.
“Os alimentos saudáveis devem ter preços acessíveis e os ultraprocessados devem ser taxados e mais caros para desencorajar seu consumo, assim como acontece com cigarro e álcool”, propõe Sousa.

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