Os elementos de terras raras são pilares da economia do futuro, e esse futuro se constrói, acima de tudo, com ciência
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Dada a repercussão das últimas semanas, talvez você já tenha ouvido falar em elementos terras raras (ETR). Apesar do nome, esses elementos não são exatamente raros na natureza. Eles estão presentes em diversas rochas e solos ao redor do mundo, inclusive aqui em Pernambuco, onde nosso Grupo de Pesquisa em Química Ambiental de Solos da UFRPE tem se dedicado à investigação de ETR em solos do Estado.
O termo “raro” surgiu porque, historicamente, eram difíceis de separar e identificar, pois ocorrem juntos e têm propriedades químicas muito semelhantes. Embora amplamente distribuídos, os ETR ocorrem em concentrações geralmente baixas e em formas nem sempre economicamente viáveis de explorar.
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos, incluindo o escândio, o ítrio e os 15 elementos da série dos lantanídeos da tabela periódica, como neodímio, térbio, lantânio e cério. Pequenos em quantidade, mas gigantes em importância, esses elementos são fundamentais para a tecnologia moderna.
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Estão presentes em ímãs superpotentes usados em turbinas eólicas e motores de carros elétricos, em telas de celulares e tablets, discos rígidos, sistemas de defesa militar, lasers, baterias, entre muitas outras aplicações. São insumos essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia e passaram a ser o centro de uma corrida geopolítica.
A demanda por esses minérios deve crescer dezenas de vezes até 2050, de acordo com um relatório da Unctad, a agência de desenvolvimento da ONU. Esse aumento está muito além da capacidade atual da produção global, o que acende um alerta sobre a urgência de expandir e diversificar as cadeias de suprimento.
A China domina a cadeia global de extração, processamento e refino, com cerca de 95% da produção global. Já os Estados Unidos, que ocupam apenas a 7ª posição nas reservas mundiais, dependem fortemente dos ETR para suas indústrias tecnológicas e militares e vêm buscando alternativas para reduzir essa dependência de importação.
É nesse ponto que o Brasil surge como uma peça importante nesse tabuleiro. Com a segunda maior reserva mundial de ETR, concentrada em Minas Gerais, Goiás e na região Amazônica, o Brasil poderia ocupar posição de destaque no cenário global. Ainda assim, nossa participação responde por menos de 1% da produção mundial.
Isso, em boa parte, por carecermos de uma cadeia tecnológica completa: exportamos o minério em estado bruto e importamos os insumos de maior valor agregado. Sem investimentos robustos em ciência, tecnologia e inovação, perdemos a chance de agregar valor ao produto, gerar empregos qualificados e desenvolver soluções nacionais com aplicações em energia, saúde, transporte e defesa.
Para que o país assuma um papel relevante nas próximas décadas, é fundamental ampliar o financiamento à pesquisa, formar especialistas, modernizar a infraestrutura tecnológica e implementar políticas públicas de incentivo à mineração e à indústria de transformação.
Os elementos de terras raras são pilares da economia do futuro, e esse futuro se constrói, acima de tudo, com ciência.
Clístenes Nascimento, Professor Titular da UFRPE e membro da Academia Pernambucana de Ciências (APC)



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