Cineastas pedem que Festival de Veneza se manifeste em relação à crise em Gaza

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Cineastas pedem que Festival de Veneza se manifeste em relação à crise em Gaza


Alice Rohrwacher, Marco Bellocchio, Ken Loach, Matteo Garrone e centenas de profissionais da indústria do cinema assinaram uma carta aberta exigindo uma postura do Festival de Veneza em relação à crise humanitária na Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Com o nome Venice4Palestine (“Veneza pela Palestina“, em tradução livre), pedem que o Festival seja “mais corajoso e claro na condenação do genocídio em curso em Gaza e da limpeza étnica em toda a Palestina realizada pelo governo e exército israelense”.

A declaração também denunciou a morte de cerca de 250 trabalhadores de mídia palestinos, mortos desde o início da campanha militar israelense, além de ataques a jornalistas na Cisjordânia.

A carta conta, ainda, com as assinaturas de Abel Ferrara, Audrey Diwan, Arab e Tarzan Nasser –cineastas de “Era uma Vez em Gaza“, que conquistou o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes.

Em resposta, o festival e a Bienal, que organiza o evento, afirmaram que sempre foram “lugares de discussão aberta e sensibilidade para todas as questões mais urgentes que afetam a sociedade e o mundo”.

As entidades também ressaltaram que o longa “A Voz de Hind Rajab”, que aborda o conflito, estreará na competição principal este ano. Dirigido pela tunisiana Kaouther Ben Hania, o filme narra o assassinato de uma menina de seis anos enquanto fugia com sua família da Cidade de Gaza.

Venice4Palestine afirmou que recebeu mensagens de solidariedade da mostra Giornate degli Autori e da Semana de Crítica Internacional, mas ficaram “desanimados com a resposta” da Bienal e do Festival de Veneza.

“A comunicação oficial da Bienal ainda escolhe não mencionar a Palestina e o genocídio em curso, nem o Estado de Israel que o está perpetrando. Se a Bienal realmente deseja ser um ‘lugar de diálogo aberto e sensível, então esse espaço deve ser, antes de tudo, um espaço de verdade”, afirmou o Venice4Palestine.

O grupo questionou, ainda, a presença de Gerard Butler e Gal Gadot no festival, ambos atores com posição pró-Israel convidados para a estreia do longa “In the Hand of Dante”, de Julian Schnabel, no qual atuam.

Butler participou de um evento em Los Angeles em 2018 para arrecadar fundos para o exército de Israel. Foram US$ 60 milhões arrecadados para o grupo Amigos do IDF. No entanto, o ator não comentou publicamente sobre Israel e Gaza após os eventos de 7 de outubro.

Gadot já se manifestou várias vezes contra o Hamas e em apoio aos reféns israelenses. A atriz, nascida no país, serviu no exército por dois anos.

O Festival de Veneza ocorre de 27 de agosto a 6 de setembro. No dia 30, ocorre na avenida Santa Maria Elisabetta, em Veneza, uma marcha para protestar contra o tratamento de Israel ao povo palestino.

Após o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em 2023, pelo menos 61 mil pessoas que vivem na Faixa de Gaza morreram na campanha militar israelense subsequente. As Nações Unidas declarou oficialmente um cenário de fome na região, a primeiro vez que a classificação é atribuída a um local no Oriente Médio, após meses de alertas de especialistas e da própria organização de que 500 mil pessoas estavam em uma situação humanitária catastrófica.



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