Cineastas condenam parceria da Mubi com empresa ligada a setor militar de Israel

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Cineastas condenam parceria da Mubi com empresa ligada a setor militar de Israel


Profissionais de cinema afiliados à Mubi divulgaram uma carta em que pedem que a plataforma reconsidere um investimento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 561 milhões) feito pela empresa Sequoia Capital, que teria ligações com o setor de defesa militar de Israel. Entre os mais de 35 signatários estão nomes como Radu Jude, Joshua Oppenheimer e Jussi Vatanen.

A plataforma de streaming, produtora e distribuidora de filmes foi criticada após anunciar a parceria, no fim de maio. Signatários da carta afirmam que a Sequoia Capital ” optou por redobrar seus investimentos em empresas de tecnologia militar israelense com o objetivo de lucrar com o genocídio em Gaza”.

“O crescimento financeiro da Mubi como empresa está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza, o que implica todos nós que trabalhamos com a Mubi”, afirma a carta, também assinada por nomes como Aki Kaurismäki e Sofia Bohdanowicz

A carta pede que o serviço condene publicamente a Sequoia Capital; remova seu sócio, Andrew Reed, do conselho administrativo do Mubi; e crie normas para investimentos futuros, respeitando as diretrizes da Campanha Palestina Pelo Boicote Cultural e Acadêmico de Israel.

A Sequoia Capital é uma empresa de capital privado com laços a empresas próximas ao exército israelense. Em 2024, ela investiu na start-up de defesa Kelan, fundada por veteranos de agências de inteligência em Israel como uma resposta aos ataques terroristas de 7 de outubro e da invasão a Gaza.

A investidora também financiou as empresas Neros, uma fabricante de drones militares, e Mach Industries, de veículos aéreos não tripulados. Shaun Maguire, sócio da Sequoia Capital, foi criticado por publicações nas redes sociais consideradas como islamofóbicas.

“Não acreditamos que uma plataforma de cinema de arte possa apoiar significativamente uma comunidade global de cinéfilos enquanto também se associa a uma empresa que investe no assassinato de artistas e cineastas palestinos”, afirma a carta.



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