Cinco filmes para ver pela primeira vez em 2026

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Cinco filmes para ver pela primeira vez em 2026


Esta é a edição da Maratonar, a newsletter da Folha que ajuda você a se achar no meio de tantas opções de séries e filmes no streaming. Quer recebê-la todas as sextas no seu email? Inscreva-se abaixo:

Como usuária diligente do Letterboxd, mantenho duas listas na rede social de cinéfilos a cada ano: uma de filmes dirigidos por mulheres e outra daqueles assistidos pela primeira vez que não sejam do ano corrente nem do ano anterior, levando em consideração a demora nos lançamentos.

É um jeito de tentar medir o quanto cada ano trouxe de novo, além de esclarecer e registrar as idas e vindas de interesses específicos —como mergulhos na filmografia de um diretor ou ator.

Meus conhecimentos sobre o cinema anterior à minha adolescência (há um número irrevelável de anos) são parcos, devo admitir, mas acredito que nunca é tarde demais para colocar mais um tijolinho nessa fundação e expandi-la, ainda que aos poucos. Faz quase exatamente 130 anos que os irmãos Lumière chegaram apavorando, e o atraso é impossível de tirar por completo!

Abaixo, trago cinco filmes aos quais assisti pela primeira vez em 2025. Se você já os tinha visto, parabéns! Tracemos novos objetivos! Se não os viu, fica o convite: 2026 é um ano tão bom para mergulhar no passado do cinema quanto qualquer outro.

Núpcias de Escândalo (1940)

The Philadelphia Story. À la Carte e aluguel (iTunes e Amazon), 113 min.

Comédia romântica obrigatória, é daqueles filmes cuja influência sobre o resto da história de Hollywood fica imediatamente clara —assim como o fato de que não é nada fácil imitá-lo.

Uma socialite, Tracy Lord (Katherine Hepburn, tudo aquilo e muito mais), está prestes a se casar com o ricaço George Kittredge (John Howard). Às vésperas da festa, porém, ressurge em sua vida seu ex-marido, o malandro C. K. Dexter Haven (Cary Grant), acompanhado de dois jornalistas de uma revista de fofoca, Mike Connor (James Stewart, vencedor do Oscar de melhor ator) e Liz Embrie (Ruth Hussey), que querem cobrir o evento. Grandes confusões se seguem, como você pode imaginar.

Rosa de Esperança (1942)

Mrs. Miniver. Looke, NetMovies, aluguel (iTunes e Amazon), 134 min.

Houve uns cinco minutos em 2025 em que quis tentar ver o maior número possível de filmes vencedores do Oscar de melhor atriz (a melhor categoria). Ainda não tiquei muitos itens dessa lista, mas vi “Rosa de Esperança”, de William Wyler.

Kay Miniver (Greer Garson, a vencedora) vive com sua família em uma vila tranquila no interior da Inglaterra. Seu marido, Clem (Walter Pidgeon), é um arquiteto, e seu filho mais velho, Vin (Richard Ney), está estudando em Oxford. O rapaz fica noivo de uma vizinha, Carol (Teresa Wright, Oscar de melhor atriz coadjuvante), e tudo parece correr bem, mas a guerra se aproxima e ele se alista na Força Aérea.

É um filme inspiracional, feito para estimular a população a apoiar a causa nobre do combate aos nazistas apesar dos sacrifícios, e o primeiro sobre a Segunda Guerra Mundial a ganhar o Oscar —foram seis estatuetas no total.

Feitiço da Lua (1987)

Moonstruck. Looke, MGM+, Mubi e NetMovies, 102 min.

Outro item que risquei da lista de vencedores do Oscar de melhor atriz e um filme tão charmoso que tenho que me controlar para não inventar desculpas para incluí-lo em todas as edições da Maratonar.

Depois de ficar noiva de Johnny (Danny Aiello), Loretta (Cher) procura o irmão dele, Ronny (Nicolas Cage), para convidá-lo para a festa. Só que a lua cheia está deixando todo mundo meio doido, e a atração proibida entre os dois se torna inegável.

Arizona Nunca Mais (1987)

Raising Arizona. Disney+, 94 min.

Aproveitando que o podcast Blank Check with Griffin and David, um dos meus favoritos, cobriria a filmografia dos irmãos Joel Coen e Ethan Coen, vi ou revi um punhado dos filmes deles.

“Arizona Nunca Mais” é, de todos, o mais parecido com uma versão live action de um desenho do Pernalonga. Nicolas Cage, que assim como em “Feitiço da Lua” canaliza sua energia de maneira produtiva, interpreta Hi, um ex-presidiário viciado em roubar lojas de conveniência.

Ele tenta colocar a vida no prumo, mas o fato de não poder ter filhos entristece demais sua esposa, Ed (Holly Hunter), e os dois decidem resolver o problema com mais problemas: roubando um dos quíntuplos de um empresário rico da cidade.

The Watermelon Woman (1996)

Mubi, 85 min.

Há anos eu ouvia falar deste filme, considerado um marco do cinema queer, mas era mais difícil conseguir assisti-lo (legalmente) aqui. No último ano, porém, a Mubi o trouxe ao streaming brasileiro.

Um falso documentário dentro de outro, acompanha Cheryl (Cheryl Dunye, também a diretora e roteirista), funcionária de uma videolocadora e aspirante a cineasta, que descobre uma atriz negra esquecida do cinema, creditada em filmes apenas como “The Watermelon Woman” (a mulher da melancia), e resolve fazer dela o tema de um documentário.

Bem-humorado, mas não menos mordaz, o filme joga luz sobre o apagamento de negros nas primeiras fases do cinema —e nas seguintes também: Dunye, tida como a primeira lésbica negra a dirigir um longa-metragem nos EUA, nunca viu sua carreira decolar e hoje trabalha principalmente em seriados de televisão.

O que está chegando

As novidades nas principais plataformas de streaming

Globo de Ouro

Neste domingo (11) na HBO Max, a partir das 21h30.

A temporada de premiações começa a esquentar de verdade agora, com a cerimônia da 83ª edição do Globo de Ouro servindo de primeira grande chance para atores, diretores e afins apresentarem seus melhores discursos e apertarem todas as mãos mais influentes de Hollywood em busca do Oscar (o Critics Choice não conta de verdade).

O brasileiro “O Agente Secreto” concorre a melhor filme de drama e melhor filme em língua estrangeira, e Wagner Moura tem boas chances na categoria de melhor ator de drama. Veja a lista completa de indicados aqui.

A festa também será exibida pela TNT e pela Globo.

Dele & Dela

His & Hers. Netflix, uma temporada, seis episódios.

Anna (Tessa Thompson), âncora de um jornal em Atlanta, fica sabendo de um assassinato em sua cidadezinha natal e volta para lá a fim de acompanhar a investigação, liderada por Jack (Jon Bernthal) —seu marido. As tensões entre os dois se misturam às do caso, que vira um jogo de gato e rato. De William Oldroyd, diretor dos ótimos “Lady Macbeth” e “Meu Nome Era Eileen”.

The Pitt (2024- )

HBO Max. Segunda temporada, 15 episódios com estreias às quintas, às 23h.

Uma das melhores séries do ano —como escrevi aqui— retornou nesta quinta (8) para mais um plantão agitado no Pittsburgh Trauma Medical Center. É 4 de julho, feriado da Independência dos EUA, e o dr. Robby (Noah Wyle) está prestes a tirar três meses de sabático, depois da crise que teve na primeira temporada.

De Férias com Você

People We Meet on Vacation. Estreia na Netflix nesta sexta (9), 117 min.

Adaptação de um romance de Emily Henry traz Poppy (Emily Bader) e Alex (Tom Blyth), melhores amigos que se encontram todo ano em algum destino nas férias de verão. Tudo corre bem, até que os dois começam a perceber aquilo que todo mundo já sabe: eles são perfeitos um para o outro. Bader era a estrela de “My Lady Jane”, uma série do Prime Video meio romance, meio “Animorphs”, que ninguém viu, mas era divertida.

Industry (2020- )

HBO Max, quarta temporada, oito episódios. Estreia nesta segunda (12), 0h.

Confesso que entendo tanto de “Industry” quanto do mundo das finanças no qual a série se passa —ou seja, quase nada. Mas ela está de volta para a quarta temporada, agora com as adições de Charlie Heaton (“Stranger Things”), Kiernan Shipka (“Mad Men”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Claire Forlani (“Encontro Marcado”) e Toheeb Jimoh (“Ted Lasso”).

O Gerente Noturno (2016-)

The Night Manager. Estreia neste domingo no Prime Video com três episódios, e os demais estreiam semanalmente aos domingos.

Quase dez anos depois da primeira temporada, a BBC e o Prime Video trazem de volta Jonathan Pine e “O Gerente Noturno”. No começo da série, baseada na obra de John Le Carré, Pine (Tom Hiddleston) era um ex-soldado e gerente de um hotel no Cairo recrutado por Angela Burr (Olivia Colman), uma funcionária do Ministério das Relações Exteriores britânico, para se infiltrar no grupo de um perigoso traficante de armas, interpretado por Hugh Laurie.

Na nova temporada, Pine agora vive sob o nome Alex Goodwin e tem uma vida discreta à frente de uma unidade do MI6 em Londres. Um encontro com uma pessoa do passado, porém, o coloca de volta na confusão e o apresenta a perigosas figuras: Teddy dos Santos (Diego Calva), um empresário colombiano, e Roxana Bolaños (Camila Morrone), que o ajuda a se infiltrar em um novo cartel.

Veja antes que seja tarde

Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming

Garotos de Programa (1991)

My Own Private Idaho. Na HBO Max até 31.jan, 104 min.

Dois amigos, Mike (River Phoenix) e Scott (Keanu Reeves), que ganham a vida se prostituindo nas ruas, partem de Portland, no Oregon, para Idaho e além em busca da mãe de Mike.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *