Esta é a edição da Maratonar, a newsletter da Folha que ajuda você a se achar no meio de tantas opções de séries e filmes no streaming. Quer recebê-la todas as sextas no seu email? Inscreva-se abaixo:
Maratonar
Um guia com dicas de filmes e séries para assistir no streaming
Até o dia 15 de março, quando serão anunciados os premiados da 98ª edição do Oscar, todos são vencedores até que se diga o contrário. E enquanto todo mundo adora um ganhador, isso não quer dizer que os perdedores não valham nada.
Vai dizer para o Martin Scorsese, que já teve três filmes com dez indicações cada um e zero estatuetas, que ele não presta? Quem viu “O Lendário Martin Scorsese” (AppleTV), sabe o quão esquentadinho ele é.
Abaixo, trago filmes que tiveram mais de sete indicações (corte da lista que a própria Academia de Cinema oferece), mas saíram de mãos abanando na noite do Oscar. E neste ano, quem será o grande perdedor?
Aproveitando, a Folha retomou a newsletter Tapete Vermelho para 2026. A cerimônia do Oscar acontece em 15 de março. Até lá, os inscritos na newsletter receberão edições com as últimas notícias sobre a premiação, recomendações de leituras e críticas dos filmes indicados.
Tapete vermelho
Uma newsletter com o que você precisa saber sobre o Oscar 2026
A Cor Púrpura (1985)
The Color Purple. HBO Max, 154 min.
Ao lado de “Momento de Decisão” (“The Turning Point”, 1977, indisponível), de Herbert Ross e estrelado por Mikhail Baryshnikov, “A Cor Púrpura” detém o recorde de pior aproveitamento no Oscar: 11 indicações e zero prêmios.
Reza a lenda que Quincy Jones escolheu Steven Spielberg a dedo para dirigir o filme, uma adaptação do livro de Alice Walker premiado com o Pulitzer em 1983. Trata-se da história de Celie (Whoopi Goldberg) ao longo de 40 anos, uma mulher negra que sofre com violência, racismo e preconceito no sul dos EUA no começo do século 20.
O Irlandês (2019)
The Irishman. Netflix, 209 min.
Como eu disse ali em cima, Martin Scorsese é o diretor que a Academia mais gosta de indicar e aí ver ir embora da festa sem nada: além de “O Irlandês”, receberam dez indicações e nenhuma vitória “Gangues de Nova York” (2002, indisponível) e “Assassinos da Lua das Flores” (2023, AppleTV).
Jogavam contra ele naquele ano o fato de “O Irlandês” ser um filme da Netflix (o povo da Academia ainda não parece ter muita certeza se a companhia é boa ou não para o cinema), usar uma tecnologia ainda não totalmente aperfeiçoada para “rejuvenescer” seus atores principais —os setentões Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci entre eles— e durar gloriosas 3 horas e meia.
A Caldeira do Diabo (1957)
Peyton Place. Disney+, Looke e NetMovies, 114 min.
Adaptação de um livro do ano anterior, de Grace Metalious, conta as histórias de uma cidadezinha da Nova Inglaterra que esconde toda sorte de escândalos. Constance (Lana Turner) é uma mãe solteira que tenta compensar seu passado “sujo” com uma atitude conservadora no presente —até que conhece Michael Rossi (Lee Philips), o novo professor. Enquanto isso, sua filha, Allison (Diane Varsi), se apaixona pelo bom-moço Norman (Russ Tamblyn). Foi indicado a nove Oscars, incluindo o de melhor filme.
Vestígios do Dia (1993)
The Remains of the Day. Aluguel (Amazon, ClaroTV+, YouTube), 134 min.
Famosos por seus romances de época cheios de ingleses reprimidos, James Merchant e Ismail Ivory —e a roteirista Ruth Prawer Jhabvala— encontraram grande sucesso com esta adaptação de um romance de Kazuo Ishiguro, de 1989. No total, foram oito indicações ao Oscar, além de US$ 64 milhões em bilheterias pelo mundo.
Anthony Hopkins interpreta Stevens, mordomo de uma mansão no interior da Inglaterra por décadas. Em 1958, ele recebe uma carta de uma antiga governanta, a sra. Kenton (Emma Thompson), e decide ir visitá-la, o que suscita memórias da chegada dela à casa e do papel do patrão, o conde de Darlington (Christopher Reeve), na ascensão do nazismo.
Pacto de Sangue (1944)
Double Indemnity. À la Carte, 107 min.
Além de trazer um dos melhores pares de óculos escuros da história do cinema, “Pacto de Sangue” recebeu sete indicações ao Oscar, sem levar nenhum. Marco do filme noir, conta a história de Walter Neff (Fred MacMurray), um vendedor de seguros que se envolve em um esquema de fraude, convencido por Phyllis (Barbara Stanwyck) a matar o marido dela e coletar o prêmio do seguro.
O que está chegando
As novidades nas principais plataformas de streaming
Die My Love. Estreia nesta sexta (23) no Mubi, 119 min.
Jennifer Lawrence estrela este filme da escocesa Lynne Ramsay, autora de obras leves e divertidas (alerta de sarcasmo) como “Precisamos Falar Sobre Kevin”, “O Romance de Morvern Callar” e “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”. Aqui, Lawrence interpreta uma escritora que, em meio ao puerpério, começa a se comportar de maneira errática. Com Robert Pattinson e Sissy Spacek.
Springsteen: Salve-me do Desconhecido (2025)
Springsteen: Deliver Me From Nowhere. Estreia na Disney+ nesta sexta (23), 120 min.
Por sorte, azar ou sinergia hollywoodiana, esta cinebiografia de Bruce Springsteen chegou bem na esteira de “Um Completo Desconhecido” (2024, Disney+), sobre Bob Dylan.
Ambas trazem atores badalados —Jeremy Allen White, o Carmy de “O Urso”, como Springsteen, Timothée Chalamet como Dylan— no papel desses ícones da música americana e ambas se concentram apenas em um momento-chave de suas histórias. Mas aquela foi indicada a oito Oscars (não ganhou nenhum) enquanto esta nem na lista entrou.
Amores à Parte (2025)
Splitsville. Prime Video, 105 min.
O bonzinho Carey (Kyle Martin) entra em espiral quando Ashley (Adria Arjona) pede o divórcio. Ele busca abrigo com os amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Michael Angelo Corvino), e descobre que o segredo da felicidade deles está num relacionamento aberto —mas não tão aberto ao ponto de suportar um rolo entre Julie e Carey.
Netflix, 87 min.
Vencedor do Urso de Prata em Berlim. Num futuro sob um governo que confina brasileiros idosos em colônias, supostamente para o seu bem, Teca (Denise Weinberg), 77, decide resistir. Em busca de realizar um sonho, toma rotas clandestinas pelos rios da amazônia, onde conhece o barqueiro Cadu (Rodrigo Santoro).
Patinando no Amor
Finding Her Edge. Netflix. Primeira temporada, oito episódios.
É um romance, envolve rinques, mas não é “Heated Rivalry” o romance sobre jogadores de hóquei no gelo que vem causando frisson por aí. Neste, Adriana (Madelyn Keys), a filha do meio de uma dinastia de patinadores no gelo, arranja um novo parceiro, Brayden (Cale Ambrozic), apesar de ainda gostar do ex, Freddie (Olly Atkins). Por motivos de enredo, Adriana e Brayden terão que fingir ser um casal para assegurar um patrocínio importante, e aí o resto você pode imaginar.
Gotas Divinas (2023- )
Drops of God. AppleTV. Segunda temporada, oito episódios, às quartas.
Baseado em um mangá, o seriado franco-japonês acompanha dois irmãos, Camille (Fleur Geffrier) e Issei (Tomohisa Yamashita), que, depois de herdarem a gigantesca coleção de vinhos de seu pai, agora precisam desvendar um grande mistério: a origem do melhor vinho do mundo.
Mel Brooks: O Homem de 99 anos!
Mel Brooks: The 99-year-old man! HBO Max, dois episódios.
Documentário dirigido por Judd Apatow mergulha na história de Mel Brooks, comediante por trás de projetos tão marcantes quanto “Os Produtores”, “História do Mundo – Parte 1” e “Banzé no Oeste”.
Veja antes que seja tarde
Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming
A Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Dead Poets Society. Deixa a Netflix em 3.fev, 129 min.
Vencedor do Oscar de melhor roteiro original, conta a história de um grupo de garotos —entre eles o recém-indicado Ethan Hawke—, estudantes de uma escola preparatória de disciplina rígida, que encontram inspiração em um professor de inglês (Robin Williams) para perseguir seus sonhos.




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609777995.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)
