Cidades de Pernambuco ainda figuram entre as piores no ranking de saneamento básico

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Cidades de Pernambuco ainda figuram entre as piores no ranking de saneamento básico


O padrão de excelência de investimento é de R$225 por habitante; Praia Grande (SP) lidera aportes no País. Em Pernambuco, Petrolina investe R$15,42



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O Ranking do Saneamento de 2026, uma publicação do Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com GO Associados, que analisa os 100 municípios mais populosos do País, conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que o investimento médio em Saneamento Básico no Brasil foi de R$ 137,02 por habitante, valor distante do patamar de R$ 225,00 estabelecido como meta para garantir o acesso adequado à água e à coleta de esgoto. O déficit indica que a infraestrutura não acompanhou o crescimento da demanda, cenário que se agrava em Pernambuco.

O relatório foi feito com base nos dados provenientes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) 2024, em razão da defasagem de reporte de dois anos do sistema. Assim, a edição divulgada em 2026 utiliza dados referentes a 2024.

Investimentos em Pernambuco

Os dados do relatório apontam cidades pernambucanas com aportes significativamente abaixo da média nacional, consolidando disparidades regionais como o principal entrave para a universalização.

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Petrolina ocupa a penúltima colocação no ranking nacional de investimentos (99ª posição), aplicando apenas R$ 15,42 por habitante. Paulista fica na 91ª posição no País, com um investimento de R$ 51,55 por habitante.

A capital pernambucana investiu R$ 111,08 por habitante, montante que representa menos da metade da meta nacional de R$225.

Na outra ponta da tabela, o município de Praia Grande (SP) lidera o ranking de investimentos com R$ 572,87 por residente, enquanto Rio Branco (AC) registra o pior desempenho nacional, com apenas R$ 8,99.

Ineficiência operacional e o peso do desperdício

Além do baixo investimento na expansão das redes, o estudo expõe a falta de manutenção preventiva, que gera um nível de desperdício insustentável. O patamar considerado de excelência para as perdas de água por ligação é de 216 litros por dia.

Em Pernambuco, os números demonstram ineficiência operacional crítica. Recife registra perda de 775,89 litros de água por ligação diariamente, e Jaboatão dos Guararapes, 709,52 litros.

O estudo indica que as perdas elevadas são reflexo direto da carência de investimentos na reposição da capacidade instalada e na adoção de tecnologias de detecção de vazamentos.

Embora o Recife tenha registrado uma redução de 13,29 pontos percentuais nas perdas de distribuição desde 2020, o volume de água desperdiçada por ligação continua em níveis proibitivos.

Pernambuco entre os piores indicadores do País

A combinação de baixo financiamento e falhas operacionais colocou Pernambuco como um polo de indicadores negativos no contexto nacional. Dos 20 piores municípios do Ranking de 2026, três são de Pernambuco: Olinda (83º), Paulista (85º) e Jaboatão dos Guararapes (92º). Recife ocupa a 80ª posição no ranking geral. Outros municípios pernambucanos citados são Caruaru e Petrolina em 72º e 73º, respectivamente.

A situação em Jaboatão é dramática. O município atinge o índice de apenas 20,61% de coleta total de esgoto, deixando quase 80% da população sem acesso à infraestrutura sanitária básica. Os dados reforçam a urgência de políticas públicas focadas em expandir os investimentos e reverter o déficit histórico no Estado.

A reportagem deste Jornal do Commercio porcurou a Companhia Pernambucana de Sanemaento (Compesa) para atualizar o andamento de ações no Estado, mas nõa obteve resposta até a publicação desta matéria. 

PPP E CONCESSÃO

A Compesa já fez, no fim de 2025, o leilão de concessão de serviço, realizado em São Paulo, e definindo divisão das áreas que serão administradas pela iniciativa privada no Estado. A concessão foi estruturada em dois blocos regionais. O bloco Sertão reúne 24 municípios da Microrregião do Sertão. Já o bloco Pajeú concentra 151 municípios, incluindo cidades da Região Metropolitana do Recife, do interior do estado e o Distrito de Fernando de Noronha.

Apesar da privatização parcial, a Compesa seguirá responsável pela produção de água bruta, enquanto as concessionárias vencedoras (Acciona–BRK Ambiental e Pátria) cuidarão da distribuição de água e do tratamento de esgoto. Serviços da Região Metropolitana do Recife e de Goiana não foram incluídos no leilão, já que funcionam sob a PPP Cidade Saneada – que prevê o esgotamento sanitário em 15 municípios da Região Metropolitana do Recife e Goiana, beneficiando cerca de 6 milhões de pessoas. Iniciada em 2013, a PPP espera alcançar 90% de cobertura de esgoto até 2037.

O contrato de concessão prevê investimentos totais de R$ 19 bilhões, distribuídos entre abastecimento e esgotamento, e metas como cobertura de 99% do abastecimento de água e 90% de coleta de esgoto até 2033.

As empresas vencedoras contam com até 180 dias após início da operação para apresentar planos de combate à intermitência no fornecimento de água, especialmente nos municípios que enfrentam racionamento.

Desempenho Geral e Rankings

Presença entre os piores: O Estado possui três municípios entre os 20 piores do ranking nacional: Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.

Posições no Ranking 2026: Jaboatão dos Guararapes: 92ª posição (queda em relação à 89ª em 2025).Paulista: 85ª posição (subiu da 84ª em 2025).Olinda: 82ª posição (subiu da 83ª em 2025).

Recife (Capital): 80ª posição. Petrolina: 99ª posição no indicador específico de investimentos.

Indicadores de Atendimento e TratamentoAtendimento de Água:

Recife (78,93%), Paulista (78,90%) e Jaboatão dos Guararapes (68,43%) figuram entre os 10 piores índices de atendimento de água do País.

Coleta de Esgoto: Jaboatão dos Guararapes apresenta um dos menores índices de coleta do Brasil, com apenas 20,61% de cobertura.

Tratamento de Esgoto: Recife aparece com 70,77%

Investimentos e PerdasBaixo Investimento Per Capita: dois municípios pernambucanos estão entre os 10 que menos investem por habitante no país: Paulista (R$ 51,55) e Petrolina (R$ 15,42).

Média de Investimento da capital: Entre 2020 e 2024, Recife investiu uma média anual de R$ 111,08 por habitante, valor abaixo da média das capitais (R$ 138,27) e da meta do PLANSAB (R$ 225,00).

Perdas de Água: O Recife registra um índice de perdas na distribuição de 44,20%





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