Depois do veredito sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus, o Brasil precisa retomar a atenção para os graves problemas nacionais
JC
Publicado em 12/09/2025 às 0:00
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Consumado o julgamento que atraiu a atenção da população brasileira e o interesse de outros países, é chegado o momento de lançar os olhares para o presente em que pisamos, e para o horizonte que almejamos alcançar, enquanto nação. A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais réus do núcleo principal da acusação de tentativa de golpe de Estado, com penas superiores, na maioria dos casos, a duas décadas de prisão, deve representar uma linha divisória na história da nossa democracia. Para os que celebram ou lamentam, agora, e para a posteridade que irá se debruçar sobre os fatos, no futuro.
O primeiro desafio é manter o avanço institucional de um julgamento dessa magnitude, sem a interferência dos demais poderes, e o equilíbrio entre os pilares da República, para a superação desta triste condenação. Mais uma vez, os brasileiros se deparam com um presidente condenado. Agora, de modo inédito, pela liderança de um movimento golpista não concretizado – e por isso mesmo, suscetível à Justiça. Será decisivo, para o país conseguir superar a radicalização que ainda impera, que o conflito entre os poderes Legislativo e Judiciário não se perpetue, ameaçando gerar paralisia e crise institucional.
Há muito a ser visto e feito no Brasil distante da capital federal. Enquanto o Congresso seguir pregando pautas de rompimento institucional, a nação mais desigual do mundo demanda atenção e responsabilidade. Inclusive do Executivo, em todos os níveis de governo, mas sobretudo o federal, refém político do Parlamento cujo apoio alimentado a emendas bilionárias livres de prestação de contas, é cada vez mais incerto diante do exíguo calendário eleitoral. Com a disputa pelo voto a um ano de deflagração, o governo Lula patina para não se transformar em gestão nula, no último ano do mandato. Sem Bolsonaro na imagem refletida, a expectativa é que o presidente e seus ministros mergulhem de volta no trabalho que importa, em benefício dos cidadãos.
Nas palavras da ministra Cármen Lúcia, o julgamento por tentativa de golpe de Estado significa “o encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro”. Está na hora de o passado ficar para trás, do presente ser assumido em todas as dificuldades que entravam o desenvolvimento. E do futuro se apresentar como possibilidade viável, para que entre os chavões ufanistas, deixe de fazer sentido o eterno “país do futuro”. Os brasileiros têm a chance de passar de fase, no jogo repetitivo do golpismo, do populismo e da polarização que mina a democracia, e afunda a nação num atoleiro.
O futuro de nosso país foi sempre promissor, utópico, ufanista. As instituições renovadas com o desempenho do Judiciário, em prol da preservação e da valorização democráticas, têm a chance de trazer o futuro para perto, com empenho, harmonia e verdadeiro espírito patriótico.

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