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Os presidentes dos megabancos brasileiros (Bradesco, Itaú e Santander) estão muito incomodados com as consequências do estrago que o caso Máster fará no saldo do Fundo Garantidor de Crédito FGC que pode consumir até 51 bilhões do saldo de R$ 122 bilhões que ele tinha no final do ano.
Marcelo Noronha, presidente do Bradesco; Milton Maluhy, do Itaú; e Mário Leão, CEO do Santander Brasil, à sua maneira manifestam esse sentimento lembrando que, no fundo, o fundo terá que ser resiliente e aprender com as lições que o caso trouxe.
Desequilíbrio
E que, a bem da verdade, escancarou o desequilíbrio que existe na contribuição das instituições para a formação do bolo de recursos cuja função é garantir que uma aplicação financeira de até R$ 250 mil tenha resguardo em caso de queda da instituição. Na prática, eles vão contribuir mais com o seguro aos investidores.
Dos três, o que foi mais incisivo foi Mário Leão, que defendeu por ocasião dos resultados de 2025 uma contínua evolução do ambiente regulatório para evitar outro evento semelhante ao colapso do Master afirmando que o País não deveria aceitar que um novo Master possa acontecer”.
Plataformas
Entretanto, na mesma linha, Milton Maluhy, do Itaú, advertiu que plataformas que distribuem produtos de investimentos colocam seus interesses pessoais acima do interesse do sistema e dos clientes. Marcelo Noronha afirmou, quando de sua presença em Davos, na Suíça, que os escândalos envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, não representam um risco sistêmico para o setor financeiro brasileiro, apesar da atenção redobrada do mercado após novos desdobramentos das investigações.
Executivos de megabancos como as três instituições que representam mais de 65% de todo o crédito oferecido pelo sistema financeiro brasileiro precisam ser mesmo muito cuidadosos com o que falam.
Farra de Vorcaro
Até porque eles são os maiores atores que formaram o saldo do FGC e estão sendo os que mais vão “bancar” a farra de Daniel Vorcaro que chegou no sistema em pouco mais de cinco anos, mas foi capaz de provocar um estrago que Marcelo Noronha, Milton Maluhy e Mário Leão buscam soluções para recompor o caixa do fundo.
Milton Maluhy se vale de um sofisma para dizer que um incentivo foi colocado de forma equivocada e os interesses da plataforma ficaram na frente dos interesses do sistema e dos clientes.
Alavancagem
“Algumas plataformas utilizaram o FGC como modelo de alavancagem de seu negócio, viabilizando modelos de negócios não sustentáveis. O Itaú, com mais de R$ 400 bilhões sob gestão, nunca ofereceu um CDB do Master “por convicção”, diz sem citar nominalmente o Master.
Noronha recorre à história do Bradesco no mercado para dizer que o sistema é suficientemente robusto para agüentar o tranco. “Não vejo um risco sistêmico. Já tivemos outros momentos em que houve uma repercussão pior, a exemplo do Proer nos anos 1990. Mas não vejo mácula para o sistema financeiro. Muito pelo contrário. O sistema tem mostrado resiliência”, resume o pernambucano que lidera o gigante financeiro.
Maior conta
O problema deles é que serão os que vão pagar a maior parte da conta apresentada pelo liquidante do Máster. E todos sabem que o fundo terá que encontrar uma forma de se recompor e que para isso eles são os maiores contribuintes.
Existem vários pontos que estudam com a Febraban. O deslocamento de parte dos compulsórios pode ser um atalho, mas o BC tem resistência. Os grandes bancos, que são os maiores contribuintes do fundo, se sentem subsidiando o risco tomado por instituições menores que alavancam suas operações com a garantia e a propaganda de que “o FGC cobre”.
Soluções existem
Internacionalmente existem soluções para reduzir esse cenário. Os Estados Unidos (que têm experiência trágica sobre quebradeiras de bancos) desenvolveram um sistema bem interessante. Lá não existe um preço para todos.
O The Federal Deposit Insurance Corporation, que é o FGC americano, cobra prêmios de seguro baseados no risco real da instituição. Já na Alemanha, as contribuições dos bancos variam conforme o capital e a qualidade desse recurso.
Mais frágeis
No modelo quem toma mais risco ou tem indicadores de capitais mais frágeis paga taxas maiores para ter seus depósitos garantidos. Ou seja, quem arrisca mais paga mais.
Se esse modelo existisse no Brasil, o banco de Daniel Vorcaro teria que ter pago mais pelo seguro. A bem da verdade não garante um volume de recursos capaz de bancar o prejuízo, mas o conceito é melhor que o que o Brasil adota.
Tese conceitual
O presidente do Itaú, Milton Maluhy, foi até mais conceitual ao falar de como o banco se comporta ao não trabalhar com os produtos do Master. Qual é o risco daquele emissor, quanto eu posso distribuir, quanto do passivo daquele emissor eu quero ter, quanto eu quero distribuir para evitar o risco de concentração naquele ativo e provocar uma corrida bancária no futuro? Esse é o trabalho que a gente faz. O que aconteceu é que o interesse das plataformas ficou acima do interesse do sistema financeiro — observou ele, que disse que o banco quer evitar esses “abusos e erros”.
De qualquer forma, os megabancos devem se comportar com muito mais cuidado a partir de agora. O Santander, por exemplo, em relação à concessão de crédito vai continuar com uma abordagem seletiva na montagem da carteira. Em 2026, a instituição seguirá em processo de “de-risking”, termo em inglês que descreve uma gestão de risco mais prudente.
Desdobramentos
Em Davos, Marcelo Noronha disse que o mercado ainda aguarda os desdobramentos das discussões sobre a recomposição do fundo e que é preciso esperar a finalização dos estudos conduzidos pela própria entidade.
De qualquer forma, parece claro que todos os gigantes estão muito irritados com o estrago provocado pelo caso Máster. 2025 foi um dos melhores períodos de rentabilidade para seus acionistas.
Cabanga vai adotar praça do José Estelita
Estão previstas para o final deste mês de fevereiro as obras do trecho do parque linear localizado na Praça Abelardo do Rego, em frente ao clube Cabanga. A praça será adotada pelo Cabanga, que ficará responsável pela manutenção da área localizada em frente ao clube.
A intervenção está reconstruindo literalmente o antigo sistema viário do cais José Estelita, um novo trecho do projeto tem entrega programada para o mês de março, enquanto as obras avançam em direção ao Centro da cidade.
A estratégia da MD objetiva concluir todo o parque linear do Cais José Estelita até o fim deste ano, cumprindo o acordo de mitigação e requalificação urbana com recursos da iniciativa privada no local. A expectativa é de que toda essa estrutura esteja concluída até o mês de setembro.
Sinceridade
Conhecido pela sua sinceridade, mesmo ao fazer política, o chanceler alemão Friedrich Merz classificou, num evento da Câmara de Comércio Alemã, há duas semanas, o desmantelamento da energia nuclear na Alemanha como um “grande erro estratégico”, afirmando que isso levou à insuficiência de capacidade energética, custos inflacionados e uma transição energética excessivamente cara, dependente de subsídios e combustíveis fósseis.
A Alemanha disse que Friedrich Merz não possui geração de energia interna suficiente, o que exige intervenção governamental para manter os preços baixos. Foi um erro. Agora estamos fazendo a transição energética mais cara do mundo, concluiu o chanceler.
Retrofit no ar
A Aena, concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional do Recife, comunicou que iniciou as obras para o retrofit completo do sistema de climatização do terminal de passageiros.
Afirma que as obras incluem a substituição de diversos equipamentos e a modernização de componentes essenciais do sistema, além da renovação da parte elétrica da central de água gelada e que a conclusão dos trabalhos está prevista para ocorrer até dezembro deste ano. Demorou. O calor está mesmo insuportável no hall.
Edinho e Dória
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, é o convidado do Almoço LIDE desta segunda-feira (9), no Hotel W, em São Paulo, como parte da série “Cenários do Brasil 2026” criada pelo criador e presidente da entidade, João Dória, para reunir empresários, executivos e autoridades para debater os rumos políticos, institucionais e econômicos do país no horizonte do próximo ciclo eleitoral.
Partiu Paraguai
Depois da Lupo, que em novembro abriu oficialmente sua primeira fábrica fora do Brasil, instalada em Ciudad del Este, no Paraguai, a tradicional Karsten anuncia a internacionalização de seus negócios com a inauguração em março de sua primeira unidade fabril em Minga Guazú, na região leste do Paraguai.
Assim como a Lupo, o discurso é que a nova fábrica marca a ampliação da presença industrial da companhia na América Latina. Quando disse que iria para o Paraguai, a CEO da Lupo, Liliana Aufiero, disse que a decisão não foi motivada apenas por expansão, mas pela dificuldade de produzir em território brasileiro. E desabafou: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”.
Agenda Ademi
O diretor de Meio Ambiente e Legislação da Ademi-PE, Guilherme Guerra, recebe o procurador do Estado André Souza para analisar as mudanças nas esferas federal, estadual e municipal após 180 dias da sanção da lei; a reunião será na sede da instituição, no Espinheiro, às 12h30.
Perspectivas
A Fiepe realiza, nesta terça-feira (10) às 19h, o Seminário de Perspectivas Econômicas 2026, evento online que reunirá especialistas para discutir os principais cenários e tendências da economia e seus impactos para o setor produtivo.
A conversa será com Paulo Guimarães, economista da CEPLAN; do cenário econômico nacional, com a economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Larissa Nocko; e do cenário econômico de Pernambuco, apresentado por Cézar Andrade, economista da FIEPE. Ao final, os temas serão debatidos em um painel mediado por Maurício Laranjeira, gerente de Política Industrial da FIEPE. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no fiepe.org.br.
Poço exploratório
A ANP autorizou a Petrobrás a retomar perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração. A agência, contudo, afirmou que a Petrobrás deverá seguir alguns condicionantes, como troca de todos os selos das juntas do riser e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos no procedimento.
CCEE co Itaipu
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Itaipu Binacional anunciaram nesta terça-feira (3) a primeira chamada para realização de um mecanismo concorrencial de venda de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs) da usina. A iniciativa vai reunir a maior geradora de energia limpa da América Latina e a responsável pela operacionalização do processo concorrencial.






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