SAÚDE FEMININA
|
Notícia
Desconforto pode ter causas físicas, emocionais ou sociais e impacta autoestima, relacionamentos e saúde mental das mulheres
JC
Publicado em 16/06/2025 às 15:20
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Sentir dor durante o sexo ainda é uma realidade para muitas mulheres, mas continua sendo um tema cercado de silêncio e desinformação. A dor genitopélvica à penetração, que pode surgir durante relações sexuais, exames ginecológicos ou até ao usar absorventes internos, afeta entre 8% e 21% das mulheres no mundo — o que representa cerca de 23% das brasileiras.
“A dor genitopélvica à penetração é uma queixa comum entre mulheres, mas ainda cercada de silêncio, estigma e desinformação. Essa condição pode afetar profundamente a qualidade de vida, a autoestima e os relacionamentos afetivo-sexuais delas”, explica a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Tipos mais comuns de dor à penetração
A dor pode aparecer em qualquer idade e se manifesta de formas diferentes. Os principais tipos são:
- Dispareunia: dor genital associada especificamente à penetração, podendo ser superficial (na entrada da vagina) ou profunda (durante a penetração total ou em determinadas posições);
- Vaginismo: contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, que dificulta ou impossibilita a penetração;
- Vulvodínia: dor crônica na região da vulva, sem causa identificável, frequentemente associada à hipersensibilidade ao toque ou pressão.
“A dor pode ter causas físicas como infecções, atrofia vaginal, endometriose, cicatrizes pós-parto ou alterações hormonais e/ou causas psicossociais, como ansiedade, histórico de abuso sexual, educação sexual repressora ou experiências sexuais negativas. Muitas vezes, é uma condição multifatorial e exige avaliação cuidadosa”, afirma a ginecologista.
Impacto vai além do físico
Segundo a médica, o problema também afeta a vida emocional, sexual e social das pacientes. “O sofrimento não é apenas físico: muitas mulheres relatam sentir-se ‘quebradas’ ou ‘inadequadas’, o que pode comprometer gravemente sua saúde mental”, alerta Jussimara.
Ela destaca que os impactos atingem os relacionamentos, o desejo sexual, o prazer e a autopercepção. Entre os efeitos emocionais mais comuns estão conflitos conjugais, vergonha, afastamento da intimidade, ansiedade, depressão e queda da autoestima.
Como é feito o tratamento?
A ginecologista ressalta que o tratamento deve ser individualizado, respeitando a vivência e o ritmo de cada mulher. A abordagem pode incluir:
- Psicoeducação e aconselhamento sexual: para desfazer mitos e melhorar o autoconhecimento;
- Fisioterapia do assoalho pélvico: para reeducação muscular e alívio da dor;
- Terapia psicológica: como a terapia cognitivo-comportamental ou focada em sexualidade;
- Tratamento médico: com uso de lubrificantes, estrogênio vaginal, anticonvulsivantes ou antidepressivos para dor crônica e, em alguns casos, bloqueios anestésicos;
- Dilatação vaginal graduada: indicada especialmente nos casos de vaginismo.
“A escolha do tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas, mas o pilar central é sempre o respeito à vivência e ao ritmo da mulher”, explica a especialista.
Apesar de ser comum, a dor à penetração ainda é pouco discutida. “Falar sobre dor à penetração é um passo essencial para combater o tabu e garantir que mais mulheres recebam diagnóstico e tratamento adequados. O reconhecimento dessa dor como legítima e tratável pode mudar vidas e relacionamentos”, finaliza.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/horoscopo-do-dia-previsao.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/bikes-eletricas-910x910.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609656618.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/horoscopo-do-dia-previsao.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/bikes-eletricas-910x910.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)