A Netflix vai manter o cronograma de lançamentos cinematográficos da Warner Bros Discovery caso a aquisição da empresa seja concluída. Foi o que disse Ted Sarandos, CEO do gigante do streaming, de acordo com a Variety, à imprensa e investidores.
Essa parece ser uma tentativa de tranquilizar o mercado de exibições e dissipar os temores de que a operação signifique o fim da presença da Warner nas salas de cinema.
Segundo o acordo fechado nesta sexta-feira, a Netflix vai comprar os estúdios de cinema e TV e a divisão de streaming da empresa por cerca de US$ 82,7 bilhões, ou R$ 437,86 bilhões. Depois de uma série de fusões nos últimos anos, o conglomerado da Warner inclui, além da Discovery, os negócios da HBO, como o streaming HBO Max.
“Não é como se tivéssemos alguma oposição a lançar filmes nos cinemas”, disse Sarandos. “A minha resistência tem sido principalmente em relação às longas janelas de exclusividade de exibição, que não consideramos muito favoráveis ao consumidor. Mas, quando falamos em manter a HBO operando basicamente como ela é, isso também inclui o acordo de distribuição de filmes com a Warner, que prevê um ciclo de vida que começa no cinema —algo que vamos continuar a apoiar.”
O executivo da Netflix afirmou que não haverá uma mudança na abordagem dos filmes da Warner, mas sim o que chamou de evolução no tempo em que as obras ficam sendo exibidas exclusivamente nos cinemas. “Acho que, com o tempo, as janelas vão evoluir para serem muito mais amigáveis ao consumidor, permitindo que o público tenha acesso aos filmes mais rapidamente.”
Tudo o que está planejado para ir aos cinemas pela Warner continuará indo aos cinemas, ele afirmou, e os filmes da Netflix seguirão o mesmo padrão que já seguem —alguns deles têm uma curta passagem pelas salas antes de chegar ao streaming. “Mas nosso objetivo principal é levar filmes inéditos aos nossos assinantes, porque é isso que eles querem”, afirmou.
A Netflix lança a maioria de seus filmes direto na plataforma de streaming, mas alguns títulos —em especial os que são cotados para as premiações— chegam antes exclusivamente nos cinemas. Em comunicado divulgado em paralelo ao anúncio do acordo para comprar a Warner, a empresa afirmou que “espera manter as operações atuais da Warner e ampliar seus pontos fortes, incluindo os lançamentos cinematográficos de filmes”.
Segundo a Variety, há um temor entre os exibidores de cinema em relação ao acordo. Isso porque a Netflix tem um história de tratar com desdém o setor. Sarandos chegou a afirmar, no ano passado, que as salas de cinema estariam ultrapassadas.
“Se você tem a sorte de morar em Manhattan e pode caminhar até um multiplex para ver um filme, isso é fantástico”, ele disse em evento da revista Time. “A maior parte do país não pode.”

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