Em entrevista ao videocast Cena Política, do JC Play, ex-prefeito de Jaboatão e presidente do PL reforçou alinhamento com Jair Bolsonaro
Rodrigo Fernandes
Publicado em 26/09/2025 às 13:16
| Atualizado em 26/09/2025 às 15:08
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O ex-deputado federal e presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que está “pronto, preparado e querendo” disputar o Senado em 2026. A declaração foi dada nesta sexta-feira (26), em entrevista ao videocast Cena Política, do JC Play (assista acima).
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Ferreira, que também é ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, fez críticas ao ex-ministro do Turismo Gilson Machado, correligionário que também almeja o Senado, e declarou não ver dificuldade em compor uma chapa com a governadora Raquel Lyra (PSD).
“Estou pronto, preparado e querendo. Mas é muito cedo, anteciparam demais essa questão da candidatura ao Senado, ao governo, a gente tem que dialogar com a população e com a classe política, tem muita falta de definição ainda no cenário nacional. Uma candidatura majoritária no Senado requer composição partidária e local, então esse exercício vai ser feito em todos os lugares no nosso Brasil”, ponderou.
Segundo ele, há um sentimento popular em favor de candidaturas conservadoras. “Temos a percepção de que vai haver um candidato da direita a presidente da República e hoje existe um apelo da população de ter senadores de direita. E principalmente uma estratégia do nosso partido, o PL”, acrescentou.

Anderson Ferreira participou do videocast Cena Política, do JC Play – Tião Siqueira / JC IMAGEM
Críticas e disputas com Gilson Machado
O presidente estadual do PL também falou sobre as pretensões políticas de Gilson Machado,prefeiro por Bolsonaro para a disputa pelo Senado. Anderson, por sua vez, é defendido pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
“Entendo a vontade do Gilson, ele nunca teve mandato político, tentou duas vezes e não teve êxito, mas a gente analisa que existem pré-requisitos que vão endossar uma candidatura. Primeiro, analisando o quadro de pré-candidatos, num campo amplo, não só no PL, o eleitor está querendo quadro que tenha qualidade. Quem desse campo teve experiência administrativa no Executivo e no Legislativo? Essa é uma leitura que o eleitor vai fazer”, avaliou, lembrando que já exerceu mandatos de deputado federal e de prefeito de Jaboatão dos Guararapes.
“São fatores que vão ser levados em consideração para o eleitor e para a classe política para a composição de uma chapa política, ou para uma liderança nacional que precisa sim ter representante fazendo sua campanha aqui”.
Anderson citou ainda as diferentes preferências dentro do PL: “Em uma entrevista, Bolsonaro falou assim: ‘se dependesse de mim, Gilson seria meu candidato’. Cada um tem uma preferência, como Valdemar [Costa Neto] tem a preferência pelo meu nome. Não é uma definição, até porque o jogo da política precisa ser analisado em várias equações”, considerou.
“Avisei que ia dar errado”
Ferreira resgatou a candidatura de Gilson Machado à Prefeitura do Recife em 2024, quando, segundo ele, o PL atendeu a um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Quem tinha uma história dentro do partido e na cidade do Recife era o deputado federal André Ferreira [irmão de Anderson]. Mas a gente atendeu a um pedido do presidente e colocou Gilson. E eu avisei, falei: ‘vai dar errado’, avisei. Lançou [a candidatura] e teve a pior derrota na história de 30 anos numa eleição no Recife”, declarou Anderson.

Anderson Ferreira com Fernando Castilho, Igor Maciel e Rodrigo Fernandes no videocast Cena Política – Tião Siqueira / JC IMAGEM
Ele também criticou a condução política de Gilson ao lançar o filho para a Câmara dos Vereadores do Recife. “É quando o projeto se torna pessoal: se implodiu uma chapa para vereador. Eu tive que tentar amortecer e fazer papel de bombeiro. Como é que você é candidato a prefeito e vai lançar seu filho de última hora? Você acha que os vereadores que compõem a chapa vão aceitar isso?”, relembrou.
Possível aliança com Raquel Lyra
Ainda na entrevista, o ex-prefeito de Jaboatão destacou que não vê dificuldade em construir uma aliança com a governadora Raquel Lyra para 2026.
“A governadora tem se esforçado muito, tem potencial muito grande para fazer entregas, pegou um estado sucateado com 16 anos de PSB que trouxe muito atraso e muito problema político para a classe política, com a fadiga do voto. (…) Construção política pode ocorrer a qualquer momento, nunca tive dificuldade com Raquel.”
Ele também confirmou a possibilidade de dividir espaço com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), também cotado para o Senado.
“São dois nomes e você tem que ver conta de tempo de televisão. Se você somar os seis partidos que estão com Raquel, não dá o tempo do PL para televisão, ou seja, a governadora para dobrar o guia eleitoral teria que ter o PL na chapa. (…) Não acho que o PL vai compor qualquer chapa sem ter espaço que dê o tamanho que o PL tem em Pernambuco. Nosso partido não vai ser usado, não veio para ser coadjuvante, e sim protagonista.”

Anderson Ferreira participou do videocast Cena Política, do JC Play – Tião Siqueira / JC IMAGEM
Questionado sobre qual deveria ser o posicionamento de Raquel Lyra sobre o candidato à presidência, Anderson Ferreira afirmou que não haverá espaço neutro. Em 2022, vale recordar, a governadora se elegeu sem declarar apoio a Lula ou Bolsonaro.
“Não acredito que nessa eleição vai caber um espaço neutro. Se houver nomes de direita que possam ter essa junção de partidos, como deve ter PSD, Republicanos, um grande movimento… não dá para ficar nesse meio termo, não vejo uma campanha de fazer aqui um segundo plano de Lula”, analisou.
Apoio a Bolsonaro
Ele reforçou o peso do ex-presidente Jair Bolsonaro para o PL, negando que ele seria um “peso morto” para o partido. “Bolsonaro é a maior liderança política no país e também da direita. Nosso partido tem que agradecer e muito ao Bolsonaro pelo crescimento.”
Por fim, Anderson avaliou a possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência da República. “Conheço o Tarcísio desde 2012, quando ele era diretor do DNIT no governo Dilma. Sei que é um cara muito preparado, pensa diferente de um político. (…) Acho que ele toparia sim, mas a decisão vai partir do presidente Bolsonaro e dele mesmo”.
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