Testemunhas de acusação e de defesa serão ouvidas no Fórum Rodolfo Aureliano. Também haverá o interrogatório do réu, Raphael Gouveia Thorpe
Publicado em 28/01/2025 às 7:00
| Atualizado em 28/01/2025 às 9:47
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A Justiça marcou a data da audiência de instrução e julgamento do acusado de matar o professor e coordenador pedagógico José Bernardino da Silva Filho, o Betinho, de 49 anos. O crime, que ocorreu no Recife em maio de 2015, foi marcado por reviravoltas e apontou para um novo réu.
A audiência será no dia 9 de outubro, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, área central da capital pernambucana. Na ocasião, testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e de defesa serão ouvidas em juízo. Na sequência será a vez do réu, Raphael Gouveia Thorpe, 30, que tinha um relacionamento com a vítima.
A juíza Fernanda Moura de Carvalho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri Capital, comandará a audiência. Após a coleta de todos os depoimentos, acusação e defesa apresentarão as alegações finais. Por último a magistrada decidirá se o réu irá a júri popular. Raphael responde ao processo em liberdade.
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INVESTIGAÇÕES DO CASO BETINHO
A investigação da Polícia Civil apontou que Raphael matou o professor Betinho depois que os dois beberam cervejas e assistiram filmes pornôs no quarto da vítima. Cuecas foram encontradas no local, indicando que eles podem ter tido relações sexuais. O resultado do inquérito foi revelado com exclusividade pela coluna Segurança.
A reabertura do inquérito foi determinada pela Justiça em 2019, após a absolvição de dois alunos do Colégio Agnes, onde Betinho trabalhava. Inicialmente, os estudantes foram considerados suspeitos depois de uma perícia do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) indicar que impressões digitais deles haviam sido encontradas na cena do crime.
Posteriormente, duas perícias – uma da Polícia Federal e outra do Instituto de Criminalística – apontaram que as digitais não eram dos estudantes. Numa revisão, os peritos papiloscopistas do laudo inicial reconheceram o erro.
Raphael chegou a ser investigado e era considerado o principal suspeito no primeiro inquérito conduzido pelo delegado Alfredo Jorge, do DHPP. Mas o erro no laudo das impressões digitais tirou ele do foco da investigação.
O mais recente inquérito, conduzido pelo delegado Roberto Lobo, durou quase cinco anos para ser concluído. O MPPE denunciou Raphael por homicídio duplamente qualificado (emprego de tortura e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima).
Na denúncia, a promotora de Justiça Érica Lopes de Almeida afirmou que Raphael matou Betinho com pancadas na cabeça usando um ferro de passar roupas. Além disso, usou o cabo de energia do eletrodoméstico para estrangulá-lo.
A coluna não conseguiu contato com Raphael, nem com a defesa dele.
De acordo com o MPPE, Raphael era garoto de programa e namorado do professor Betinho. “Os pagamentos dos encontros eram feitos com drogas, que passaram a consumir juntos”, apontou a denúncia.
“No quarto, o denunciado, agindo de forma fria e de extrema violência, deitou a vítima em um colchão que estava ao chão do quarto e, antes que a vítima fosse a óbito, o denunciado lhe torturou, tendo amarrado seus tornozelos com o cabo de energia de um ventilador e estrangulando-a com o cabo de energia do ferro de passar roupa”, complementou.
FUGA APÓS CRIME
Segundo a investigação, Raphael fugiu rapidamente do local do crime. Como ele trancou apenas a grade do apartamento, esquecendo de fechar a porta de entrada, que permaneceu batendo, o barulho chamou a atenção de moradores.
No dia seguinte ao crime, Raphael voltou ao local sob o argumento de que estava procurando a vítima. Com o barulho da tentativa de arrombar o apartamento, um morador e parente do síndico foi ao local ajudar.
A denúncia indicou que, ainda no corredor do apartamento, Raphael teria dito a esse vizinho que Betinho estava morto. Em depoimento, o vizinho, cujo nome será preservado, afirmou que daquele ponto onde o acusado estava não era possível confirmar o óbito, já que “e estava de noite, a luz do quarto estava apagada e a porta do quarto entreaberta”.
A testemunha contou à polícia que “teve que entrar no quarto para sentir o cheiro, pois até então não tinha sentido no corredor, conforme Raphael tinha dito”.
A polícia foi acionada, mas Raphael deixou o local antes da chegada dos investigadores.


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