Seguro conquistou neste domingo 66% dos votos e derrotou de forma expressiva o populista de extrema direita André Ventura, que ficou com 34%
Estadão Conteúdo
Publicado em 09/02/2026 às 0:49
| Atualizado em 09/02/2026 às 0:52
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O candidato de centro-esquerda António José Seguro conquistou neste domingo 66% dos votos e derrotou de forma expressiva o populista de extrema direita André Ventura, que ficou com 34%, no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas.
A vitória garante a Seguro um mandato de cinco anos no “Palácio Rosa” de Lisboa e freia, por ora, o avanço do Chega, legenda fundada por Ventura há menos de sete anos e que, em 18 de maio, tornou-se a segunda maior força do Parlamento.
Ao longo da campanha, Seguro apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita, apartando-se das bandeiras antiestablishment e anti-imigração de seu adversário. Recebeu, assim, o apoio de lideranças tradicionais de esquerda e de direita interessadas em conter a maré populista que vem se espalhando pela Europa.
Embora o cargo de presidente seja majoritariamente simbólico em Portugal, o chefe de Estado dispõe de instrumentos relevantes, como o veto a leis aprovadas pelo Parlamento, suscetível de reversão, e o poder de dissolver a Câmara e convocar eleições antecipadas, apelidado de “bomba atômica”. A estabilidade política é uma preocupação central: em maio, o país realizou sua terceira eleição geral em três anos, cenário que configurou o pior ciclo de instabilidade em décadas.
Seguro assumirá em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de centro-direita impedido de concorrer por ter completado o limite constitucional de dois mandatos.
A simples presença no segundo turno já representou um marco para o Chega, que tenta “recalibrar” o tabuleiro político português. Na reta final, Ventura atacou o que chama de “imigração excessiva”, num momento em que trabalhadores estrangeiros se tornam mais visíveis no país.
Outdoors com frases como “Isto não é Bangladesh” e “Imigrantes não deveriam ter permissão para viver de auxílio social” pontuaram as estradas, reforçando o slogan “Portugal é nosso”.
Após o resultado, Ventura prometeu seguir trabalhando por uma “transformação” nacional e disse ter mostrado “que existe um caminho diferente” e que o país “precisava de um tipo diferente de presidente”.
Lula parabeniza António Seguro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou na noite deste domingo, o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, pela “vitória expressiva nas urnas neste domingo”.
“Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu Lula em um post no X.
O presidente disse ainda que o Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito português e o primeiro-ministro Luís Montenegro “pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável”.


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