Campos e a analogia futebolística na primeira sabatina da Rádio Jornal

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Campos e a analogia futebolística na primeira sabatina da Rádio Jornal


Candidato à reeleição, João Campos (PSB) foi o primeiro a participar das sabatinas com os que desejam comandar a capital nos próximos quatro anos.


Publicado em 02/09/2024 às 20:00




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João Campos (PSB) fez um baita elogio a sua própria equipe durante o primeiro dia de sabatina da Rádio Jornal com os candidatos à prefeitura do Recife.

Questionado sobre o favoritismo que tem demonstrado nas pesquisas, comparou seu grupo ao Manchester City, um dos maiores times de futebol do planeta. Disse que são grandes jogadores, com aquele que é considerado um dos melhores técnicos do mundo, Pep Guardiola, mas que eles também podem perder, como aconteceu na última temporada da UEFA Champions League. Então é preciso lutar até o fim, sem salto alto.

Foi uma boa analogia.

Futebol

Difícil, vamos admitir, é considerar a outra parte dessa comparação futebolística criada pelo candidato. Porque o Manchester City, no caso, não foi desclassificado da última Champions pelo Águia de Marabá (com todo respeito ao time do Pará), e sim pelo Real Madrid com os maiores e mais caros jogadores do mundo.

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Enfrentando a atual oposição do Recife, que foi montada de última hora, com a urgência do improviso, sem muitos recursos e nenhuma estratégia conjunta aparente, os comandados de Pep Guardiola seriam campeões sem qualquer esforço.

Suor

O desafio de João Campos nessa eleição é mostrar-se à altura de uma popularidade tão alta como a que ostenta. Voltando ao futebol, o problema dele não é ser favorito ao campeonato, mas justificar o placar elevado mesmo que os adversários reclamem que ele não tem um pingo de suor no rosto e não correu nada.

Por isso, Campos aproveitou todos os espaços possíveis da sabatina na Rádio Jornal para listar obras que sua gestão teria realizado. Usava a estratégia, inclusive, como saída quando precisava não responder perguntas feitas sobre temas espinhosos da campanha e da gestão.

Sem resposta

Questionado sobre o projeto da Orla do Pina e Boa Viagem, afirmou que está em execução, mas não deu qualquer previsão. Questionado sobre um maior papel de liderança na Região Metropolitana, disse que sua prioridade é o Recife, minimizando a relação que os habitantes dessas cidades têm com os serviços da capital e o impacto deles no trânsito ou na saúde, por exemplo.

Questionado sobre os engarrafamentos, listou os quilômetros de ciclovia implantados e uma ponte construída que, segundo ele, não estava em seu plano de governo de 2020 (embora fosse um projeto nunca finalizado da época de seu colega de partido e antecessor Geraldo Julio).

Compromisso de quatro anos?

Campos não respondeu objetivamente também quando questionado sobre sua disposição para cumprir quatro anos de mandato caso seja reeleito. Pouco antes havia afirmado que queria a reeleição porque quatro anos não eram suficientes para resolver todos os problemas da cidade. Mas, ao ser perguntado se podia garantir aos recifenses que, sendo reeleito, cumpriria todo o mandato, desconversou.

Limitou-se a repetir que era candidato a prefeito do Recife e tratou de apresentar o próprio vice na chapa, escolhido por decisão pessoal, que é exatamente aquele que assumiria no futuro caso ele abandone o cargo que disputa hoje para ser candidato a governador em 2026.

Para bom entendedor…

Agreste

Em Caruaru, o primeiro dia de sabatinas também foi com o atual prefeito e candidato à reeleição, Rodrigo Pinheiro (PSDB). Liderando as pesquisas, embora a disputa esteja muito mais apertada do que no Recife, o candidato aproveitou para fazer um balanço do que foi realizado em seu período à frente da gestão. Pinheiro criticou o governo anterior, do PSB, e destacou sua parceria com a governadora Raquel Lyra (PSDB).

Nesse ponto, inclusive, foi necessário detalhar o que era realização dele próprio e o que havia sido deixado pela ex-prefeita, hoje governadora, de quem ele era vice na administração municipal.

Leve

Apesar do acirramento da campanha, com o ex-prefeito José Queiroz (PDT) estando bem próximo nas pesquisas, e um clima de guerra entre as coligações, principalmente em ações jurídicas, imaginava-se que o candidato seria mais direto em críticas aos adversários. Isso não aconteceu.

Como tanto Recife quanto Caruaru, após os sorteios, tiveram os atuais prefeitos no primeiro dia das sabatinas, os próximos programas, com os candidatos de oposição, devem esquentar o clima ainda ameno da eleição.

Agenda

Em Caruaru, o candidato sabatinado nesta terça-feira (3) será Armandinho (SD). Já no Recife, a candidata sabatinada será Dani Portela (PSOL). As sabatinas da Rádio Jornal vão ao ar às 11h, todos os dias, com todos os candidatos registrados para disputar as prefeituras do Recife e de Caruaru em 2024.

Eficiência 1

Existe uma confusão, mais proposital do que ingênua, no entendimento que alguns agentes públicos têm sobre o significado efetivo da palavra eficiência. A expressão é referência dentro dos princípios básicos da Administração Pública.

Presidentes de câmaras de vereadores e de assembleias legislativas, por exemplo, acreditam que eficiência é gastar todo o dinheiro disponibilizado por eles para a administração das casas.

Por isso, quando sobra dinheiro, alguns tentam promover ações diretas à população, emulando atividades executivas e tentando ganhar popularidade com aquilo. O importante é gastar todo o dinheiro.

Eficiência 2

No Recife, por exemplo, em 2025 a Câmara de Vereadores terá um orçamento que deve chegar a quase R$ 240 milhões, como detalhou a repórter Adriana Guarda esta semana, em reportagem no Jornal do Commercio.

Quando todo o dinheiro é gasto e se levanta o argumento de que a gestão é eficiente, é preciso lembrar que a Câmara do Recife, capital do estado, nem tem uma sede própria. A Casa funciona num imóvel alugado.

Sete em dez

Com tanto dinheiro envolvido e uma nova eleição municipal às portas, quando se pergunta se o eleitor sabe em quem votou para vereador no último pleito, em 2020, a resposta da maioria é: “não lembro”. O cientista político Adriano Oliveira falou sobre o assunto numa entrevista ao “Passando a Limpo”, na Rádio Jornal. Ele, que trabalha frequentemente analisando pesquisas quantitativas e qualitativas, diz que quase 70% dos entrevistados costumam dizer que não lembram quem escolheram para vereador.

São caros

Na prática, gasta-se um valor altíssimo mantendo as câmaras de vereadores pelo Brasil, mas o trabalho deles é tão inexpressivo para a melhoria da cidade que ninguém nem faz referência entre a vida cotidiana e o voto que deu. Se a cidade melhora ou piora, ninguém consegue enxergar a participação dos vereadores. Principalmente quando praticamente não há oposição, que é o caso do Recife.

Com uma nova oportunidade de voto agora em 2024, não está na hora de começar a discutir o papel dos vereadores nas cidades também? O custo benefício compensa?





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