INFRAESTRUTURA
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Nova circulação vai permitir que o Consórcio Novo Recife possa iniciar a implantação do Parque das Águas, que ficará pronto em 2026
Roberta Soares
Publicado em 07/05/2025 às 13:49
| Atualizado em 07/05/2025 às 13:58
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– GUGA MATOS/JC IMAGEM
A conexão viária entre a área central do Recife e a Zona Sul da capital, com interferência direta em bairros do Centro, como São José, Ilha do Leite e parte de Afogados, vai ter uma nova lógica de circulação a partir de junho, quando será liberado o chamado Novo Cais José Estelita. O projeto – uma das mais abrangentes intervenções urbanísticas realizadas na cidade e que, no passado, foi palco de conflitos sociais para impedir a urbanização privada da área – vai, de fato, virar realidade a partir do dia 15, quando o novo sistema viário será liberado à população.
O projeto, fruto de uma parceria entre o Consórcio Novo Recife, a Prefeitura do Recife, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), contempla a implantação de um novo sistema viário que conectará com mais fluidez o Centro à Zona Sul, a criação de um parque na orla com mais de 33 mil m², além da construção do Parque da Memória Ferroviária com 55 mil m² e da restauração de galpões e casarios históricos. No total, são mais de R$ 140 milhões de investimentos privados e quase 20 anos de gestação.
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A nova circulação viária provocará mudanças na área, com a substituição do atual traçado da Avenida Engenheiro José Estelita por um novo, agora estruturado por um binário (sistema de engenharia de tráfego composto por duas vias paralelas e de sentidos opostos). Cada uma das duas pistas do Cais passará a ter três faixas de rolamento em cada sentido, além de calçadas amplas, ciclovias bidirecionais e infraestrutura subterrânea completa para redes de energia, internet, gás e saneamento.
ENTENDA A NOVA CIRCULAÇÃO DO CAIS JOSÉ ESTELITA
Hoje, o cidadão sai da Zona Sul para o Centro e vice-versa margeando a bacia do Rio Pina, pelo Cais José Estelita. Com o novo sistema viário, o tráfego Zona Sul-Centro será pelas margens do Cais, enquanto a volta será por trás dos edifícios erguidos no novo projeto.





A nova configuração propõe duas avenidas paralelas: uma junto à margem da Bacia do Pina (sentido Zona Sul–Centro) e outra posicionada atrás dos empreendimentos do Novo Cais (sentido Centro–Zona Sul). Retornos entre quadras foram implantados para facilitar a redistribuição do tráfego de veículos e para reduzir deslocamentos desnecessários.
Segundo o Consórcio Novo Recife, 90% dos trabalhos do novo sistema viário estão concluídos e serão finalizados entre o fim de maio e o dia 15 de junho. A liberação do tráfego e do novo sentido de circulação será imediata e estará bem sinalizada – garantiram os empreendedores e a PCR durante entrevista coletiva para divulgar a nova etapa do projeto.
Vale lembrar que boa parte desse novo sistema viário está pronto há quase dois anos e sem utilização, aguardando a liberação legal-administrativa da área onde será erguido o Parque da Memória Ferroviária, que só aconteceu em 2024.
GANHO DE TEMPO




Atualmente, diversas frentes estão atuando simultaneamente na pavimentação, drenagem, sinalização, acabamento urbano e paisagismo. O Consórcio Novo Recife diz estar investindo R$ 50 milhões na nova malha viária da área, dos quais R$ 35 milhões já foram executados e os R$ 15 milhões restantes correspondem à fase atual.
Também de acordo com o Consórcio, estudos técnicos de mobilidade realizados para o projeto indicaram que a nova configuração vai promover uma redução significativa no tempo de deslocamento entre o Centro e a Zona Sul, mas não precisou em quanto. A fluidez seria potencializada pela ausência de desvios temporários na fase de transição. Para Eduardo Moura, diretor regional de Incorporação da Moura Dubeux, o novo traçado é resultado de uma escuta ativa das necessidades da cidade e da população.
“O projeto inclui ainda a reconfiguração de espaços públicos e a retomada do vínculo entre o Bairro de São José e o mar, resgatando conexões históricas e promovendo a integração entre diferentes áreas da cidade. A proposta devolve à cidade um território estratégico, valorizando sua paisagem natural, o patrimônio arquitetônico e sua função urbana com soluções modernas, inclusivas e sustentáveis”, afirma Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, empresa que faz parte do Consórcio Novo Recife.
“O Recife está vivendo um novo momento, e essa intervenção é um símbolo dessa virada. Estamos recuperando uma área estratégica da cidade, garantindo fluidez no trânsito, priorizando a mobilidade ativa e devolvendo esse espaço histórico à população. Tudo isso com planejamento, parceria e compromisso com o futuro”, reforça o CEO.
CICLOVIAS E PEDESTRES COMO PROTAGONISTAS



Outra promessa do Consórcio Novo Recife é de que a mobilidade ativa terá destaque, colocando pedestres e ciclistas como protagonistas. O projeto propõe a construção de 1,7 quilômetro de ciclovias bidirecionais, calçadas duplas e ‘generosas’, infraestrutura acessível para pedestres e bicicletas, espaços de convivência para todas as idades, áreas contemplativas, arborização, conforto térmico e bastante integração com o entorno urbano. Infraestrutura que será implantada no futuro Parque das Águas.
“Esse projeto representa um modelo de cidade mais inclusiva e conectada, onde a mobilidade não é pensada apenas para carros, mas também para pedestres, ciclistas e o transporte coletivo. Nossa contribuição vai além da construção física — é um investimento em qualidade urbana e cidadania”, destaca Eduardo Moura, diretor regional de Incorporação da Moura Dubeux.
Uma área chamada de esplanada fará a conexão do Novo Cais com o bairro de São José pela Avenida Dantas Barreto. Segundo o projeto, essa conexão será apenas de pedestres e buscará estimular a movimentação de pessoas na área, resgatando o valor histórico e comercial do bairro.
Os condutores que estiverem trafegando no sentido Zona Sul-Centro do Recife passarão por esse trecho, que terá uma travessia elevada e longa para garantir a segurança dos pedestres na área. E, segundo o vice-prefeito do Recife, Victor Marques, que participou da apresentação do projeto, o tráfego de veículos será controlado e monitorado na região para evitar atropelamentos ou abusos de velocidade.
CONHEÇA COMO SERÁ O PARQUE DAS ÁGUAS





A liberação do novo sistema viário do Novo Cais José Estelita acontecerá para que o Consórcio Novo Recife possa iniciar a implantação do chamado Parque das Águas. A previsão é de que comece em junho e seja concluído um ano depois, em 2026.
O parque da orla será um grande espaço público de lazer do Recife, com mais de 33 mil metros quadrados de área. Localizado na região do Cais José Estelita, vai representar um símbolo da reconexão do Recife com sua orla.
Uma das grandes mudanças do projeto será a transformação da antiga alça do viaduto próximo ao Cabanga Iate Clube de Pernambuco, antes um canteiro rodoviário isolado, em uma área verde com lago, vegetação nativa e paisagismo, incorporada de forma orgânica ao parque.
Segundo o consórcio, ao longo de toda a área haverá espaços pensados especialmente para as crianças, com parques da infância segmentados por faixa etária, oferecendo estruturas seguras e divertidas para o lazer infantil. Os pets também terão um parcão destinado à circulação e brincadeiras com cães. Outro destaque é a recuperação e requalificação de três casas históricas localizadas na área do parque.
Esses imóveis serão restaurados e convertidos para uso público, que podem abrigar cafés, livrarias, centros de visitantes e serviços comerciais, ativando a região com usos culturais e afetivos. O projeto também contempla a implantação de uma praça cívica no prolongamento com a Avenida Dantas Barreto, criando um eixo simbólico entre o Palácio do Campo das Princesas e o mar. A praça funcionará como uma espécie de marco zero do sul do Recife, com travessia nivelada para pedestres, permitindo que quem caminhar pelas calçadas da Dantas Barreto siga diretamente até a orla.
Com isso, o bairro de São José, historicamente separado da orla por um antigo muro da linha férrea, será reaberto à cidade, promovendo integração e resgate urbano. Na outra extremidade do parque, próximo ao Forte das Cinco Pontas, antigos galpões e casarios históricos serão restaurados e integrados à paisagem, formando um polo de cultura, gastronomia e economia criativa. Esses espaços farão a transição para o Parque da Memória Ferroviária, reforçando o vínculo entre história e inovação urbana. A segurança e a infraestrutura também foram pensadas com cuidado.
SEGURANÇA FEITA COM VIDEOMONITORAMENTO







O parque da orla contará com videomonitoramento em toda a sua extensão, iluminação adequada ao uso noturno e presença da Guarda Municipal, com espaços reservados para viaturas e postos de vigilância ao longo do percurso. Bicicletários e estacionamentos planejados vão permitir que visitantes deixem seus carros e explorem o parque com tranquilidade.
Atualmente, a área do Estelita é majoritariamente usada como espaço de passagem ou para atividades esporádicas, como corridas nos fins de semana e passeios de bicicleta. A expectativa é que, com a nova estrutura e gestão pública, o local passe a ser frequentado diariamente por moradores e visitantes, transformando-se em um novo ponto de encontro da cidade.
A entrega do novo sistema viário da região está prevista para junho de 2025, enquanto a conclusão total do parque deve ocorrer até o final de 2026. A operação será responsabilidade da Prefeitura do Recife, após a entrega das obras pela iniciativa privada.
“A criação do parque na orla é, talvez, a face mais visível de um esforço maior de reconexão do Recife com sua paisagem, sua história e sua gente. Estamos trabalhando para que essa área deixe de ser um símbolo de abandono, e passe a ser um território de encontro, cultura, mobilidade e qualidade de vida. A cidade precisa de lugares assim”, afirma o CEO da Moura Dubeux.
CONHEÇA O PARQUE DA MEMÓRIA FERROVIÁRIA
Além do sistema viário e do parque da orla, o projeto urbanístico do Novo Cais contempla a criação do Parque da Memória Ferroviária, com 55 mil m² de área, dedicado ao resgate e à preservação de um capítulo essencial da história do Recife: o passado ferroviário da cidade. O parque será implantado na região compreendida entre o Forte das Cinco Pontas e o antigo eixo ferroviário voltado ao transporte de açúcar, trecho que abrigou a segunda linha de trem do Brasil, inaugurada após a Rio de Janeiro–Petrópolis.
A linha férrea, inicialmente traçada próxima à Rua Imperial, foi transferida na década de 1940 para a área atual após o aterramento de trechos do estuário, consolidando sua relevância logística e econômica. Essa linha conectava o interior do estado ao Porto do Recife e foi crucial para o escoamento da produção açucareira.
O projeto do Parque da Memória Ferroviária está sendo desenvolvido pelo paisagista Luiz Vieira, em diálogo com o Benedito Abbud, responsável pelo paisagismo do parque da orla. Os dois profissionais trabalham de forma integrada para criar uma conexão visual e funcional entre os parques e os novos empreendimentos do Novo Cais, incluindo jardins abertos nos edifícios residenciais e comerciais que suavizam a transição entre as áreas verdes e os espaços construídos.
A ligação central entre os dois parques será feita por uma grande explanada que conectará os pedestres da Avenida Dantas Barreto à orla da Bacia do Pina, reforçando a ideia de continuidade urbana, fluidez de circulação e ocupação integrada da cidade. O parque será também um núcleo de preservação e ativação cultural, com a restauração de todos os bens valorados pelo Iphan, entre eles a antiga estação ferroviária, a caixa d’água e cerca de 30 galpões casarios com área de aproximadamente 8 mil m².
Esses galpões, que serviram no passado para armazenamento de açúcar, serão recuperados com investimento de R$ 12 milhões. Ao todo, os recursos destinados à recuperação dos bens históricos somam R$ 30 milhões, com prazo estimado de um ano e meio para execução. A primeira etapa de intervenções será iniciada ainda no primeiro semestre de 2025, com foco na recuperação da caixa d’água e dos galpões localizados próximos ao viaduto, que marcam a transição entre o parque da orla e o Parque da Memória Ferroviária.
Está em elaboração um plano de gestão, uso e conservação do parque, desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Recife e o Iphan. Esse plano definirá os usos mais adequados para os espaços restaurados, respeitando os critérios técnicos de conservação e ativando o local com múltiplas vocações. Estão previstas ações educativas, eventos culturais e iniciativas de valorização da história ferroviária, além da possibilidade de instalação de espaços gastronômicos, esportivos, startups, escritórios criativos e iniciativas do Porto Digital, promovendo dinamismo e ocupação sustentável.


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