BRB sonhava ser um banco nacional, mas ligação com o Master e interferência de Ibanês Rocha comprometem sua sobrevivência

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BRB sonhava ser um banco nacional, mas ligação com o Master e interferência de Ibanês Rocha comprometem sua sobrevivência


GDF não consegue vender terrenos nem fazer empréstimo no FGC para recompor caixa e afastar o Banco Central, que pode intervir na gestão.



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Neste final de semana, em Brasília, um evento comemorou os 50 anos do grupo empresarial que leva o nome do ex-governador Paulo Octávio. Cinco ex-governadores estiveram presentes, entre eles José Roberto Arruda (PSD) e Agnelo Queiroz (PT). O governador atual, Ibanês Rocha (MDB), não foi à festa, mas mandou um agradecimento ao anfitrião dizendo que administrava um problema de saúde de seu filho, mas fez questão de parabenizar Paulo Octávio. “Ele é um grande empresário e um apaixonado por Brasília”.

O governador tem problemas além dos de saúde de familiares. E eles estão se avolumando como o provocado nesta segunda-feira (16) pelo juiz Daniel Eduardo Carnacchioni, que atendeu ao pedido de um grupo de parlamentares junto com alguns ex-governadores do DF numa ação proposta por Ricardo Cappelli, Rodrigo Rollemberg, Cristovam Buarque, Dayse Amarílio e Rodrigo Dias, através dos advogados Leonardo Morais de Araújo Pinheiro e Rodrigo da Silva Pedreira.

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Possíveis riscos

O juiz apontou possíveis riscos ao patrimônio público e dúvidas sobre a compatibilidade da medida com as regras de governança aplicáveis a sociedades de economia mista mesmo após a Câmara do Distrito Federal ter aprovado a venda de terrenos pertencentes ao Governo do Distrito Federal (GDF) em regime de urgência na semana passada.

O GDF calcula em R$ 6,4 bilhões o valor de imóveis públicos ofertados que, somados a um pedido de um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), poderiam aliviar sua situação financeira após a parceria mal-sucedida com o Banco Máster.

Impedimento judicial

O impedimento judicial pode ter consequências dramáticas para o banco que, a cada dia, se aproxima da decretação de um regime de intervenção pelo Banco Central. O BRB está com uma carga tóxica de títulos do Máster que ameaça seu futuro a despeito dos problemas que isso pode acarretar no mercado financeiro.

Explica-se: O Máster tinha apenas 0,57% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional. Mesmo carregando R$ 58 bilhões de ativos, segundo seu último balanço (R$ 30 bilhões eram garantidos pelo FGC), o impacto que ele provocou no saldo do FGC foi assustador. E E ainda existem os prejuízos até agora estimados em R$ 12 bilhões, mesmo que isso não interfira no quadro geral.


Divulgação

Governador atual, Ibanês Rocha (MDB). – Divulgação

Banco maior

O BRB é um banco muito maior. Ele tinha, em junho do ano passado (último balanço publicado), R$ 74,5 bilhões, sendo R$ 19,4 bilhões em depósitos judiciais (TJAL, TJBA, TJDFT e TJPB). Ele tem nada menos que 638 convênios de consignação pelo país e sua proposta até o ano passado era ser uma das 10 maiores instituições do mercado.

Entretanto, o problema do BRB é que a cada dia surgem mais informações sobre a ingerência do governador Ibaneis Rocha através de seu escritório de advocacia (Ibaneis Advocacia e Consultoria), que vêm sendo relacionadas com operações de venda de honorários de precatórios, ligando o governador ao Banco Máster de Daniel Vorcaro.

Terrenos do GDF

A briga judicial sobre o uso dos terrenos do GDF para entrar como ativos financeiros para recompor o caixa do banco já é um sinal muito ruim. Primeiro, revela que o acionista controlador, o Governo do Distrito Federal, não pode socorrer sua instituição financeira. Depois, porque, sem aportar recursos, o próprio acesso ao FGC fica complicado, porque, assim como aconteceu com o Máster, um empréstimo ruim vira um passivo de difícil recebimento no caso externo do BRB ser liquidado extrajudicialmente.

Ao menos por enquanto não existe esse risco. O próprio BC, assim como o governo federal, não cogita carregar uma nova operação de fechamento de um banco. Especialmente de um banco estatal liderado por um governador da oposição.

Correntistas

Mas o problema do BRB está mesmo com os seus correntistas. Em sua maioria esmagadora, são servidores públicos. Eles não podem fugir para outras instituições porque o banco é uma espécie de instrumento do GDF. Também existe o fato do banco ser um ator importante como o fiel depositário de R$ 19 bilhões de tribunais de vários estados.

E essa situação tem um limite. Se os depósitos pessoais dos correntistas começarem a migrar para outros bancos, o caixa de depósitos à vista virá a ser um problema se somado aos resgates de aplicações.

Mais dificuldades

No fundo, o problema é que as dificuldades estão sendo aumentadas pelas revelações sobre a atuação do governador. Ibanês praticamente liderou o processo de compra do Máster pelo BRB.

Em junho de 2025, o banco escreveu no seu balanço semestral que em abril de 2025, quando Brasília completou 65 anos, o BRB celebrou o Contrato de Compra e Venda de Ações com os acionistas controladores do Banco Master S.A. Visava à aquisição, pelo BRB, de ações representativas de 49% do total de ações ordinárias, 100% das ações preferenciais e 58,04% do capital social total do Banco Master (“Operação”).

História fantástica

Em 17 de junho de 2025, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a aquisição, pelo BRB, das referidas participações acionárias no Banco Master. No balanço, o presidente, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, lembrou que o Projeto de Lei 1.882/2025 foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF. Mas no dia 3 de setembro, o Banco Central indeferiu o pedido de incorporação, iniciando a crise do banco estatal.

A decisão do juiz Daniel Eduardo Carnacchioni pode ser revista ou derrubada por instância superior. Mas o desafio do BRB é sobreviver como instituição financeira a um processo de desgaste público que, a cada, envolve mais o BRB na investigação do Banco Máster e, por sua vez, com a atuação do governador e seu atuante escritório de advocacia.

 


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Receita Federal adverte de receita de prêmios de bets podem ser tributadas – Divulgação

Renda de bet pode ser tributável

Atenção. A Receita criou campos na declaração para o contribuinte declarar o que ganhou com bets. Pela Lei 14.790, pessoas que, durante o ano, ganharam mais do que R$ 28.467,20 com todas as bets em que apostaram em 2025 têm que declarar. A Receita tem um formulário próprio onde o apostador detalha os ganhos que teve em cada um dos boletos. E ao ultrapassar o limite anual, há imposto a pagar, que é calculado em formulário próprio.

Fala Gestor

Nesta quinta-feira (19), o presidente Carlos Neves e os conselheiros do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) estarão em Petrolina. Vão participar de um encontro com prefeitos e gestores públicos do Sertão do São Francisco na terceira edição do programa “Fala,Gestor”. Criado em 2025, o programa tem como objetivo aproximar o Tribunal da realidade dos municípios pernambucanos, abrindo espaço para que prefeitos e equipes de governo apresentem dificuldades, demandas e desafios da gestão pública.


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Kroma Energia e da Compesa, as obras do Complexo Colinas, em Garanhuns (PE). – Divulgação

Avanço no Colinas

Parceria Público-Privada (PPP) da Kroma Energia e da Compesa, as obras do Complexo Colinas, em Garanhuns (PE), avançam em ritmo acelerado e despertam grande expectativa no setor de energia renovável. O empreendimento, que possui 130 MWp de potência instalada e representa um investimento superior a 420 milhões, é resultado de uma iniciativa com o objetivo de ampliar a disponibilidade de energia renovável em Pernambuco e suprir parte da energia utilizada pela Compesa.


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Guanabara compra novos ônibus. – Divulgação

Guanabara

A empresa rodoviária cearense Expressa Guanabara anunciou a aquisição de 80 novos ônibus no primeiro semestre deste ano, com investimento superior a R$ 160 milhões. Os veículos foram adquiridos com recursos próprios e passaram a integrar a operação da empresa em diferentes rotas do país. A renovação da frota contempla 60 ônibus double decker do modelo Marcopolo G8 e 20 unidades do Marcopolo Paradiso 1200, fabricados pela Marcopolo.


Miva Filho

Mulheres Inovadoras Foto por Saulo Aleixo. – Miva Filho

Mulheres inovadoras

Nesta quarta-feira (18), o Governo de Pernambuco realiza no Recife o Workshop de Oportunidades e Editais para Mulheres Inovadoras, encontro voltado à ampliação da participação feminina no ecossistema de ciência, tecnologia e empreendedorismo do estado.

Durante o evento, serão apresentados editais que somam R$ 4,6 milhões em investimentos para apoiar ideias, projetos de pesquisa aplicada e startups lideradas por mulheres pernambucanas. As chamadas públicas incluem Pernambucanas Inovadoras, Pró Startups Mulheres que Inovam e COMPET Mulheres, voltadas ao estímulo à inovação e ao empreendedorismo feminino.

Hidrogênio Verde

Nesta terça-feira (17), a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) promove o lançamento da Agenda Estratégica ABIHV 2026 documento que reúne propostas e prioridades para o desenvolvimento da indústria de hidrogênio, amônia, metanol e fertilizantes verdes no Brasil com presença do deputado Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara dos Deputados.

Robótica do Senai

A equipe de robótica MangTech, formada por dez estudantes do SENAI Pernambuco, conquistou dois reconhecimentos na FIRST Robotics Competition (FRC), uma das maiores competições de robótica educacional do mundo, promovida pela organização FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), em Osasco (SP). Os alunos fazem o curso técnico em Eletrotécnica no SENAI Areias em paralelo com o Ensino Médio na Escola Engenheiro Lauro Diniz.

Inova+Invest

O Inova+Invest divulgou a lista das 15 startups aprovadas pela banca para participarem dos processos de aceleração da edição Nordeste. A iniciativa é uma parceria da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) com a ApexBrasil, executada pela ACE Ventures. De Pernambuco foram selecionadas a Flowup (Gestão), SGP+ (Construtech) e Viziomed (Healthtech) .

Inadimplência

Após o pior janeiro da história, o país atingiu em fevereiro a marca de 73,7 milhões de consumidores inadimplentes. De acordo com o Indicador de Inadimplência da CNDL e do SPC Brasil, este volume representa 44,11% da população adulta brasileira. Na comparação anual, o número de devedores cresceu 10,22% em relação a fevereiro de 2025.


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Franquias de Educação crescem no Brasil segundo a ABF. – Divulgação

Franchising educação

Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento educacional brasileiro movimentou R$ 16,4 bilhões em 2025, com crescimento de 5,7% no acumulado do ano. Dentro do universo do franchising, a educação representa hoje 7% das marcas entre as 50 maiores redes do país e 8% entre as 20 maiores microfranquias, indicando o peso crescente do segmento no mercado.





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