Brasil Paralelo usa sem autorização cenas de ‘Tropa de Elite’ em publicidade

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Brasil Paralelo usa sem autorização cenas de ‘Tropa de Elite’ em publicidade


Um comercial da produtora Brasil Paralelo usou, sem autorização, cenas de “Tropa de Elite” e “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro” para promover um filme próprio, chamado “Oficina do Diabo”.

O cineasta José Padilha, que dirigiu, escreveu e produziu os dois filmes, disse à Folha que condena a atitude da Brasil Paralelo. A postagem é de 12 de abril.

“Fazer um trailer deturpando e usando meus filmes foi o maior desrespeito já feito ao meu trabalho. Usar o Wagner Moura para vender um filme medíocre do qual ele não faz parte é abominável. O mesmo vale para os outros atores.”

Segundo o cineasta, foi enviada uma carta à Brasil Paralelo solicitando a remoção do conteúdo, mas o pedido foi ignorado. Questionada pela Folha, a produtora afirma que não recebeu a carta citada pelo cineasta. “Não identificamos até o momento a carta mencionada por José Padilha, mas nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento”, diz a nota.

“A intenção foi elogiar e não gerar qualquer constrangimento. Ao sermos notificados pela reportagem sobre o desconforto do diretor, solicitamos a sua remoção imediata”, afirma a nota da Brasil Paralelo, enviada nesta sexta-feira (25). Até a publicação deste texto, o post continuava no ar.

Após observar que as imagens de seus filmes compõem boa parte do comercial da Brasil Paralelo, Padilha afirma: “Isso é pirataria? Na história do cinema não há estúdio, streamer ou produtor de audiovisual que tenha feito algo semelhante”.

“Pergunto aos acionistas e usuários da Brasil Paralelo: vocês estão de acordo com esse trailer? O Brasil Paralelo respeita a propriedade intelectual de terceiros? O capitalismo pressupõe o respeito à propriedade intelectual? Nas palavras do capitão Nascimento: ‘Nunca serão. Jamais’.”

A publicidade sugere que “Oficina do Diabo”, o primeiro trabalho ficcional da plataforma, poderia ter uma influência e repercussão na sociedade brasileira da mesma forma que os filmes de Padilha. Ainda é citada a série “O Gambito da Rainha”, da Netflix, que teria despertado novamente o interesse do público pelo xadrez.

O filme da produtora sofreu adiamentos e esteve no alvo de polêmicas após ser anunciado como uma adaptação do livro “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, de C.S. Lewis —mas a empresa não tinha os direitos da obra e removeu as referências ao clássico de seus materiais.



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