A população vive mais e nasce menos gente, criando um peso crescente sobre a previdência pública que os políticos preferem não enfrentar.
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A longevidade crescente dos brasileiros deveria ser comemorada como símbolo de desenvolvimento, mas tornou-se um alerta que expõe a incapacidade da política nacional de enxergar além das disputas do presente. O país envelhece rápido e nasce cada vez menos gente. É como se o Brasil estivesse remando em direção a um futuro que exige planejamento enquanto seus líderes continuam brigando pela sombra no convés.
A nova expectativa de vida de 76,6 anos mostra que a violência caiu e as condições sociais melhoraram. No entanto, cada ganho de longevidade acrescenta peso ao barco.
Pessoas vivem mais, demoram mais a se aposentar e custam mais ao sistema. Ao mesmo tempo, a queda de nascimentos registrada pelo IBGE diminui o número de remadores.
A embarcação segue carregada enquanto a força que a impulsiona perde fôlego. Tem cada vez mais passageiros nesse bote. E cada vez menos remadores.
A conta que não fecha
O sistema previdenciário brasileiro depende do trabalhador ativo que sustenta aposentados e pensionistas. Quando a base de contribuintes encolhe e o número de beneficiários cresce, o barco afunda.
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O Tribunal de Contas da União avisou que o rombo da previdência deve quadruplicar até o fim deste século. O aviso foi tratado como mais uma nota de rodapé em Brasília, porque é algo distante no futuro que está muito além das próximas eleições.
Hoje existe uma relação de apenas 1,7 pessoa trabalhando para cada beneficiário da previdência. Em 2015 eram 5 remadores para cada passageiro. É a definição perfeita de uma conta que não fecha.
A política virou distração
O Brasil já vive um prejuízo previdenciário real. Mesmo assim, as disputas entre Executivo, Legislativo e Judiciário ocupam o tempo dos parlamentares e o noticiário.
Os líderes não discutem 2060 ou 2100 porque já não querem discutir nem a próxima década. O importante é antecipar eleições. Estão concentrados em garantir poder para seus grupos políticos.
O destino das próximas gerações não entra no cálculo.
Quando ninguém rema
O impacto da crise previdenciária não será teórico. Se a previdência quebrar, quem trabalha hoje não terá de onde receber no futuro.
O país se tornará mais pobre e desigual. Mesmo assim, o debate permanece preso a interesses individuais.
Nos próximos dias, pode esperar, o assunto será Jorge Messias e a indicação de Lula para o STF, com leitura de mensagem, convocação em CPMI, sabatina.
O único ponto futuro em que todos estão de olho diz respeito à arrumação do poder que se dará no contexto de 2026.
O futuro exige responsabilidade
O país precisa de líderes capazes de planejar além do calendário eleitoral. O futuro não interessa para a classe política atual. E um político que não se preocupa com o futuro não serve para o tempo presente.
O sistema segue debilitado porque falta responsabilidade e interesse dos gestores com a construção de um mundo no qual eles não estarão inseridos. São os mesmos que repetirão nas eleições o discurso de estarem construindo um Brasil melhor.
Melhor para quem e quando?

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