Bolsonaro ridiculariza denúncia da PGR: ‘Caguei para a prisão’

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Bolsonaro ridiculariza denúncia da PGR: ‘Caguei para a prisão’


Ex-presidente deu declarações em discurso durante encontro nacional de comunicação do Partido Liberal (PL), nesta quinta-feira (20)


Publicado em 20/02/2025 às 19:15



Google News



‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-970×250-1” });
}

*Com informações do Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez sua primeira aparição pública após ser denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de estado. Nesta quinta-feira (20), Bolsonaro ridicularizou a denúncia da PGR e afirmou que está com a “consciência tranquila”, citando que o documento é narrativa contra a extrema-direita.

Durante o encontro nacional de comunicação do Partido Liberal (PL), Bolsonaro debochou da possibilidade de prisão e foi aplaudido pelos apoiadores presentes, que entoaram gritos de ‘mito’ para o ex-presidente.

“Nada mais têm contra nós do que narrativas. Tudo foi por água abaixo. A mais recente foi essa de golpe. […] ‘Vão prender o Bolsonaro?’ Caguei para a prisão”, disse.

Ainda em tom de deboche às conclusões da Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente afirmou que o processo se resume a um “golpe da Disney”, em referência à viagem aos Estados Unidos em janeiro de 2023, após deixar o Palácio do Planalto.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

“Eu estava lá  com o Pato Donald e o Mickey e tentei dar o golpe no dia 8 de janeiro aqui”, zombou.

Apesar do foco do evento em comunicação, Bolsonaro usou o discurso para desqualificar as investigações da Polícia Federal (PF). Para o ex-presidente, a prioridade da direita deve ser a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro.

“Quem precisa de 800 páginas para provar, é que não tem o que mostrar”, afirmou, sobre o relatório da PF.

 

Convocação para manifestações, críticas a Lula e nova acusação de fraude nas eleições

Bolsonaro também aproveitou o discurso para convocar os apoiadores para participação nas manifestações marcadas para 16 de março, mas pediu que cartazes não fossem levados.

Na última quarta-feira (19), deputados aliados de Bolsonaro se reuniram com o ex-presidente, onde discutiram estratégias para reação à denúncia da PGR. Entre as pautas, estava a mobilização de manifestações, para manter a base de apoiadores nas ruas.

 

Também no discurso, Bolsonaro voltou a afirmar, sem provas, que as eleições de 2018 e 2022 foram fraudadas, mencionando inquérito da PF que investigou ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018. De acordo com o ex-presidente, o caso indicaria tentativas de fraude.

Bolsonaro também usou o discurso para reafirmar sua posição como líder da direita no Brasil, apesar da possibilidade de prisão e a atual inelegibilidade. 

“Tem gente mais preparada do que eu, aqui deve ter dezenas, mas com o coro mais grosso do que o meu, não tem”, disse.

Gratidão a Arthur Lira

No discurso, Bolsonaro também expressou gratidão ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), hoje cotado para assumir cargo no governo Lula. De acordo com o ex-presidente, a atuação de Lira na aprovação de pautas do interesse de sua gestão foi processo importante para o funcionamento do governo, à época.

“(Arthur Lira) tem seus problemas. Pode ter. Mas se fosse um gravatinha, limpinho na presidência, não teria resolvido o problema. […] Obrigado, Arthur Lira”, afirmou.

Entenda denúncia da PGR que tem Bolsonaro e mais 33 como alvo

Na última terça-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República, pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do estado democrático de direito e organização criminosa. Outras 27 pessoas também foram denunciadas por outros crimes. 

O documento, assinado pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, é baseado no extenso relatório da Polícia Federal (PF), divulgado em novembro, com o resultado das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e os atos golpistas de 8 de janeiro, entre outros eventos relacionados.

De acordo com a denúncia da PGR, a tentativa de golpe de estado partiu dos discursos de Jair Bolsonaro atacando o sistema eleitoral, culminando com os atos golpistas de 8 de janeiro.

Após o oferecimento da denúncia pela PGR, o caso será remetido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF e, depois, apreciado pela Primeira Turma.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *