Boiler Room cancela evento em SP em meio a boicotes de movimentos pró-Palestina

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Boiler Room cancela evento em SP em meio a boicotes de movimentos pró-Palestina


A Boiler Room, plataforma britânica de música eletrônica conhecida por realizar eventos no mundo todo, cancelou sua passagem em São Paulo prevista para esta sexta (1º). A suspensão é efeito de uma onda de boicotes à empresa meses após a aquisição de sua holding, a Supersctruct Entertainment, pela KKR, fundo de investimentos que tem empresas israelenses no portfólio.

O evento desta sexta teria capacidade para cerca de 6.000 pessoas com apresentações dos DJs brasileiros Alírio, Delcu, d.silvestre, Koka e Tiago Martins. Todos os artistas, à exceção de Koka, já haviam comunicado o cancelamento de suas participações no evento. Haveria também DJs americanos Coffintexts e INVT e a DJ mexicana Paurro.

“O evento foi cancelado por questões de segurança”, afirmou a organização brasileira do Boiler Room. “Houve algumas ameaças que poderiam representar um risco de segurança a quem está no evento e para continuar teríamos de envolver autoridades, e por isso a direção da Boiler Room resolveu que não seguiria adiante.” O valor dos ingressos será reembolsado aos compradores.

Nas últimas semanas, perfis coletivos e individuais se manifestaram pelas redes sociais contra a realização do evento em São Paulo. As organizações Ravers for Palestine e Rolling for Palestine, que vem liderando o boicote pelo mundo, também se uniram a grupos brasileiros como Nação Rebolation 69 e Boicote Boiler Room Brasil na convocatória de um ato previsto para esta sexta na frente do espaço Arca, zona oeste de São Paulo, onde seriam os shows.

O cancelamento da festa em São Paulo ocorre semanas após outra situação similar, no estado americano da Califórnia, numa suspensão também motivada por um boicote amplo de artistas. Este é o segundo evento da plataforma cancelado desde janeiro, quando a Supersctruct comprou a Boiler Room da gigante dos ingressos DICE.

A holding tem mais de 50 festivais no catálogo, a maioria deles europeu. Um dos grandes nomes da lista é o espanhol Sónar, que também foi alvo de boicote na edição desse ano. O festival DGTL também é parte da Superstruct e terá edição no Brasil em novembro.

A Superstruct foi adquirida pela KKR em junho do ano passado por um valor estimado de € 1,3 bilhão. O fundo de investimentos tem um catálogo diverso de aportes e conexões. Em Israel, a companhia injetou dinheiro em startups como a Guesty, que tem operações no território ocupado da Cisjordânia. No Brasil, o Itaú anunciou há poucos meses parceria com a KKR.

Em um anúncio veiculado em março, a direção da Boiler Room afirmou: “Vamos nos manter sempre pró-Palestina“. A organização também afirmou seguir as diretrizes do BDS (Boicote, Desenvolvimento e Sanções), movimento palestino que há 20 anos lidera boicotes a Israel.

Em comunicado oficial semanas depois, o BDS acatou o posicionamento da Boiler Room. No entanto, movimentos como Ravers for Palestine e Rolling for Palestine mantiveram o apelo ao boicote à plataforma britânica.

Essas organizações também convocaram boicote para os eventos da Boiler Room previstos no mês de julho e agosto em Detroit e Denver, nos Estados Unidos, San Juan, em Porto Rico, Ibiza, na Espanha, e Londres, na Inglaterra. Até então, apenas o evento brasileiro foi cancelado.



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