Se depender dos acordos descumpridos, das metas postergadas e das estratégias atrasadas, a redução do patrimônio ambiental vai continuar
Publicado em 21/10/2024 às 0:00
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Há dois anos, em encontro marcado para isso, representantes de vários países chegaram ao consenso de __ metas para a definição de estratégias nacionais pela defesa da biodiversidade no planeta. A ação humana e as mudanças climáticas decorrentes de nossas escolhas em um modelo predatório de civilização, ameaçam a diversidade da vida na Terra, o que pode colocar em risco, inclusive, a permanência da nossa espécie no habitat terrestre, juntamente com outras espécies. Mas como já se tornou frustração costumeira, as metas terão que ser lançadas para adiante, porque a maioria dos governos nacionais não formulou sequer um planejamento estratégico para ir atrás do alcance dos objetivos por um planeta sustentável.
Mais uma Convenção da Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (COP16) tem início nesta segunda, em Cali, na Colômbia, e segue até 1º de novembro, com grandes expectativas e poucos resultados. Ou mesmo um balanço positivo de acordos encaminhados. Na agenda ambiental, a biodiversidade precisa estar no mesmo nível prioritário das mudanças climáticas, pois são questões atreladas: o clima em convulsão pode afetar a vida, assim como a erosão da vida mexe com o equilíbrio climático. E a destruição das florestas, por exemplo, não está condicionada apenas a incêndios facilitados pelas secas: faltam estruturas policiais eficientes contra o crime organizado, no Brasil e em outros países da América Latina, já identificado como fonte dessa destruição.
Para o professor da Cátedra Josué de Castro na Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Abramovay, em artigo na Folha de S. Paulo, o modelo agropecuário brasileiro deve ser revisto, por se apresentar vulnerável aos eventos climáticos extremos. “Grandes empresas produtoras de grãos já se deram conta de que a monotonia das paisagens agropecuárias reduz a resiliência e a capacidade de resistir à crise climática”, afirma. Infelizmente, seja para cuidar desses problemas, como de outros, o governo brasileiro chega à COP16 sem o documento estratégico para a biodiversidade pronto e aprovado. Um péssimo sinal de engajamento para o país que irá sediar, em Belém do Pará, no ano que vem, a convenção da ONU para o clima, a COP30.
Mas nem a Colômbia, que recebe o encontro esta semana, fez a tarefa de casa, e também não tem nada a mostrar em um plano nacional pela biodiversidade. É desanimador, para a população que se assusta com a crise ambiental e climática, e certamente para os ambientalistas e líderes que buscam fazer sua parte no processo coletivo de conscientização da sustentabilidade, a repetição de encontros diplomáticos sem consequências concretas. Desde Estocolmo, na Suécia, em 1972, a pauta do meio ambiente vem ganhando importância – porém, não pela melhoria das condições de vida e de biodiversidade, mas pelo contrário, graças ao risco cada vez maior de colapso em um planeta insustentável.





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