O presidente em fim de mandato dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira (10) que o programa econômico de seu sucessor, Donald Trump, é um “desastre”.
Em um discurso no qual elogiou seu próprio legado, Biden afirmou que a promessa de Trump de impor altas tarifas sobre importações é um “grande erro” e instou o republicano a abandonar o corte de impostos que propôs.
Trump, que presidiu o país entre 2017 e 2021, venceu as eleições de novembro em grande parte graças à insatisfação dos americanos com o alto custo de vida sob o atual governo democrata.
“Rezo a Deus para que o presidente eleito descarte o Projeto 2025. Acredito que seria um desastre econômico para nós e para a região”, disse Biden em um discurso na organização Brookings Institution, em Washington, referindo-se a um plano formulado pelos conservadores para um segundo governo de Trump.
Tossindo com frequência devido a um resfriado, Biden disse que serão os consumidores americanos os que pagarão o preço das tarifas que Trump prometeu impor aos produtos de México, Canadá e China.
Juntos, esses três países são os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos.
“Acredito que essa abordagem é um grande erro”, acrescentou.
Biden abandonou a corrida presidencial em julho devido a preocupações com sua idade avançada e passou o bastão para a vice-presidente Kamala Harris, que foi derrotada com facilidade por Trump nas urnas.
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A posse será em 20 de janeiro, mas o republicano já age como se tivesse assumido o cargo, fazendo discursos sobre economia e política externa, e sendo recebido por líderes mundiais.
Biden, que manteve um perfil relativamente discreto, saiu nesta terça-feira em defesa de seu próprio legado.
Diante de uma audiência de economistas, destacou a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos após a pandemia, além de seus grandes investimentos em tecnologia e na indústria verde.
“O presidente eleito Trump está recebendo a economia mais forte da história moderna, que é a inveja do mundo”, disse Biden.
O mandatário também defendeu a liderança dos Estados Unidos no cenário internacional.
“Se nós não liderarmos o mundo, qual nação o fará? Quem unirá a Europa? Quem tentará unir o Oriente Médio?”, questionou.
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