Morreu nesta terça-feira, aos 70 anos, o cineasta húngaro Béla Tarr, um dos maiores do seu país, conforme anunciou o diretor Bence Fliegauf à agência de notícias MTI, em nome da família.
O mestre do cinema húngaro, que morreu após enfrentar uma longa doença, é conhecido por suas obras complexas e sombrias, normalmente em preto e branco e adotando um ritmo lento, com destaque para “Sátántangó”, de 1994, um filme de sete horas sobre o colapso do comunismo na Europa Oriental e seu declínio material e espiritual.
O longa é uma adaptação do romance de mesmo nome, de 1985, do ganhador do Nobel de Literatura do ano passado, László Krasznahorkai, com quem Tarr colaborou em diversas ocasiões.
Depois de “Sátántangó”, o livro “The Melancholy of Resistance” —ou a melancolia da resistência, sem tradução no Brasil— rendeu o filme “A Harmonia Werckmeister”, de 2000. Em 2007, colaboram juntos em “O Homem de Londres”, adaptando dessa vez um romance do belga Georges Simenon. Com Tilda Swinton no elenco, o filme acompanha o controlador de uma estação de trem que presencia um assassinato e, sem querer, assusta o criminoso ao abrir uma porta e se depara com uma mala de dinheiro.
A última parceria entre os dois foi em “O Cavalo de Turin”, de 2011, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, e que Tarr anunciou, à época, como sua aposentadoria.
Mas ele —considerado um dos maiores cineastas dos últimos 40 anos, e reverenciado por nomes como Gus Van Sant e Susan Sontag— seguia produzindo longas e curtas de outros diretores, além de ter montado a videoinstalação “Missing People”, em 2019, na Berlinale.
Com AFP



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