Com desempenho sofrível em atendimento a necessidades básicas, cidades pernambucanas perdem para cidades de outros estados do Nordeste
JC
Publicado em 16/07/2025 às 0:00
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Instrumento de pesquisa da qualidade de vida em todos os mais de 5 mil municípios brasileiros, o Índice de Progresso Social (IPS) avalia indicadores sociais e ambientais para a formação de um ranking nacional. Em 2025, a situação dos pernambucanos mais uma vez desponta em destaque negativo, perdendo espaço para outros estados nordestinos, que alcançam, nos últimos anos, resultados consistentes não apenas no desenvolvimento econômico, mas também no desenvolvimento humano. A constatação não surpreende, pois as dificuldades estruturais em Pernambuco se agravaram nas últimas décadas, levando à perda de competitividade regional e profunda desigualdade social na população. Mas a lista do IPS 2025 mostra o quanto o estado precisa ainda retomar o curso do progresso coletivo, bem como exemplos de estados vizinhos, que podem ser seguidos.
A metodologia empregada não se resume aos investimentos aplicados, indo buscar os efetivos resultados para a vida das pessoas. Ou seja, não basta a promessa, nem o anúncio de recursos para projetos com potencial transformador – e sim, o retorno percebido pela população de que suas vidas estão sendo ou foram, de fato, transformadas. Talvez neste ponto, os pernambucanos tenham muito a declarar: não faltaram promessas, de campanha em campanha, de governo a governo, mas os benefícios coletivos não foram vistos pela maioria. Desde a esfera federal à municipal, os cidadãos aguardam as consequências de planos, programas e discursos cheios de boas intenções, e vazios, ou quase vazios, de resultados impactantes.
No recorte das cidades mais bem posicionadas na região Nordeste, a Paraíba aparece em destaque, com quatro cidades entre as dez melhores, enquanto Pernambuco não traz nenhuma. Campina Grande e João Pessoa estão no topo da qualidade de vida nordestina. Na capital, um programa de atendimento médico móvel, que vai até as comunidades, é tido como referencial para todo o país. Além disso, o orçamento participativo digital permite a seleção e acompanhamento de prioridades da gestão pública pela população. E em Campina Grande, a educação em tempo integral ganha importância, saindo da adoção protocolar para a complementação do currículo com reforço pedagógico e oficinas culturais que aproveitam os potenciais criativos e expandem o horizonte dos adolescentes.
Cidade com rica história na formação brasileira, e elevado grau de exposição na mídia nacional, o Recife está fora das melhores do Nordeste, por motivos que os recifenses conhecem bem. As necessidades humanas básicas não são atendidas na capital pernambucana, em especial, em relação à saúde, saneamento e segurança. Os demais municípios da Região Metropolitana apresentam os mesmos problemas, e o mesmo drama para a população. Sem políticas públicas integradas e articuladas, os cidadãos da metrópole recifense permanecem à espera de um futuro melhor que não vem, e à mercê de uma realidade cotidiana marcada pela baixa qualidade de vida.






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