Bad Religion faz um show hardcore punk para público mais pop punk no The Town

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Bad Religion faz um show hardcore punk para público mais pop punk no The Town


“Hoje é Dia da Independência, e vocês são o governo”, disse Greg Graffin, vocalista do Bad Religion, neste domingo, pouco antes de começarem a tocar a faixa “You Are (the Government)”. Escalado de última hora para o The Town, o grupo americano veio ao Brasil com a missão de substituir a banda Sex Pistols na noite punk do festival.

A não ser pela energia crua e discurso direto, o punk de Bad Religion e Sex Pistols não se comparam tanto. Os londrinos apareceram junto com o gênero e há muito entraram no rol do rock clássico, enquanto o Bad Religion é a ponte californiana entre punk e hardcore —essencial para o surgimento de bandas como o Green Day, estrela da noite no The Town.

Por isso o show foi melhor que a encomenda. Acostumados com o Brasil, acumulando ao menos uma dezena de passagens pelo país nos últimos 30 anos, o grupo fez praticamente um medley da carreira. Se não encontrou um público tão sintonizado —mais afeito ao lado pop do Green Day—, tampouco deixou a energia na sequência punk hardcore.

Prova foi a roda punk que se abriu em “I Want to Conquer the World”, faixa de “No Control”, de 1989, um dos mais importantes discos da banda. Entre sinalizadores vermelhos, a plateia gritou “Bolsonaro, vai tomar no cu”. Os riffs melódicos e coros em uníssono desta e de outras músicas dos primeiros anos de banda foram o destaque do show.

Sem espaço para solos desnecessários ou firulas, a banda seguiu sua cartilha de funcionar quase como um “power trio” em clássicos como “Do What You Want” e “21st Century (Digital Boy)”. Mérito de todos, mas especialmente do baterista, Jamie Miller, que adaptava velocidade com criatividade em faixas como a crua “New Dark Ages” e a quebrada “Infected”.

Em faixas como “Anesthesia” e “Generator”, adicionando mais complexidade a seu próprio punk, a banda seguiu funcionando como um relógio. Em “Sorrow”, pouco antes do final, o vocalista fez um aceno aos Sex Pistols e comandou a cantoria da plateia no refrão.

O show ainda teve “You”, canção famosa por ter sido trilha sonora do clássico game “Tony Hawk Pro Skater”, e fechou com “American Jesus”. Maior sucesso da banda, a música foi recebida com empolgação e mostrou o poder dos veteranos —hardcore punk direto ao ponto.



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