Avanços são reconhecidos mas não garantem apoio a Raquel Lyra em 2026

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Avanços são reconhecidos mas não garantem apoio a Raquel Lyra em 2026


Aprovação de 51% contrasta com 54% contra reeleição na pesquisa Quaest, revelando frustração com lentidão das mudanças em Pernambuco.



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A governadora Raquel Lyra (PSD) tem uma notícia boa e uma notícia ruim na pesquisa Quaest divulgada esta semana. O governo dela é bem avaliado e o trabalho na maioria dos setores é visto como positivo. Mas quando perguntam se ela merece a reeleição, a maior parte dos entrevistados responde que não.

Mais do que os cenários eleitorais, é fundamental observar a aprovação da gestão e compreender por que parte expressiva da população reconhece avanços, mas não acredita que a governadora deva continuar no comando do Estado. Esse paradoxo é o que revela os desafios de sua administração e explica o tamanho da desconfiança que ainda existe em Pernambuco.

Aprovação dividida

A pesquisa mostra que o governo mantém estabilidade nos índices de aprovação. São 51% de aprovação contra 45% de desaprovação. É uma diferença pequena, mas suficiente para garantir um saldo positivo.

Quando se detalham as áreas avaliadas, a boa notícia para a governadora é que a percepção é, em grande parte, favorável. Na educação, 55% consideram positiva, contra apenas 17% negativa. Em habitação, 42% avaliam positivamente e apenas 23% negativamente. Até em áreas historicamente sensíveis, como saúde e infraestrutura, a maior parte da população tem uma percepção positiva, ainda que apertada.

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Apenas segurança e transporte público aparecem como pontos de maior desgaste. Esses dados mostram que a gestão tem conseguido consolidar avanços e transmitir à sociedade uma imagem de eficiência em setores centrais.

Promessa não cumprida

O problema, no entanto, está na promessa feita em 2022. Raquel foi eleita falando em uma revolução em Pernambuco, um rompimento com o ciclo longo de governos do PSB que, segundo ela, havia levado o Estado à estagnação.

As mudanças apresentadas até aqui são percebidas como reais, mas não no patamar esperado. E esse descompasso entre promessa e entrega se reflete diretamente na pergunta sobre reeleição: 54% dizem que ela não merece continuar, contra 43% que acreditam que sim.

A leitura é clara: mesmo reconhecendo avanços em setores importantes, o eleitor não percebe a revolução anunciada e demonstra frustração com o ritmo das transformações.

João Campos na frente

É nesse cenário que surge a força de João Campos (PSB), que lidera com ampla vantagem. No levantamento, ele aparece com 55% das intenções de voto contra 24% da governadora.

Outros nomes, como Gilson Machado (PL) e Eduardo Moura (Novo), aparecem com 6% e 4%, respectivamente, mas sem força real para alterar a polarização. Comparado ao último levantamento, Raquel cai de 28% para 24%, enquanto João Campos se mantém praticamente estável, de 56% para 55%.

Essa diferença mostra que o eleitorado ainda enxerga no prefeito do Recife uma alternativa mais consistente, enquanto a governadora perde espaço em meio às expectativas não correspondidas.

Obstáculos políticos

Além disso, há os entraves institucionais e políticos. O embate constante com a Assembleia Legislativa de Pernambuco e as disputas por espaço com outros poderes têm atrasado medidas importantes e paralisado áreas estratégicas do governo.

O desgaste provocado por essa relação conflituosa acaba reforçando a sensação de que a tão prometida revolução não saiu do papel.

Tempo curto

Cada semana de paralisia, cada sinal de conflito político e cada promessa não cumprida se transformam em combustível para a narrativa da oposição.

Raquel Lyra tem a vantagem de contar com uma aprovação geral acima da desaprovação e setores estratégicos em alta, mas precisa traduzir esses números em confiança no futuro. Sem isso, pode acabar desperdiçando a chance de consolidar um projeto mais duradouro em Pernambuco.

E a revolução prometida e atrasada, vai ficar para outra pessoa fazer, um dia.





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