Os “rurais”, como são chamado, cresceram de tal forma nos últimos tempos que os dois últimos presidentes estaduais da legenda vieram dessa vertente
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Nascido de bases urbanas e rurais, o PT de Pernambuco alia hoje a expressividade nas cidades, onde se consolida através da figura do presidente Lula, com uma penetração cada vez mais expressiva na zona rural.
Os “rurais”, como são chamadas na sigla tais lideranças, cresceram de tal forma nos últimos tempos que os dois últimos presidentes estaduais da legenda vieram dessa vertente: o primeiro foi o deputado estadual Doriel Barros e agora o deputado federal Carlos Veras que acaba de suceder Doriel. Ambos são crias da poderosa Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco – Fetape e têm as bênçãos do senador Humberto Costa.
Quase ninguém percebeu quando, logo depois que tomou posse, a governadora Raquel Lyra fez sua primeira incursão fora do Palácio, visitando a Fetape e abrindo as portas da sede do Governo para a Federação.
O gesto, calculado ou não, repercute até hoje pois foi o primeiro passo para garantir o apoio para sua administração da bancada petista na Assembleia formada pelos deputados João Paulo Silva, de penetração mais urbana, mas que também tem votos na zona rural, Doriel Barros e Rosa Amorim. Rosa também tem votos urbanos, mas sua votação maior é garantida pelo MST.
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Longe do PSB
Além de ocuparem a tribuna da Assembleia, sempre que é necessário, para defender o trabalho de Raquel, os três parlamentares, invariavelmente, se fazem presentes garantindo votos para o Governo nos momentos mais difíceis como ocorreu, recentemente, com a celeuma em torno dos pedidos de empréstimo.
Mesmo que isso os leve a contrariar o PSB, partido que comanda a oposição na Casa e é aliado histórico do presidente Lula. “João Paulo defende mais Raquel do que Antonio Moraes” – disse recentemente na Alepe, em tom de brincadeira, o deputado Luciano Duque, expressando a fidelidade dos deputados petistas à governadora.
Não é segredo para ninguém que, em consonância com as alianças nacionais, o PT estará junto com o PSB na eleição de 2026, não só votando em Lula como no prefeito João Campos, caso ele venha mesmo a ser candidato, como parece.
“Isso pode acontecer, mas acho que nossas bases no campo vão estar com Raquel” – raciocina o diretor do Prorural, órgão subordinado à Secretaria da Agricultura, o petista Maurício Leite Barbosa. Assessor de Doriel Barros até sua posse no Prorural ele diz que a governadora “está fazendo uma verdadeira revolução no campo, além de estar acabando com atravessadores, como aconteceu com o Programa do Leite, e levando os benefícios direto para os pequenos produtores”.
De chapéu de palha a Prorural
Seria isso suficiente para a bancada petista fechar com a governadora, mesmo que o PT do Recife apoie João Campos e ocupe duas secretarias municipais? O que representaria a verdadeira revolução de que fala Maurício?
Ele cita, entre outros, o trabalho de regularização fundiária no campo, o reajuste dado ao programa Chapéu de Palha e o compromisso de pagar uma parcela a mais por ano, o fato do Prorural que sempre funcionou com verbas federais, que chegavam atrasadas, ter agora um orçamento estadual, e a certeza de que tudo é pago em dia: “o dinheiro de Raquel é como o bolsa família, chega ao produtor no dia certo” – afirma citando o programa do leite que segundo ele, “saiu da mão de atravessadores e o Governo paga em dia os R$ 2,60 por litro adquirido para programas sociais”.
Outro órgão da área rural que é citado como importante para o homem do campo é o Iterpe – Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco.
O presidente Cleodon Ricardo Lima afirma que no atual Governo “já foram entregues 7.500 títulos de propriedade com toda a documentação e procedimentos feitos pelo estado; o Programa Nacional de Crédito Fundiário que tem recursos federais e estaduais e já beneficiou 700 famílias no Cabo e em Petrolina, caminha para reduzir ao mínimo possível os conflitos no campo, fazendo conciliações entre proprietários de terras e trabalhadores com a ajuda do Ministério Público. A terra ocupada é adquirida pelo valor acordado e os assentados a recebem junto com financiamento para tocar a produção agrícola e pecuária.
Deputados satisfeitos
O deputado estadual João Paulo Silva acaba de fazer intermediação entre o Governo e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar presente em 45 municípios do estado. O deputado Doriel Barros considera “muito importante o trabalho que o Governo vem realizando nas áreas rurais”. Cita investimentos em equipamentos, sistemas simplificados de abastecimento para as comunidades, além de apoio a eventos voltados para o campo, feiras e exposições.”
A deputada Rosa Amorim fala, a este respeito, que este final de semana o MST realiza no Recife Antigo a Feira Estadual da Reforma Agrária voltada para a agricultura familiar, que não acontecia há 20 anos por falta de ajuda oficial, agora garantida pelo estado
”Destacamos a busca pelo diálogo com o MST que a governadora tem demonstrado. Ela poderia nos fechar as portas como muitos fizeram, mas vimos vontade política na sua administração para fazer as coisas caminharem. Os assentamentos do MST sofreram um abandono histórico”, afirma.
Ela cita, por exemplo, o fato do Governo estar adquirindo da agricultura familiar 40% dos alimentos usados na merenda escolar quando a obrigação é comprar 30% do total a esses produtores e de estar distribuindo sementes nos acampamentos. “Precisamos de muito mais apoio mas não podemos deixar de reconhecer o esforço que tem sido feito”, conclui.



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