Nesta sexta-feira (10), María Corina Machado, que lidera a oposição contra Nicolás Maduro, afirmou que o político está consolidando um golpe de Estado
Publicado em 10/01/2025 às 22:19
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A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, utilizou suas redes sociais para acusar Nicolás Maduro de consolidar um golpe de Estado em terceiro mandato. O vídeo com as declarações foi divulgado nesta sexta-feira (10), após a posse de Maduro, e foi o primeiro pronunciamento de María Cornia após ter sido detida na quinta-feira (9).
“Maduro está consolidando um golpe de Estado. Diante dos venezuelanos e diante do mundo, eles decidiram cruzar a linha vermelha”, declarou. “Maduro viola a Constituição, ladeado pelos ditadores de Cuba e da Nicarágua”, seguiu referindo-se aos presidentes Miguel Díaz-Canel e Daniel Ortega na cerimônia.
Não houve provas da vitória de Maduro, por isso a oposição afirma que o vencedor seria Edmundo González. Além disso, a oposição venezuelana também se apoia nos dados de votação das atas impressas pelas urnas eletrônicas.
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No vídeo publicado, María Corina disse ter pedido a Edmundo González que não fosse à Venezuela nesta sexta, como havia prometido o opositor.
“Edmundo virá à Venezuela para ser empossado como presidente constitucional da Venezuela no momento certo, quando as condições forem adequadas. Em sua paranoia delirante, o regime não apenas fechou o espaço aéreo da Venezuela, mas ativou todo o sistema de defesa aérea”, disse. “Decidimos que não é apropriado que Edmundo entre na Venezuela hoje(10)”.
O pronunciamento da líder da oposição exaltou coragem dos venezuelanos que protestaram contra a ditadura mesmo sofrendo com a repressão. Ela também relatou o episódio denunciado pela oposição como sequestro. María Corina afirma ter sido interceptada na saída da manifestação em Caracas, capital da Venezuela, e liberada logo depois. O regime chavista nega.
“Quando saí do grande comício em Chacao, muitos cidadãos me cercaram e me acompanharam até que eu subisse em uma motocicleta que me levaria dali. Duas outras motocicletas me acompanharam”, relatou. Ela disse que ouviu vários tiros e que as motos da Polícia Nacional Bolivariana a interceptaram mais à frente.
María Corina afirma ter sido “brusca e violentamente” retirada da sua motocicleta e colocada em outra, no meio de dois homens. “É assim que eles são. Eles atacam uma mulher por trás”, declarou. Ela também disse que os policiais afirmaram ter ordens para soltá-la e, para isso, a obrigaram a gravar um vídeo como prova de vida.
“Agora estou bem, embora tenha dores fortes e hematomas em algumas partes do corpo. Está claro que o que aconteceu comigo ontem(9) demonstra as profundas contradições do regime. Seu comportamento errático é mais uma demonstração de como ele está dividido internamente”, disse.
Apesar de sair na frente nas parciais da oposição, com mais de 90% dos votos, María Corina Machado foi impedida de disputar a presidência por decisão da Justiça, alinhada ao chavismo. Ela declarou apoio a Edmundo González, que afirma ter vencido as eleições com 67% dos votos e divulgou as cópias dos registros de votação que corroboram a versão.
De toda forma, o chavismo proclamou a vitória de Nicolás Maduro, mesmo sem apresentar os dados da votação. Maduro tomou posse e garantiu mais seis anos no Palácio de Miraflores, sede presidencial. Com isso, o ditador pode chegar a 18 anos no poder, tornando seu mandato mais longínquo que o de seu padrinho político, Hugo Chávez.
“Venezuelanos, Maduro não poderá governar à força uma Venezuela que decidiu ser livre. Nosso país está mais unido do que nunca, tanto na política quanto em seus lares”, concluiu María Corina.
Cerimônia de Posse
A cerimônia de posse foi intimista, contando com poucos chefes de Estado, em especial os ditadores de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Nicarágua, Daniel Ortega. Brasil, Colômbia e México, países que lideraram os esforços frustrados de promover o diálogo entre o chavismo e a oposição, enviaram apenas embaixadores.
Em discurso no Parlamento, Maduro ironizou Edmundo González, que havia prometido ir à Venezuela para tomar posse. “Edmundo chegou?”, questionou ao ouvir um barulho. “Como estou esperando que ele chegue, estou nervoso”, continuou com tom de deboche.
González, que estava exilado na Espanha, saiu em busca de apoio internacional, seguindo pela Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Panamá e República Dominicana. Mesmo sob ameaça de prisão, González afirmou que chegaria ao país no dia da posse. No entanto, o regime afirma que ele será detido a partir do momento que tocar em solo venezuelano.
Antes da posse, Maduro intensificou as repressões, com 42 prisões políticas registradas apenas nos últimos dias, de acordo com levantamento da ONG Foro Penal, que defende os direitos humanos na Venezuela.
Neste terceiro mandato, Maduro promete uma reforma constitucional que, nas suas palavras, deve definir modelos de desenvolvimento e “democratizar” a Venezuela, porém, segundo especialistas, irá reduzir a liberdade no país. A proposta ainda deve ser debatida na Assembleia Nacional, que é controlada pelo chavismo, e precisa ser aprovada em referendo popular.


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