SEGURANÇA VIÁRIA
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SAMU atendeu a 250 ocorrências com ocupantes das motos na Região Metropolitana do Recife no feriadão. Casos com feridos e mortes têm aumentado
Roberta Soares
Publicado em 22/04/2025 às 13:14
| Atualizado em 22/04/2025 às 13:15
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– PRF
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O número de atendimentos a vítimas de quedas e colisões com motocicletas bateu novo recorde na Região Metropolitana do Recife, assim como a quantidade de óbitos registrados nas rodovias federais que cortam o Estado. No último feriadão prolongado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atendeu a 250 ocorrências envolvendo ocupantes de motocicletas – condutores e passageiros. E a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou sete óbitos, dos quais cinco foram de motoqueiros e garupas.
No caso do SAMU, os atendimentos a vítimas das motos representaram quase a metade dos envios de ambulância realizados pelo serviço durante o feriadão. Foram 588 envios, dos quais 250 foram para atender a sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT). Isso tudo registrado entre as 19h do dia 16/4 e as 6h do dia 22/4.
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O SAMU segue sem fazer a associação oficial entre as vítimas das motocicletas e os aplicativos de transporte de passageiros com motos, como Uber e 99 Moto, mas a explosão do serviço tem puxado para o alto o número de vítimas no trânsito. Não restam dúvidas. E são as quedas e colisões com ocupantes de motocicletas que têm representado quase a metade dos atendimentos diários do SAMU.
E esse cenário não é de hoje. Devido à pouca habilidade dos motoqueiros, potencializada pela vulnerabilidade intrínseca das motos, o SAMU tem realizado uma média de 200 atendimentos entre as noites das sextas-feiras e as manhãs das segundas-feiras. Passou 2024 assim e segue na mesma situação em 2025.
DAS SETE MORTES REGISTRADAS PELA PRF NO FERIADÃO, CINCO ERAM OCUPANTES DE MOTOS

Sinistro de trânsito na BR-101 em Igarassu deixa um morto e dois feridos; vítima era passageiro de moto por aplicativo – DIVULGAÇÃO
As mortes de condutores e passageiros de motocicletas também dominaram a atenção dos PRFs durante o feriado prolongado em Pernambuco. Entre os dias 17 e 21, durante as Operações Semana Santa e Tiradentes 2025, foram registrados 47 sinistros de trânsito, que deixaram 55 pessoas feridas e sete mortas nas rodovias federais que cortam o Estado.
Do total de mortes, cinco envolveram ocupantes de motocicletas, sendo seis condutores e um passageiro, que era cliente de aplicativo de transporte, como Uber e 99 Moto. O caso aconteceu por volta das 7h do dia 17, no Km 47 da BR-101, em Igarassu, no Grande Recife, e resultou na morte de um homem de 39 anos.
De acordo com informações da PRF, a vítima caiu na pista após a motocicleta em que estava colidir com outra moto. Na sequência, foi atropelada por uma carreta não identificada e morreu no local.
Os dois condutores das motocicletas ficaram feridos, mas a princípio sem gravidade. Ambos foram socorridos pelo SAMU e passaram pelo teste do bafômetro, que não detectou consumo de álcool.
MORTES REFORÇAM ESTATÍSTICAS DO TRANSPORTE POR MOTO

Motoqueiro de aplicativo de transporte, como Uber e 99 Moto, colide com carro, cai em rodovia e é atropelado por carreta na BR-232 – PRF
Os números de atendimentos do SAMU e os registros de óbitos feitos pela PRF reforçam os alertas sobre a crescente quantidade de sinistros de trânsito envolvendo motocicletas que prestam serviços por aplicativos, como Uber e 99 Moto, na Região Metropolitana do Recife, principalmente em rodovias, como a BR-101, onde o tráfego pesado e veloz aumenta o risco de fatalidades nestes sinistros.
A RMR, inclusive, tem acompanhado um crescimento gradativo dos atendimentos a ocupantes das motocicletas desde 2022, com um pico ainda maior em 2023 e 2024, sendo impossível não fazer uma associação com a expansão do serviço de transporte de passageiros com motos via aplicativo, como Uber e 99 Moto.
Em maio de 2024, os números do SAMU já revelavam uma explosão da má condução de motocicletas no trânsito do Grande Recife e, principalmente, da capital pernambucana. Foram 2.464 casos a mais de atendimentos a ocupantes de motos – condutor e passageiro – nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife em 2023. A comparação é com o ano de 2022.
Entre 2021 e março de 2024, a RMR teve nada menos do que 25.738 atendimentos de vítimas de motos pelo SAMU. Enquanto a capital teve 14.636. A capital pernambucana é a cidade que lidera o ranking negativo do SAMU e, mesmo assim, a Prefeitura do Recife segue sem reagir ao crescimento do serviço de Uber e 99 Moto.
JABOATÃO DOS GUARARAPES E OLINDA COM ALTOS ÍNDICES
Depois da capital pernambucana, as cidades com os maiores índices de atendimentos a feridos em quedas e colisões com motos na Região Metropolitana são Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Enquanto o Recife acumulava 14.636 casos entre 2021 e março de 2024, Jaboatão tinha 2.749, e Olinda, 2.023.
Dos quase 26 mil casos registrados pelo SAMU na RMR desde 2021 e até março de 2024, 19.200 foram entre 2022 e 2024 – exatamente o período de entrada do Uber e 99 Moto no Grande Recife.
Quando o recorte é feito apenas sobre a capital pernambucana, o mesmo cenário preocupante se destaca. Dos 14.636 atendimentos, 11.059 foram registrados entre 2022 e 2024.
MAIORIA DAS VÍTIMAS TÊM SIDO OS PASSAGEIROS DAS MOTOCICLETAS

Passageiros do serviço de Uber e 99 Moto estão andando soltos na garupa das motos, com capacetes inadequados, dedos do pé expostos e até manuseando celulares – BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
As principais vítimas das motocicletas após a explosão dos apps de transporte têm sido os passageiros. São eles quem mais sofrem e que têm as maiores lesões. Segundo profissionais da área de saúde ouvidos em outras reportagens pelo JC, os condutores das motos conseguem se antecipar à colisão ou à queda. Mas o passageiro não. Geralmente está distraído na garupa, solto, e no celular. Muitos, inclusive, não utilizam, sequer, um capacete adequado.
Outro aspecto perigoso evidenciado é a frequência de atendimentos a ocorrências em rodovias que cortam o Grande Recife, inclusive BRs. E os sinistros nas rodovias são de maior energia porque são sempre entre motos e caminhões ou motos e carros, tendo o óbito como desfecho comum. Quando a morte não acontece, são fraturas com amputação ou expostas.

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