Atenção para a folia

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Atenção para a folia


Ondas de calor em grande parte do Brasil podem ser intensas durante as festas de Momo, e o ideal é que a prevenção seja planejada desde já


Publicado em 17/02/2025 às 0:00



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A elevação da temperatura vem provocando níveis altos de alerta no Brasil nos últimos meses, com a combinação do calor e chuvas intensas, na mistura extrema dos riscos de desidratação e alagamentos, em poucos dias de intervalo. Em São Paulo, os avisos de risco severo já fazem parte do cotidiano, deixando a população assustada, devido à vulnerabilidade da imensa selva de concreto diante de precipitações fortes e rápidas que podem transformar ruas em rios, e alcançar ameaçadoramente as linhas subterrâneas do metrô. No Recife, há poucas semanas, um dia de toró bastou para lembrar aos pernambucanos a fragilidade das cidades perante a força da natureza, ainda mais inclemente pelo despreparo urbano para as mudanças climáticas.
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes puxou o bloco das preocupações em relação ao período carnavalesco – que já começou, na prática, nos principais polos do país, com as prévias lotadas de foliões. A previsão de altas temperaturas nos próximos dias afeta a saúde pública mesmo sem levar em conta as aglomerações carnavalescas, com sensações térmicas acima da capacidade de suporte do organismo humano. Isso significa que as festas precisam ter medidas de amenização do calor, tanto da parte dos organizadores privados, quanto, sobretudo, pela gestão pública que vê milhões de pessoas nas ruas. Também não está afastado o risco de temporais, uma vez que a época de calor tem sido propícia às chuvas breves, mas violentas.
A exposição ao sol recomenda cautela, sobretudo para crianças e idosos, mas vale para indivíduos de qualquer idade, especialmente num período fora do comum, em que as pessoas se preparam para o Carnaval como quem vai a uma maratona, onde o desgaste físico é tão certo quanto a disposição para a alegria compartilhada. O prefeito do Rio não escondeu o perigo: o calor pode levar até à morte. Por isso, toda prevenção é necessária, a fim de reduzir os riscos e garantir o desfrute do momento pela população e pelos turistas. Nesse aspecto, aliás, os governos devem programar serviços de informação aos turistas, deixando clara a necessidade de proteção contra os efeitos das altas temperaturas.
Um ensaio da Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis foi cancelado, no domingo, na praia de Copacabana, por causa do calor extremo esperado, antecipado pela meteorologia. Embora a agenda oficial do Carnaval possa não sofrer grandes alterações, os organizadores têm a responsabilidade, junto com o poder público, de avaliar até que ponto a exposição solar pode transformar a festa em sofrimento coletivo. Assim como no Rio, a discussão está posta para o Recife e Olinda. Quais as medidas preventivas que estão sendo tomadas para evitar as consequências do clima extremo? Se na pandemia o Carnaval chegou a ser cancelado devido ao risco à saúde, a partir de agora, é preciso uma conjunção de cuidados para assegurar a folia sem turbulências que podem marcar negativamente a tradição carnavalesca pernambucana.



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