Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã provocaram ao menos 201 mortes e 747 feridos

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Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã provocaram ao menos 201 mortes e 747 feridos



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Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã neste sábado (28). A ação aconteceu após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias. Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque, que teve ao menos 201 pessoas mortas (um deles o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei) e outras 747 feridas.

A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada “Operação Fúria Épica”. Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.

Em uma publicação na Truth Social, Trump confirmou o ataque afirmando que o objetivo é “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, formado, segundo ele, por “um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis”.

“Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo”, completou.

Também em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que Israel e os Estados Unidos lançaram uma “operação conjunta” contra o que ele chamou de “ameaça existencial” representada pelo Irã.

Segundo ele, o ataque contra o governo iraniano pode “criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”.

Após a investida, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos.

O Ministério da Saúde do Irã informou que “ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e os hospitais estão em alerta”. A número estimado de feridos e as locais exatos atingidos ainda não foram divulgados, completou a pasta.

A informação do ataque foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que descreveu o ataque como uma ação para “eliminar ameaças”, sem fornecer mais detalhes da ação.

Em junho do ano passado, os EUA bombardearam as instalações nucleares do Irã durante uma guerra de 12 dias entre os países do Oriente Médio.

Irã revida ataque conjunto e lança mísseis contra Israel e bases americanas

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território neste sábado, 28. O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. “Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, afirmou a organização de Israel nas redes sociais.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas “iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis”.

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado “medidas prévias” para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade. Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Morte em Israel confirmada

O serviço de resgate israelense informou que uma mulher na região de Tel-Aviv morreu em decorrência de um ataque com míssil iraniano. O serviço de resgate israelense Magen David Adom informou na noite deste sábado, 28, que uma mulher na região de Tel-Aviv morreu após ser ferida em um ataque de míssil iraniano.

Essa foi a primeira morte anunciada em Israel desde o início da troca de mísseis na manhã de sábado.

Ela ocorreu após uma forte saraivada de projéteis iranianos atingir o centro de Israel, danificando prédios e provocando incêndios.

O serviço não identificou imediatamente a mulher nem forneceu mais detalhes sobre o incidente.

Estreito de Ormuz é fechado

A agência de notícias iraniana Tasnim, ligada ao governo do país noticiou neste sábado, 28, que o estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do petróleo o mundo, foi fechado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã – tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo. Segundo a agência, nenhum navio está autorizado a atravessar o estreito.

As embarcações no local estão recebendo mensagens do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informando que ninguém está autorizado a passar pelo local.

Ainda de acordo com a Tasnim, 14 bases norte-americanas na região foram atingidas por ataques do Irã em retaliação à ofensiva norte-americana e israelense.

Um navio dos Estados Unidos teria sido atingido por mísseis iranianos.

Cancelamentos e transtornos em voos para além do Oriente Médio

Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã estão interrompendo voos em todo o Oriente Médio e além, à medida que os espaços aéreos regionais começaram a fechar e dezenas de milhares de viajantes em todo o mundo ficaram presos. Israel, Emirados Árabes Unidos e Catar fecharam seu espaço aéreo neste sábado, 28. O espaço aéreo no sul da Síria também foi fechado, assim como os céus acima do Irã, Iraque, Kuwait e Bahrein e o Aeroporto Internacional de Mascate em Omã, de acordo com o site de rastreamento de voos FlightRadar24.

Aviões que estavam a caminho de cidades como Tel-Aviv e Dubai no início do sábado foram desviados ou retornaram para seus pontos de origem.

Somente o Aeroporto Internacional de Dubai – o aeroporto mais movimentado do mundo para voos internacionais – relatou mais de 700 voos de chegada e partida cancelados.

Secretário-geral da ONU critica ataques ao Irã

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou neste sábado, 28, que os ataques contra o Irã geram uma situação de “grave ameaça à paz e segurança internacionais”. A fala foi feita durante pronunciamento em reunião de emergência do Conselho de Segurança da organização.

Ele afirmou, também, que a “ação militar traz o risco de desencadear uma série de eventos que ninguém pode controlar na região mais volátil do mundo”.

Acrescentou, ainda, que a situação é “muito fluida” e disse que não está em posição de confirmar os relatos sobre a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que ainda não foi oficializada pelo país do Oriente Médio. “Os ataques supostamente causaram baixas civis significativas. De acordo com a mídia iraniana, um ataque aéreo matou pelo menos 85 pessoas e feriu muitas outras em uma escola de meninas em Minab, na Província de Hormozgan, e uma escola em Teerã também foi atingida, causando duas mortes.”



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