O dia do rock no The Town também foi marcado por manifestações com cunho político neste 7 de Setembro, o Dia da Independência do Brasil. Alguns grupos como Green Day, Bad Religion, CPM 22 e Capital Inicial fizeram discursos politizados, sob coro e aplausos do público presente no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
“Nós já estamos cheios desses políticos, desses bastardos fascistas. Então não queremos saber mais deles, não nesta noite, não no Dia da Independência”, disse Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, headliner neste domingo, durante apresentação no palco Skyline.
Ele também gritou mais de uma vez “feliz Dia da Independência, Brasil”, arrancando aplausos do público. O vocalista também fez referências ao governo de Donald Trump ao trocar o verso original da música “American Idiot”, em que diz que não faz parte da agenda “redneck”. Na apresentação, cantou que não quer integrar a “agenda MAGA” — alusão às iniciais do slogan “Make America Great Again” do presidente americano.
Depois, no hino anti-guerra “Holiday”, ele trocou “Califórnia” por “São Paulo” num pedaço em que critica o “representante local”.
Na mesma linha, Greg Graffin, vocalista do Bad Religion, também citou a data. “Hoje é Dia da Independência, e vocês são o governo”, disse pouco antes de começarem a tocar a faixa “You Are (the Government)”.
Mais cedo, Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, discursou antes da faixa “Que País É Este”. “Essa música aqui é sobre a violência, a pobreza, a desigualdade brasileira. Música sobre a PEC da impunidade que eles estão querendo aprovar no Congresso… Os nobres deputados, engravatados, falou?”, disse Ouro Preto.
O vocalista do Capital Inicial fez referência à proposta de emenda à Constituição —chamada de PEC da imunidade, PEC das prerrogativas ou PEC da blindagem— apresentada por deputados federais em 2021 para rever os limites da imunidade parlamentar.
Recentemente, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou um relator para analisar medidas que buscam blindar deputados contra o que consideram interferência do Judiciário.
Já o grupo CPM 22 foi interrompido por gritos de “sem anistia” pelo público durante o show no palco The One. Líder da banda, Badauí respondeu: “a voz do povo tem poder”.


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