Obra fundamental para destravar a passagem pela Região Metropolitana do Recife, o Arco teve o edital lançado, enfim, pelo governo estadual
Publicado em 30/12/2024 às 0:00
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Quem costuma ir para Suape e o litoral sul de Pernambuco sabe o quanto a mobilidade é prejudicada, e o tempo do percurso caracteriza um gargalo ao desenvolvimento estadual, seja para o transporte de cargas, seja como corredor turístico tradicional e badalado no país. O que não se compreende é como um projeto da relevância do Arco Metropolitano, justamente concebido para destravar a passagem pelo Recife e cidades vizinhas, espera há mais de uma década para sair do papel. É como se a transformação que o Arco pode proporcionar não tenha sido reconhecida esse tempo todo.
A publicação do edital para o primeiro trecho da obra, entre a cidade de Moreno e a BR-101 no Cabo de Santo Agostinho, pode representar um marco histórico de retirada do bloqueio inercial que até agora impediu a sua execução. Desde a implantação do polo automotivo em Goiana, o governo do Estado, na época com Eduardo Campos, promete a abertura do novo caminho. Somente agora, e no horizonte da segunda metade do mandato de Raquel Lyra, é dado, enfim, o primeiro passo para a viabilização do Arco Metropolitano – que irá oferecer a quem trafega pela BR-232 uma opção de rota sem atravessar o Recife, para alcançar a BR-101 e Suape. Uma alternativa lógica e necessária.
Os primeiros 25 quilômetros devem ser bancados com recursos estaduais da ordem de R$ 750 milhões, a partir de abril do ano que vem. A governadora demonstra clareza ao perceber no investimento um requisito não apenas para o transporte, mas para o desenvolvimento dos pernambucanos, ao significar um avanço na infraestrutura. Em uma obra que não despensa a sustentabilidade como princípio em toda a sua extensão, inclusive no polêmico trecho, ainda não ratificado, que cortaria parte de área de preservação em Aldeia, no município de Camaragibe.
O alívio em corredores viários de tráfego intenso na capital e arredores, além de reduzir a duração nos deslocamentos, também poderá diminuir a emissão de poluentes na área urbana, melhorando a qualidade do ar e das condições ambientais. A proteção dos ecossistemas ao longo do trajeto do Arco não será desprezada, uma vez que a sustentabilidade deverá ser um dos eixos do projeto, visando o bem-estar da população e a preservação da biodiversidade nos territórios impactados. Vale mencionar que se trata, ainda, de via potencial para o aprimoramento do transporte coletivo que, na Região Metropolitana do Recife, está envolto em fracassos, como o JC-PE vem mostrando em uma série de reportagens especiais, nos últimos dias.
Com responsabilidade ambiental e visão estratégica para o desenvolvimento de Pernambuco, o Arco Metropolitano tem tudo para ser indutor de um novo salto de crescimento, possibilitado pela estruturação logística capaz de dinamizar as economias locais, e trazer efeitos positivos multiplicados para a população. Para dar início a essa fase, os cronogramas do edital recém-lançado precisam ser cumpridos, e a obra começar e ser tocada dentro dos rigores técnicos e financeiros solicitados. O atraso no Arco impõe a sua urgência.
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