Após prisão, MC Poze do Rodo se manifesta nas redes e fala em criminalização da arte periférica

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Após prisão, MC Poze do Rodo se manifesta nas redes e fala em criminalização da arte periférica


PRONUNCIAMENTO
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Notícia

Equipe do artista negou envolvimento com o tráfico de drogas e comparou o conteúdo das músicas com obras de ficção em outras áreas da cultura



Horas após ser preso por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro, o cantor MC Poze do Rodo se manifestou por meio de sua equipe nas redes sociais.

Em texto publicado no Instagram, o artista negou envolvimento com o tráfico de drogas e classificou a ação policial como criminalização da arte periférica.

“Hoje o Poze foi surpreendido com um mandado de prisão temporária e uma busca e apreensão na sua casa”, diz a nota.

“A acusação de associação ao tráfico e apologia ao crime não fazem o menor sentido. Poze é um artista que venceu na vida através de sua música”, afirma.

O comunicado também comparou o conteúdo das músicas de Poze com obras de ficção em outras áreas da cultura, como cinema e teatro.

“Muitos músicos, atores e diretores têm peças artísticas que fazem relatos de situações que seriam crimes, mas nunca são processados, porque se tratam justamente de obras de ficção”, enfatizou.

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A publicação termina com críticas à condução do processo e à forma como o funkeiro foi detido. A equipe afirma que a prisão representa perseguição, racismo e preconceito institucional.

“A prisão do Poze, ou mesmo a prisão de qualquer MC nesse contexto, é na realidade criminalização da arte periférica, uma perseguição, mais um episódio de racismo e preconceito institucional. A forma absurda que o Poze foi conduzido é a maior prova disso”, finalizou.


Entenda a prisão de Poze do Rodo

A prisão ocorreu dentro de sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal G1.

Investigado por apologia ao crime e associação ao tráfico

De acordo com a Polícia Civil, Poze é investigado por apologia ao crime e associação ao tráfico de drogas.

As investigações apontam que o cantor realiza shows em comunidades do Rio de Janeiro dominadas pelo Comando Vermelho (CV), com presença de traficantes armados que garantiriam a “segurança” dos eventos e do artista.

A DRE alega ainda que o repertório do funkeiro “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo”, além de “incitar confrontos armados entre facções rivais”, o que, segundo a corporação, frequentemente resulta em vítimas inocentes.

Polícia afirma que liberdade artística foi ultrapassada

Em nota oficial, a Polícia Civil declarou que as músicas de Poze “extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística”, configurando “crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas”.

“As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, informou a instituição.

Confira a nota de Poze do Rodo na íntegra

MC NÃO É BANDIDO

Hoje o Poze foi surpreendido com um mandado de prisão temporária e uma busca e apreensão na sua casa.

A acusação de associação ao tráfico e apologia ao crime não fazem o menor sentido, Poze é um artista que venceu na vida através de sua música.

Muitos músicos, atores e diretores têm peças artísticas que fazem relatos de situações que seriam crimes, mas nunca são processados, porque se tratam justamente de obras de ficção.

A prisão do Poze, ou mesmo a prisão de qualquer MC nesse contexto é na realidade criminalização da arte periférica, uma perseguição, mais um episódio de racismo e preconceito institucional, a forma absurda que o Poze foi conduzido é a maior prova disso.

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