Disponível na Netflix, longa marca retorno da cineasta Petra Costa ao documentário político após “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar em 2020
Emannuel Bento
Publicado em 17/07/2025 às 15:43
| Atualizado em 17/07/2025 às 17:07
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Disponível na Netflix desde a segunda-feira (14), “Apocalipse nos Trópicos” marca o retorno da cineasta Petra Costa ao documentário político com um novo foco: a interseção entre o avanço das igrejas evangélicas e o fortalecimento da extrema-direita no Brasil.
Petra foi responsável pelo polêmico “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar em 2020 e centrado na radicalização do país entre o impeachment de Dilma Rousseff e a eleição de Jair Bolsonaro.
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A proposta estética permanece: Petra Costa narra em off enquanto imagens simbólicas de Brasília atravessam a tela. Desta vez, explorando como a retórica “apocalíptica” do Novo Testamento foi mobilizada como instrumento político e ideológico.
Genealogia do poder e conexões internacionais
A narrativa também traça um panorama histórico que revisita a chegada dessas igrejas ao longo do século 20, destacando o crescimento de 129% de evangélicos durante os governos do PT.


Um dos momentos interessantes é a atuação do grupo de lobby norte-americanos “The Family” no Brasil, especialmente durante a ditadura militar, período em que o catolicismo progressista exercia maior influência social.
Apesar dos méritos da pesquisa, o filme encontra limitações no olhar da própria diretora, cuja distância em relação ao universo evangélico nem sempre é bem dosada.
Em diversos momentos, a representação das lideranças religiosas peca por certa idealização, perdendo nuances importantes para a compreensão do fenômeno.
Entre escolhas narrativas e simplificações
Silas Malafaia é apresentado como figura central dessa engrenagem. Essa foi uma escolha narrativa eficaz, mas que acaba obscurecendo outras articulações políticas relevantes, como a participação de lideranças evangélicas na criação do partido Republicanos, hoje à frente da presidência da Câmara dos Deputados e do governo de São Paulo.
A metáfora do “apocalipse” é evocada para conectar o que se chama de “teologia do domínio” aos eventos do 8 de janeiro, o que soa um tanto forçado, considerando que outras bases bolsonaristas também tiveram bastante protagonismo nesse processo – como os militares e o agronegócio.
Ainda assim, o filme levanta um alerta importante: a instrumentalização da fé como projeto de poder representa um risco concreto à democracia, no Brasil e em qualquer parte do mundo. “Apocalipse nos Trópicos” pode não dar conta de toda a complexidade do tema, mas abre espaço para um debate necessário.
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